Garrulus glandarius
Conforme digo na apresentação do Blog, o principal objectivo deste trabalho é mostrar o que por aqui anda e só depois, na medida do possível, ir melhorando a qualidade das fotografias. É este o caso, desta espécie já registada (Espécie 99).
(Fotografado em: 19.07.2009)
Gaio
Rola-do-mar - Turnstone
Rato-do-campo; Rato-saltador - Wood Mouse
ORDEM: Rodentia
FAMÍLIA: Muridae
GÉNERO: Apodemus
ESPÉCIE: A. sylvaticus
Este pequeno roedor, que mede 7 a 9 cm de comprimento e com a cauda de igual comprimento, vive em toda a Europa, em campos, junto a caminhos, em parques e nas orlas dos bosques.
Torna-se mais activo ao fim do dia e à noite.
Fazem os ninhos e armazenam alimentos em galerias subterrâneas, escavadas por si ou em tocas de outros roedores que entretanto foram abandonadas. No Inverno costumam abrigar-se em construções edificadas pelo homem.
Alimenta-se de sementes, rebentos de plantas, bagas e cogumelos, minhocas, caracóis e insectos.
Tem a particularidade de dar saltos grandes, que podem atingir os 80 cm.
Tem 3 ou 4 partos por ano, com 3 a 8 crias em cada ninhada.
As cobras, alguns mamíferos e as aves de rapina, são os seus principais predadores.
Espécie 131
Pica-pau-malhado-grande

Finalmente consegui um registo minimamente aceitável desta ave (Espécie 82). Quatro horas depois de me ter escondido e estar a observar a ave, eis que o Pica-pau resolveu escolher um pinheiro a 5 metros do meu abrigo. Só deu tempo de fazer esta imagem, mas foi o suficiente para melhorar o primeiro registo desta espécie.
Coelho-europeu; Coelho-bravo

ORDEM: Lagomorpha
FAMÍLIA: Leporidae
GÉNERO: Oryctolagus
ESPÉCIE: O. cunuculs
Mamífero com 34 a 45cm de comprimento, que se encontra disseminado por todo o País.
É encontrado em diferentes tipos de habitats que vão desde os terrenos secos e arenosos, às planícies e pastos, parque e zonas montanhosas.
Normalmente mais activo ao início do dia, vive em colónias e habita em luras que a própria colónia constrói. Se formos mais atentos num passeio pelos caminhos que ligam Fão a Apúlia, por exemplo, podemos observar nas orlas desse caminhos pequenos túneis na vegetação, que servem de de percurso entre as suas tocas e os locais de alimentação, usando quase sempre os mesmos percursos para esse fim. Encontramos também pequenos buracos escavados no chão, marcas da sua passagem na procura de raízes e pequenos tubérculos para se alimentarem. Ervas, cascas de árvores e frutos, fazem também parte da sua dieta, que é exclusivamente herbívora.
Aqui, no Sul da Europa, procriam todo o ano. Têm 4 a 6 partos por ano, a gestação tem a duração de 4 a 5 semanas e as ninhadas são compostas por 4 a 7 crias que nascem sem pêlo e cegas. São amamentadas durante 4 semanas, tornando-se independentes a partir dessa altura.
As colónias são bem organizadas, chegando a haver combates rituais para estabelecer hierarquias dentro do grupo. Defendem o território da colónia ferozmente, podendo mesmo causar ferimentos graves nos invasores.
(Fotografado em: 23.06.2009)
(Localização: 41°29'56.33"N - 8°45'57.44"W)
Espécie 130
NT
Ganso-patola - Gannet


ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Sulidae
GÉNERO: Morus
ESPÉCIE: M. bassanus
Grande ave marinha, com 85 a 95 cm de comprimento e 170 a 190 cm de envergadura, Migradora de Passagem.
Nidifica em colónias em ilhas muito isoladas ou costas rochosas de difícil acesso no Norte do Atlântico, particularmente no Oeste da Escócia. Deslocam-se no alto mar para o Oeste de África e para o Mediterrâneo, embora alguns indivíduos se mantenham todo o ano nos locais de reprodução. É nestes movimentos que se podem observar na costa de Portugal.
Alimenta-se de peixe fazendo mergulhos picados, a alta velocidade, podendo atingir os 40 metros de profundidade.
Faz os ninho com algas, em falésias e escarpas íngremes.
A única postura é feita entre Abril e Junho, com um ovo branco e incubação de 43 a 45 dias.
As crias que fazem o primeiro voo às 14 semanas, são indefesas e penugentas.
Este indivíduo, foi observado a cerca de um quilómetro da costa, no Rio Cávado, situação muito pouco comum, no entanto parecia bastante cansado e com um problema no bico, mas ao fim de um descanso lá conseguiu voar e seguir em direcção à foz.
Fica aqui o agradecimento ao Fernando Eurico pelo aviso da presença deste Ganso.
(Fotografado em: 12.06.2009)
(Localização: 41°30'51.25"N - 8°46'15.55"O)
Espécie 129
LC
Tordeia; Tordoveia - Mistle Thrush

