Rouxinol-pequeno-dos-caniços - Reed warbler

Acrocephalus scirpaceus






















Infelizmente esta pequena e irrequita ave não me permitiu fotografá-la melhor! Lá virão outras oportunidades... Como foi o meu primeiro registo desta espécie, aqui fica.
Ave Estival e Migradora de Passagem no nosso território que Inverna na África tropical.
Reproduz-se em caniçais e outros tipos de vegetação ribeirinha.
Tece o ninho em forma de cesto em volta dos caniços.
A sua postura é feita entre Abril e Junho, com 4 ovos verdes-claros e manchas cor de azeitona, e a incubação tem a duração de 11 a 13 dias.
As crias são indefesas e nuas e fazem o seu primeiro voo aos 12 dias.
Alimenta-se de insectos.
(Fotografado em: 17.09.2010)
(Localização: 41°31'15.90"N - 8°46'58.87"O)

Espécie 157
LC

Andorinha-das-barreiras - Sand martin

Riparia riparia
















É uma das andorinhas mais pequenas, com 11 a 12 cm de comprimento. No nosso país é Estival e Migradora de Passagem.
Forma grandes bandos e nidifica em taludes de areia ou terra, frequentemente nas margens de rios.
Os ninhos são buracos por ela escavados nos taludes e têm cerca de 1 metro de profundidade.
A postura, com 4 ovos brancos, dá-se entre Maio e Junho, e a incubação tem a duração de 15 dias.
alimenta-se de insectos.
(Fotografado em: 18.09.2010)
(Localização: 41°31'15.90"N - 8°46'58.87"O)

Espécie 156
LC

Pilrito-das-praias - Sanderling

Calidris alba














Fotografia feita a grande distância, mas é o primeiro registo que faço desta ave.
Migradora de Passagem,  esta ave reproduz-se no alto Árctico.
Observa-se nas praias de areia, charcos e nos estuários perto da costa, com o seu comportamento muito característico junto à rebentação das ondas, nas praias, correndo à frente da rebentação das ondas em busca de alimentação, que se baseia em moluscos e crustáceos.
O seu ninho é uma cova no solo e a postura, que se dá entre Junho e Julho, tem a duração de 23 dias. Os ovos são esverdeados com pintas amarelas.
As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 25 dias.
(Fotografado em: 05.09.2010)
(Localização: 41°31'15.90"N - 8°46'58.87"O)

Espécie 155
LC

Seixoeira

Calidris canutus














Limícola de tamanho médio, 23 a 26 cm de comprimento e 46 a 53 cm de envergadura, que se reproduz no alto Ártico.
Invernante e Migradora de Passagem, escolhe os estuários e as costas como seus habitats preferidos.
O ninho é uma cavidade no solo, onde faz uma postura, em Junho, de 4 ovos verde-claros com pintas castanhas. A incubação tem a duração de 20 a 25 dias e as crias, activas e penugentas fazem o seu primeiro voo aos 20 dias.
Alimenta-se de moluscos, vermes e crustáceos.
(Fotografado em:29.08.2010)
(Localização: 41°30'40.64"N - 8°45'56.50"O)

Espécie 154
LC

Saída nocturna

Por vezes temos umas ideias estranhas...
Normalmente as saídas nocturnas são organizadas com o objectivo de fotografar determinadas espécies como aves nocturnas (mochos, corujas, noitibós), ou anfíbios ou ainda, apesar de mais complicado, para fotografar mamíferos.
Depois de um passeio junto do Rio Cávado, à noite, na vazante, percebi que a quantidade de aves limícolas era enorme, quer em número quer em espécies, todas num autêntico frenesim a alimentarem-se!
E pronto, lá fui na noite seguinte  fazer o que ao que me parece, é muito pouco normal... Fotografar limícolas à noite!
Foi uma experiência muito interessante que serviu para perceber que ainda se pode fazer melhor mediante alguns aspectos que a experiência me permitiu concluir serem necessários.
Mostro aqui duas fotografias dessa expedição nocturna.

Maçarico-de-bico-direito (Limosa limosa)













Combatente (Philomachus pugnax) esq.
Perna-vermelha (Tringa totanus) dta.

Pato-ferrugíneo - Ruddy Shelduck

Tadorna-ferruginea














Este pato reproduz-se numa enorme variedade de habitats: margens dos rios, pântanos, rios e até em encostas de montanhas a grandes distâncias de massas ou cursos de água.
É muito localizado no extremo sudoeste e sudeste da Europa, sendo que os registos feitos no Oeste da Europa, neste caso particular em Portugal, referem-se sobretudo a aves que fugiram de cativeiro, embora também possam ocorrer aves selvagens. Por isso esta observação está sujeita à homologação do Comité Português de Raridades, para onde foi enviada esta observação.
Segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, é uma espécie considerada Regionalmente Extinta.
(Fotografado em: 03.08.2010)
(Localização: 41°30'40.64"N - 8°45'56.50"O)

Espécie 153
RE

Camptograma bilineata



















Apesar de comum, é uma bela borboleta!
(Fotografado em:16.06.2010)
Espécie 152

Palomena prasina (Ninfa)





















Ninfa do conhecido Percevejo-verde.
Ainda imaturo este minúsculo insecto não tinha mais do que 3-4 mm.
Tem cores muito vistosas e diferentes variantes de cor. Quando adulto fica com uma cor verde uniforme e atinge os 13 mm de comprimento.
(Fotografado em:16.06.2010)
Espécie 151

Andorinhão-preto - Swift

Apus apus

























Esta ave com 17 a 19 cm de comprimento e envergadura de 40 a 44 cm, é Estival e chega ao nosso país em Maio, para partir no final do Verão para o Sul e África.
São fáceis de observar nos seus voos acrobáticos enquanto se alimenta de insectos no ar.
Nidificam em buracos nas paredes, telhados, torres de igrejas e até condutas de ventilação.
Tem a particularidade de utilizar os mesmo locais de nidificação todos os anos e de acasalar para a vida inteira.
O ninho é feito com folhas e desperdícios. Tem uma postura por ano, entre Maio e Junho, com uma postura de 3 ovos brancos e a incubação tem a duração de 14 a 20 dias.
O primeiro da voo das crias dá-se entre as 5 e as 8 semanas.
(Fotografado em: 07.07.2010)
(Localização: 41°31'15.90"N - 8°46'58.87"O)
Espécie 150
LC

Um dia no estuário...

Finalmente consegui tempo para passar uma tarde no Estuário do Cávado, coisa que já não era possível há uns tempos. A falta de tempo, a época mais difícil para fotografar aves quer pela maior escassez quer pelo aumento de pessoas na área, sobretudo de pessoas que não respeitam as regras, não tem permitido muito tempo para visitar este espaço magnífico.
Mas hoje fui compensado, não pelas fotografias em si, mas pelas observações.
Ficam aqui algumas recordações deste dia que serviu para matar saudades do estuário do Cávado.












Bico-de-lacre (Estrilda astrild)
Apesar de ser uma exótica, introduzida há uns anos, não deixa de ser uma ave bonita e com a qual já nos habituamos a conviver. Avistam-se com facilidade vários pequenos bandos.

 
Galinha-de-água (Gallinula chloropus)
Nesta foto um juvenil. Toda a família se passeia neste local mas sempre muito esquivos, consegui pela primeira vez fotografar um juvenil desta espécie.

Gavião (Accipiter nisus)
Este macho resolveu ficar uns largos minutos a observar-me neste Salgueiro e só permitiu fazer fotos desta forma, porque assustado com uns ciclistas fugiu por trás. De qualquer forma mostro a foto para reforçar a tarde fantástica que passei.

E para terminar a tarde, ouro sobre azul...
O Guarda-rios!!!