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO: Turdus
ESPÉCIE: T. viscivorus
Ave com 26 a 29 cm de comprimento, o maior de todos os Tordos, que se distribui de uma forma mais ou menos generalizada por todo o país, apesar de ser ausente em algumas áreas do litoral.
Reproduz-se em matagais, zonas de pinhal, parques.
É uma ave Residente, mas de observação pouco comum já que é uma ave muito discreta e na nossa zona pouco abundante.
O ninho tem a forma de uma taça e é construído na bifurcação de uma ramo de uma árvore.
Entre Março e Abril, faz duas posturas com 4 a 5 ovos azuis com manchas avermelhadas, e a postura tem a duração de 12 a 15 dias.
As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 20 dias.
Alimenta-se de insectos, bagas e vermes.
(Lozalização: 41°29'59.04"N - 8°45'53.32"W)
Espécie 128
LC
Alvéola-amarela
Pilrito-comum; Pilrito-de-peito-preto
Perna-vermelha - Redshank
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Tringa
ESPÉCIE: T. totanus
Esta ave, com 24 a 27 cm de comprimento e 47 a 53 cm de envergadura, tem o estatuto de conservação de Pouco Preocupante enquanto Visitante e Migrador de Passagem e de Criticamente em Perigo enquanto nidificante (pensa-se que esta população seja inferior a 50 indivíduos), no nosso território, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Em termos Europeus a sua população é considerada em declínio.
Reproduz-se em pântanos quer costeiros quer de interior, em prados húmidos e albufeiras.
No momento em que esta fotografia foi feita eram visíveis vários indivíduos. São muito tímidos e de aproximação difícil.
O ninho é feito no solo numa simples cavidade.
A única postura anual é feita entre Maio e Junho, com 4 ovos cor-de-azeitona e manchas escuras. O tempo de incubação não é perfeitamente conhecido. As crias são activas e penugentas.
Alimenta-se de moluscos e crustáceos.
(Fotografado em: 05.05.2009)
(Localização: 41°29'58.97"N - 8°45'53.27"O)
Espécie 127
LC
Borrelho-de-coleira-interrompida
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Charadrius
ESPÉCIE: C. alexandrinus
Esta ave, com 17 a 17 cm de comprimento, é Residente e Migradora de Passagem.
Em Portugal distribui-se por toda a faixa costeira, do Minho ao Algarve, podendo ocorrer ainda que em pequeno número, em barragens e açudes do interior, sobretudo mo Alentejo.
Alimenta-se de insectos, crustáceos e vermes, na maré vasa.
O casal, que pode estar junto durante vários anos, faz o ninho numa depressão no solo, e trata em conjunto das crias.
A postura que é feita entre Abril e Junho, é de 3 ovos castanho-amarelados com manchas pretas. A incubação tem a duração de 24 dias.
As crias são activas e penugentas e fazem o primeiro voo aos 25 dias.
(Localização: 41°31'12.47"N - 8°46'56.15"W)
Espécie 126
LC
Trepadeira - Short-toed tree creepe
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Certhiidae
GÉNERO: Certhia
ESPÉCIE: C. brachydactyla
Pequena ave Residente, com 12 a 13cm de comprimento, que habita em bosques de coníferas, preferindo áreas densas.
Muito semelhante à Trepadeira-dos-bosques (Certhia familiaris).
Trepa as árvores, procurando alimento, normalmente pelo lado mais escondido do sol, para ajudar na camuflagem. Alimenta-se de insectos que encontra entre as cascas do pinheiro.
O seu ninho tem a forma de taça e é feito por trás das cascas das árvores.
Faz uma ou duas posturas, entre Março e Maio, com 6 ou 7 ovos brancos com manchas avermelhadas. A incubação tem a duração de 15 dias.
As crias são indefesas e penugentas.
(Fotografado em: 11.04.2009)
(Localização: 41°29'56.33"N - 8°45'57.44"W)
Espécie 125
LC
Pombo-das-rochas; Pombo-doméstico