Noitibó-cinzento - Nightjar

Caprimulgus europaeus




















Esta ave com hábitos crepusculares e nocturnos, tem um comprimento que varia entre os 24 e os 28 cm e envergadura de 52 a 59 cm.
Visita-nos do Verão e Inverna em África.
O seus habitats de preferência são áreas com arvoredos dispersos, pinhais abertos com clareiras e de terrenos arenosos, zonas pantanosas secas e pode ser observado até desde o nível do mar até aos 800-1000 mt de altitude. Algumas áreas onde estas aves habitam foram florestadas e esta acção traduz-se numa perda de habitat.
Normalmente, durante o dia, repousa em árvores sendo bastante difícil a sua detecção, pois achata-se sobre os ramos e com as cores das suas penas e a sua imobilização, fica completamente camuflado.
Durante o período de nidificação dormem de dia no solo ou no ninho.
O ninho é uma cova nua feito em zonas abertas ou sob vegetação, no solo, em clareiras no meio de arbustos.
Faz duas posturas, com 2 ovos brancos com pintas castanho-claras e a incubação tem a duração de 18 dias e as crias activas e penugentas fazem o seu primeiro voo entre os 16 e os 18 dias.
Alimenta-se de insectos e, no crepúsculo e à noite, podem-se observar nos seus voos acrobáticos enquanto caça.
Emite um som que se assemelha muito com o som das Relas.
A sua população, infelizmente, está em declínio e tem o Estatuto de Conservação de Vulnerável.
Esta captura fotográfica, apesar de não ser nada de especial em termos de qualidade fotográfica, representa muito para mim, pois há uns anos que o tento apanhar aqui na nossa zona. Mais uma vez resulta de uma expedição nocturna, pelo meio do pinhal, tendo como companhia o Jorge Silva e o seu irmão Ivo.
(Fotografado em: 01.06.2010)
(Localização: 41°31'15.90"N - 8°46'58.87"O)
Espécie 149
VU

Poupa - Hoopoe

Upupa epops














É a primeira vez que consigo fotografar esta ave, de forma aceitável.
É uma ave com uma população Residente e uma população que nos visita no Verão. 
Mede 25 a 30 cm de comprimento e com uma envergadura com 45 a 48 cm.
Prefere zonas agrícolas e pastagens com matas e sebes. É observada em parques, vinhas e pomares.
Nidifica em buracos de árvores, de edifícios ou rochas.
A postura ocorre entre Abril e Junho, com 5 a 8 ovos acizentados, e a incubação tem a duração de 16 a 19 dias. As crias são indefesas e nuas e fazem o seu primeiro voo entre os 20 e os 27 dias.
Alimenta-se de insectos.
(Fotografado em: 27.05.2010)
(Localização: 42°30'15.39"N - 9°46'6.34"O)
Espécie 148
LC

Ógea - Hobby

Falco subbuteo
































Estas fotos, que não apresentam qualidade, foram feitas a grande distância e coloco-as aqui simplesmente para registar a espécie nesta região, pois não é um registo comum e foi um momento de grande raridade fazer esta observação.
Esta rapina que Inverna em África e é Migradora de Passagem e visitante Estival no nosso território, tem um comprimento de 22 cm a 24 cm e uma envergadura de 70 cm a 85 cm.
Visita, no Verão, toda a Europa temperada.
Tem vários tipos de habitats que vão desde os campos cultivados com lagos e bosques aos lodaçais e florestas de montanha.
Normalmente ocupa ninhos abandonados por outras espécies, em árvores. A sua postura única ocorre entre Maio e Junho, com 2 a 3 ovos amarelados e manchas avermelhadas e a incubação tem a duração de 28 dias. As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os 28 e os 32 dias.
Alimentam-se de insectos e pequenas aves.
(Fotografado em: 22.05.2010)
(Localização: 41°30'40.64"N - 8°45'56.50"O)

Espécie 147 
VU

Estorninho-preto - Spotless starling

Sturnus unicolor













ORDEM: Passeriformes
FAMÍLA: Sturnidae
GÉNERO: Sturns
ESPÉCIE: S. unicolor
Ave Residente, com 19 a 22 cm de comprimento, que formam grandes bandos, sobretudo na pós-reprodução e alimentam-se em campos, jardins e até em praias.
Têm a particularidade de em determinadas alturas imitarem na perfeição, Abibes, Maçarico-real, o Galeirão, o Pardal e as Pegas.
Nidifica em buracos de árvores ou de edifícios.
A incubação dos 4 ovos azuis-claros tem a duração de12 a 13 dias e as crias efectuam o seu primeiro voo aos 22 dias.
Alimenta-se de insectos, sementes e frutos.
(Fotografado em: 15.05.2010)
(Localização: 41°30'40.64"N - 8°45'56.50"O)
Espécie 146
NT

Taralhão-cinzento - Spotted flycatcher

Muscicapa striata




















ORDEM: Passeriformes
FAMÍLA: Muscicapidae
GÉNERO: Muscicapa
ESPÉCIE: M. striata
Esta é uma pequena ave, Migradora de Passagem e Estival, chega-nos de África para passar o Verão no nosso território. É também conhecido como Papa-moscas-cinzento.
Tem como habitat preferido pequenas clareiras e abertas entre árvores caducifólias, em jardins, parques e florestas.
Faz os ninhos entre reentrâncias de troncos de árvores e paredes sob plantas trepadeiras.
Faz uma a duas posturas entre Maio e Junho e a incubação tema duração de 11 a 15 dias. Os ovos são azuis-claros com manchas avermelhadas. As crias, indefesas e penugentas, fazem o seu primeiro voo entre os 12 e os 14 dias.
Alimenta-se de insectos.

(Fotografado em: 15.05.2010)
(Localização: 41°30'40.64"N - 8°45'56.50"O)

Espécie 145
NT

3º ANIVERSÁRIO

Três anos… faz hoje três anos que este blog nasceu!
Já existiam algumas, poucas, fotos, mas foi com criação do blog que muita coisa aconteceu: a vontade de fazer mais fotos, a vontade de registar mais espécies desta área, a vontade de aprender… A participação em workshops, a aquisição de melhores equipamentos e de mais conhecimentos…
Mas sobretudo o conhecimento de novas pessoas, de novos amigos, que tanto vão partilhando experiências e conhecimentos comigo, sem nunca se preocuparem com competições, sem querer nada em troca a não ser fazer fotografia. Gente que fotografa porque, antes de tudo, gosta da natureza, gente que ensina, gente sempre disponível que não tem como objectivo ser melhor do que ninguém, mas que quer sempre fazer melhor.
As horas, os dias, passados no campo muito me têm ensinado, muito me têm preenchido.
Nestes três anos muita coisa aconteceu: um livro, um programa na EsposendeTV, vários convites para participar em exposições, várias fotografias publicadas em revistas e em sites especializados, participações em edições institucionais, por convite, com várias fotografias, convites para fotografar com grandes fotógrafos, participação em palestras sobre o tema. Mas um destes acontecimentos destaca-se: o I Encontro Aves no estuário do Cávado, onde consegui juntar, durante 2 dias, 70 fotógrafos da natureza de todo o País!
Sinto, agora, que está na hora de tentar fazer melhor, já aprendi o suficiente para ser mais exigente comigo mesmo. E devo essa aprendizagem a gente como o Armando Caldas ou o Faísca, o Tomás Martins ou o João Teixeira, e a tantos do grupo Aves em Portugal.
Não posso deixar de referir, em particular, o amigo Jorge Silva, sobretudo pelos conhecimentos que me tem transmitido no que à biodiversidade da nossa região diz respeito e às dicas tão importantes que me vai dando.
Não sei onde isto vai parar mas, para já, darei início a uma actividade que ando a preparar há algum tempo e que a partir de hoje fica oficializada:
Obrigado a todos os que visitam o blog, a todos os que me têm ajudado, ensinando e partilhando, a todos que me têm incentivado, uns de forma positiva e outros porque tentam ignorar o meu trabalho.

Obrigado a todos!

Carlos Rio














11.05.2010

Workshop Répteis e Anfíbios

Ontem (24.04.2010) participei num workshop sobre Répteis e Anfíbios, em Viana do Castelo, organizado pela associação Guarda Rios do Lima tendo como formador Vasco Flores, um grande conhecedor e investigador da nossa herptofauna, autor do blog http://anfibioserepteis.blogspot.com/
Para além dos conhecimentos adquiridos e que foram transmitidos de forma superior pelo Vasco, quer numa aula em sala quer no campo, foi um dia muito bem passado e que ainda permitiu fazer umas fotografias de espécies que nunca tinha fotografado, apesar de ainda estar a dar os primeiros passos com a lente macro.
Deixo algumas dessas fotos...

Rã-verde (Rana perezi)
Esta rã juvenil, não ultrapassava os 2 cm de comprimento.