ORDEM: Coloumbiformes
FAMÍLIA: Columbidae
GÉNERO: Columba
ESPÉCIE: C. livia
Esta é uma espécie que se encontra distribuída por tudo o mundo, com excepção do continente da Antártida.
As populações selvagens (o original Pombo-das-rochas) reproduz-se e nidifica em penhascos íngremes no litoral e na montanha.
A população europeia é considerada não ameaçada e em Portugal a tendência é desconhecida, no que diz respeito às populações selvagens.
Ao longo dos tempos, os Pombos-das-rochas que foram domesticados e foram fugindo do cativeiro, cruzaram-se com as populações selvagens, dando origem a indivíduos com diversas plumagens, que vamos vendo nos parques, nas cidades, enfim, em todo o lado, o Pombo-doméstico.
Este indivíduo tem a plumagem em tudo semelhante ao do original Pombo-das-rochas, mas dado o explicado atrás não é fácil de dizer se o será ou não, até porque também, ao que sei, não existirá por aqui nenhuma população verdadeiramente selvagem nesta área.
A população que vemos por aqui nidifica numa grande variedade de locais.
Faz 2 a 3 posturas entre Março e Setembro, com 2 ovos brancos e a incubação tem a duração de 17 a 19 dias. As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os 30 e os 35 dias de vida.
Alimenta-se de sementes e grãos.
LC
Tritão-marmorado; Tritão-verde



ORDEM: Caudata
FAMÍLIA: Salamandridae
GÉNERO: Triturus
ESPÉCIE: T. marmoratus
Este é um tritão de tamanho médio e que pode medir 16cm. Este individuo é uma fêmea e distingue-se do macho, de entre outras diferentes características, pela lista alaranjada ao longo do dorso.
Os seus hábitos são predominantemente aquáticos durante a fase de reprodução e terrestres, fora desta época.
É activo sobretudo à noite, embora se possa observar durante o dia na fase aquática.
Durante o Inverno e nos meses mais quentes do ano, pode apresentar períodos de inactividade.
Reproduz-se entre Outubro e Maio. Os machos, normalmente, são os primeiros a chegar aos locais de reprodução.
Podem chegar aos 10 anos de longevidade em liberdade e, em cativeiro, há casos registados de uma longevidade de 25 anos.
Alimentam-se de larvas de insectos aquáticos, minhocas, lesmas, caracóis.
Habitam charcos de águas paradas, ribeiros com pouca corrente de águas, poços, tanques. Distribui-se por toda a Península Ibérica até ao Sul de França. No nosso país pode ser avistado em todo o território desde o nível do mar até cerca dos 1900 mt de altitude na Serra da Estrela.
(Fotografado em: 09.04.2009)
(Lozalização: 41°29'59.04"N - 8°45'53.32"W)
Espécie 123
LC
1º ANIVERSÁRIO DO FÃO NATURAL...
Este projecto nasceu, mais do que para mostrar fotografias, para mostrar a diversidade da fauna desta área.
Foi um ano de aprendizagem, de conhecimento de gente ligada à natureza e à fotografia da natureza, de troca de experiências.
Mesmo não tendo como objectivo, outro que não fosse o da divulgação, o reconhecimento e o incentivo de muita gente, "obrigaram-me" a ir fazendo outras coisas.
O livro "Fão Natural...", que espero brevemente editar de forma diferente e que esteja disponível de forma mais fácil, a participação com uma rubrica mensal no jornal online "O Novo Fangueiro", os convites para participar com fotografias em grupos desta área da fotografia da natureza, as fotografias cedidas para instituições e publicações ligadas à protecção e fotografia da natureza, são o resultado deste ano do blog FÃO NATURAL...
Tudo isto tem feito com que o meu interesse por esta matéria tenha aumentado e a vontade de fazer coisas ligadas a esta actividade tenha crescido. Assim, e para comemorar este 1º Aniversário, fica aqui apresentado um projecto que agora vai começar a dar os primeiros passos.
Vamos ver como corre...
Obrigado a todos, pelas visitas, pelos incentivos, pelas críticas, pelo apoio...