Rã-de-focinho-pontiagudo (Discoglossus galganoi)
Do mesmo tamanho que a anterior...


Sapo-parteiro-comum (Alytes obstetricans)
Um macho com os ovos carregando os ovos.


Salamandra-de-pintas-amarelas (Salamandra salamandra)




Sardão (Timon lepidus) juvenil

Chapim-de-crista


Esta espécie já está registada no blog, mas fica aqui uma foto melhor um pouco.

I Encontro Aves no estuário do Cávado

Apesar de se ter fotografado pouco porque os dois dias foram mais aproveitados para o convívio, para se conhecerem pessoalmente alguns fotógrafos, para troca de experiências e conhecimentos, consegui fazer esta foto da Trepadeira-comum, durante o I Encontro Aves no estuário do Cávado, que decorreu nos dias 17 e 18 de Abril.
Deixo aqui esta fotografia para marcar esta data em que consegui juntar em Fão, 70 Fotógrafos da Natureza de todo o País.
Gostaram e vão voltar... Adoraram conhecer esta terra!
Valeu a pena...

Exposição Fão Natural

No próximo dia 9 de Abril e até ao dia 12, às 21h30, na Cooperativa Cultural de Fão, a convite da Direcção da Cooperativa, será aberta a exposição "Fão Natural", onde para além de fotografias mostro as áreas onde estas são feitas, as zonas com mais interesse para observar e fotografar aves e mais uma série de informações e curiodidades sobre a biodiversidade que se pode observar nesta região.

Fica o convite a todos!

Pega

A fotografia que regista esta ave no blog não é grande coisa, mas mostra a Pega como a maior parte das pessoas a vê, a preto e branco.
Hoje fiz esta foto em que as cores e os reflexos metalizados que esta ave tem, se manifestam exuberantemente.

Toutinegra-de-barrete - Sardinian warbler

Aqui ficam duas novas fotos desta espécie já registada, mas desta vez com melhor qualidade!


Estrelinha-real - Firecrest

Estas fotos não foram feitas em Fão, mas como esta espécie já está registada neste blog com fotografias feitas em Fão mas de menor qualidade, coloco aqui estas fotografias obtidas no Parque Biológico de Gaia.
O facto de serem feitas neste Parque não significa que tenham sido feitas em cativeiro, aliás o Parque Biológico de Gaia é um lugar de excelência para se fotografarem aves em liberdade.


Cegonha-branca


Fotografada hoje, 21/02/2010, esta Cegonha-branca fez-nos uma visita.
Ultimamente têm sido avistadas com alguma frequência. Quem sabe se mais tarde ou mais cedo, teremos aqui nidificação desta espécie.

Marrequinha

Anas crecca



Finalmente consegui uma melhor aproximação a estas bonitas aves.
As fotos que aqui no blogue registam a espécie não são as melhores, pelo contrário, mas penso que com estas duas a espécie fica muito melhor representada.

Maçarico-real

Numenius arquata

Fica aqui uma nova foto do Maçarico-real já que as fotos que estão no registo da espécie foram feitas a grande distância e esta sempre consegue mostrar melhor a ave.

CENA DE CAÇA

Apesar de ser uma imagem um pouco confusa mesmo tendo eliminado uns postes de alta tensão que estavam na margem oposta, não quis deixar de mostrar esta cena de caça de um Tartaranhão-ruivo-dos-pauis.
É, felizmente, uma imagem que se pode observar com alguma regularidade, mas é necessário estarmos atentos.
Nesta primeira fotografia pode-se observar um bando de Marrequinhas, em pânico, quando fugia da rapina que, no seu território habitual, num plano mais elevado tentava escolher a sua presa.


Esta segunda foto, apesar da grande distância e daí também a qualidade menos boa, mostra o Tartaranhão no chão com a sua presa. Com um pouco de esforço consegue-se ver a cabeça da presa à esquerda da rapina.


Na terceira foto vemos a rapina um pouco melhor...


Durante algum tempo foi possível observar o casal de rapinas nas manobras de caça em conjunto. Infelizmente não foi possível registar esses momentos pela grande distância a que se encontravam.
É por isto que vale a pena andar um dia inteiro carregado de material e quantas vezes chegar a casa sem uma única fotografia, observa-se sempre qualquer coisa de interesse e apesar de não se conseguir muitas vezes fotografar bem ou até fotografar, há imagens que nos ficam guardadas...