Chapim-de-poupa - Crested tit

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Paridae
GÉNERO: Parus
ESPÉCIE: P. cristatus
Mais uma vez as fotos não são grande coisa pois tive que fazer grande crops, dada a distância a que se encontrava a ave, e como é a primeira vez que consigo uma imagem sofrível da espécie, fica aqui o registo.
Este Chapim é uma pequena ave residente, com 10 a 12 cm de comprimento. Vive preferencialmente em florestas de coníferas, com troncos de árvores velhas cobertos de musgo e líquenes. Normalmente é avistado junto de outros tipos de Chapins. Apesar de não ser muito tímido, as aproximações não são fáceis e é muito activo.
Faz o ninho num buraco escavado por ele no tronco de uma árvore velha.
A única postura é feita entre Abril e Maio, com 4 a 8 ovos brancos com pintas púrpuras, e a incubação tem a duração de 13 a 18 dias.
As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os primeiros 17 e os 21 dias de vida.
Alimenta-se de insectos e sementes.
(Fotografado em: 25.03.2009)
(Lozalização: 41°29'56.59"N - 8°45'52.56"W)
LC
Borrelho-pequeno-de-coleira - Little ringed plover
Charadrius dubius


ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Charadrius
ESPÉCIE: C. dubius
Nem só as Andorinhas anunciam a chegada do tempo que mais gostamos, há muitos mais anunciantes, como é o caso desta ave de 15 a 18 cm de comprimento e 32 a 35 cm de envergadura.
Visita-nos no Verão e é migrador de passagem em Março e Outubro, e inverna em África.
A sua reprodução é feita em terreno sem vegetação, perto de água, normalmente arenoso e com cascalho. Tem preferência por margens e estuários de cursos de água doce e o ninho é uma depressão descoberta no solo.
Faz um postura, entre Março e Junho, com 4 ovos castanho-amarelados com pintas e manchas castanhas e, a incubação tem a duração de 24 a 26 dias.
As crias são activas e penugentas e fazem seu primeiro voo entre os primeiros 21 e 24 dias de vida.
Alimenta-se de insectos e moluscos.
(Fotografado em: 22.03.2009)
(Localização: 41°30'40.15"N - 8°45'55.76"W)
LC
Perdiz-comum
Garça-boieira; Carraceiro - Cattle Egret
Ferreirinha - Dunnock (Hedge Sparrow)
Prunella modularis
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Prunelliidae
GÉNERO: Prunella
ESPÉCIE: P. modularis
Alimenta-se de insectos, mas no Outono e Inverno também come sementes e bagas.
O ninho tem a forma de taça, é feito com ramos e muito musgo e instalado em arbustos ou em pinheiros jovens quase junto do solo.
A postura é feita entre Abril e Maio, às vezes duas, com 4 a 5 ovos azuis brilhantes, com incubação de 12 a 13 dias.
As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 12 dias.
Espécie 120
LC
Águia-de-asa-redonda
Volto a colocar aqui no blog mais duas fotos porque se trata de um casal que, ao que observei, anda a tratar de dar continuidade à espécie. Também é a primeira vez que consegui um registo "aceitável" de um individuo parado. Porque o ninho se encontra muito próximo do local onde fiz estas fotos, obviamente não colocarei a localização.
Águia-de-asa-redonda
Tarambola-cinzenta - Grey plover
Pluvialis squatarola
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Pluvialis
ESPÉCIE: P. squatarola
As aves que nos visitam são oriundas da Sibéria.
Habita em estuários e salinas, terrenos alagados, orla costeira.
Apesar de comer insectos e minhocas, a sua alimentação principal são os moluscos e os crustáceos.
O período reprodutivo situa-se entre Junho e Julho, faz uma postura de 3 ou 4 ovos, e a incubação tem a duração de 26 a 27 dias. As crias efectuam o primeiro voo entre os 35 e os 45 dias.
O ninho é instalado no solo.
Espécie 119
LC
Águia-de-asa-redonda
Um casal sobrevoou, em círculos, o local onde me encontrava, durante largos minutos. O resultado de uma tarde magnífica!
Tentilhão - Chaffinch
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: fringillidae
GÉNERO: Fringilla
ESPÉCIE: F. coelebs
Ave com 14 a 16 cm de comprimento, Residente e Invernante.
Habita em todos os tipos de bosques, paisagens com sebes, parques e jardins e bem distribuído.
Alimenta-se de sementes, frutos e cereais, apesar de na época de nidificação também se alimentar de insectos e aranhas.
O ninho, feito numa bifurcação de ramos, tem a forma de taça, é muito bem cuidado e é camuflado com líquenes e musgo.