Marrequinha - Teal

Anas crecca



ORDEM: Anseriformes
FAMÍLA: Anatinae
GÉNERO: Anas
ESPÉCIE: A. crecca
Duas fotos de pouca qualidade mas a luz, a distância e o que expliquei no post anterior, impediram registos de melhor qualidade e como ainda não está registada esta espécie aqui no blogue, entendi apresentar este pato belíssimo, sobretudo o macho.
Nesta altura encontram-se por aqui umas dezenas de indivíduos que se observam em bandos com relativa facilidade, mas de aproximação muito difícil.
A Marrequinha é um pato pequeno, com um comprimento que varia entre os 34 e os 38 cm e envergadura de 53 a 58 cm.
É Invernante e Migrador de Passagem e reproduz-se no Norte e Leste da Europa, tendo aí uma distribuição muito ampla.
Habita em vários ambiente de águas salobras e doces de pouca profundidade, em estuários, em lagoas florestais mesmo pequenas, nas margens de rios.
Nidifica em pauis fazendo cavidades revestidas. A sua única postura é feita entre Abril e Maio com 8 a 12 ovos creme-acastanhados e a incubação tem a duração de 21 a 28 dias.
As crias são activas e penugentas e efctuam o seu primeiro voo aos 40-42 dias.
Alimenta-se de vegetação aquática e sementes.
(Fotografado em: 07.02.2010)
(Localização: 41°30'40.64"N - 8°45'56.50"O)

Espécie 144
LC

Há dias assim...

Depois de uma tarde estragada pela fraca luz e por uns indivíduos que propositadamente, depois de perceberem o que eu estava a fotografar, resolveram fazer uma paragem na sua canoa entre mim e um bando de Marrequinhas, para fumar um cigarro. Mais uma oportunidade perdida para fotografar de uma forma decente este belíssimo pato.
Mas nem tudo ficou perdido e deixo-vos aqui duas espécies já registadas anteriormente mas que resolveram, hoje, posar para mim.

Coruja-do-nabal (Asio flammeus)


Gavião (Accipiter nisus)

Maçarico-real - Curlew

Numenius arquata

ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLA: Scolopacidae
GÉNERO: Numenius
ESPÉCIE: N. arquata
Mais uma fotografia feita em difíceis condições de luz e a uma distância considerável e com impossibilidade de fotografar estes dois indivíduos de forma isolada. Vale pelo registo da Espécie.
Esta limícola grande, com 48cm a 57 de comprimento e envergadura de 90cm a 105cm, é Invernante e Migradora de Passagem no nosso território.
O seu habitat inclui lodaçais, prados costeiros húmidos e pastagens, turfeiras e charnecas.
Distingue-se do Maçarico-galego, sobretudo, pelo grande tamanho do seu bico, podendo os juvenis se confundirem com esta espécie, já que têm um bico mais curto.
Alimenta-se de vermes, moluscos e caranguejos.
O seu ninho é uma cavidade revestida no solo e faz uma postura entre Abril e Junho com 4 ovos cor-de-azeitona e manchas claras. A incubação tem a duração de 26 a 30 dias e as crias, que são activas e penugentas, fazem o seu primeiro voo entre as 5 e as 6 semanas.
Esta foto foi obtida numa zona de alimentação no Estuário do Cávado.
(Fotografado em: 06.02.2010)
(Localização: 41°31'15.90"N - 8°46'58.87"O)

Espécie 143
LC

Fotografia do Mestre

Hoje vou abrir uma excepção no tipo de fotografia que coloco aqui.
Tive o prazer de conhecer pessoalmente dois "monstros" da fotografia de aves, os mestres José Viana e o Faísca,grandes fotógrafos que fazem fotografia usando o método Digiscoping.
O Faísca deu-me a honra de gravar um programa para a série "Natureza Espontânea", que vai passar na Esposende TV no dia 10.02.2010, onde deu uma lição sobre este método de fazer fotografia usando um telescópio.
De uma simpatia e disponibilidade fantásticas, queria deixar aqui o meu agradecimento público ao Faísca.