Faz 1 a 2 posturas por ano, com 4 a 5 ovos azul-claros e manchas avermelhadas. A incubação tem a duração de 11 a 13 dias e as crias, indefesas e penugentas, faze, o seu primeiro voo entre os 12 e os 15 dias.
Espécie 118
LC
Abibe-comum - Lapwing
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Vanellus
ESPÉCIE: V. vanellus
Esta foto foi a possível e portanto fica aqui pelo registo da espécie.
O Abibe-comum é uma ave com 28 a 31 cm de comprimento e 67 a 72 cm de envergadura.
Apesar de parecer preto e branco, tem tons esverdeados e púrpura.
É uma ave residente aumentando muito a sua população no Inverno, com grandes bandos que chegam do norte e leste da Europa.
Frequenta zonas abertas do interior ou da costa, como campos de cultivo ou prados costeiros e pastos junto de lagos.
No Inverno forma grandes bandos em campos de cultivo e pântanos.
O ninho é uma cavidade no solo, coberta.
Faz uma postura por ano, entre Março e Abril, com 4 ovos castanho-amarelados e manchas pretas. A incubação tem a duração de 24 a 29 dias. As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 33 dias.
Alimenta-se de insectos e minhocas.
(Fotografado em: o7.02.2009)
Espécie 117
LC
Alvéola-cinzenta - Grey Wagtail
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Motacillidae
GÉNERO: Motacilla
ESPÉCIE: M. cinerea
Esta é a maior das Alvéolas, com comprimento que varia entre os 17 e os 20 cm. Apesar de haver uma população Invernante, é uma residente bem distribuída, que habita junto de cursos de água com árvores nas proximidades, lagos e albufeiras.
O ninho é construído em forma de taça numa fenda nas rochas, em pontes de pedra, moinhos, sempre junto de água.
Alimenta-se de insectos.
Entre Abril e Maio, faz uma postura, às vezes duas, com 4 a 6 ovos castanho-claros com manchas acinzentadas. A incubação tem a duração de 11 a 14 dias e as crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo aos 17 dias.
(Localização: 41°30'38.86"N - 8°45'55.70"O)
Espécie 116
LC
Gavião - Sparrowhawk
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Accipitridae
GÉNERO: Accipeter
ESPÉCIE: A. nisus
Ave com 35 a 41 cm de comprimento e 67 a 80 cm de envergadura, no caso fêmea, maior que o macho. A fêmea pode ser confundida com o macho do Açor (Accipeter gentilis). A sua forma de voo quando se eleva em altitude assemelha-se à do Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), semelhança que desaparece quando o Gavião persegue, de forma energética, pequenas aves.
É uma ave residente embora também haja uma população Invernante.
Reproduz-se em florestas, perto de povoações, em parques.
Faz o ninho com ramos, em árvores e todos os anos constrói um novo ninho.
Faz uma postura por ano, entre Abril e Junho, com 4 a 5 ovos brancos com manchas castanhas e a incubação tem a duração de 42 dias. As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 32 dias.
Alimenta-se de pequenas aves.
(Localização: 41°30'48.42"N - 8°46'7.87"O)
Espécie 115
LC
Rola-do-mar - Turnstone
Arenaria interpres
ORDEM: Cinconiiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Arenaria
ESPÉCIE: A. interpres
Ave com 21 a 24cm de comprimento 3 envergadura de 43 a 49 cm.
É migradora de passagem dupla e Invernante. Habita em estuários e praias, preferindo zonas pedregosas ou rochosas.
A sua alimentação é muito variada, mas prefere invertebrados, que procura no chão levantando pedras e algas com o bico, para apanhar a presa que está por baixo.
O seu ninho é uma cavidade no solo e faz uma postura de 4 ovos esverdeados com manchas castanhas, entre Maio e Julho. A incubação tem a duração de 22 dias.
As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os 19 e os 21 dias.
(Localização: 41°30'48.42"N - 8°46'7.87"O)
Espécie 114
LC
Gaivota-de-patas-amarelas - Yellow-legged Gull

ORDEM: Ciconiiformes
SUBORDEM: Lari
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO: Larus
ESPÉCIE: L. michahellis
Muito parecida com a Gaivota-argêntea, é uma ave grande com 51 a 58 cm de comprimento e 120 a 140 cm de envergadura.
Alimenta-se praticamente de tudo e é frequente observá-la a alimentar-se em lixeiras.
É muito comum. Habita em cidades, estuários, rochedos no mar, praias e pântanos. Observa-se na costa mas também é possível vê-la no interior.
Normalmente nidifica em colónias em ilhas perto da costa, em penhascos e lagos.
O ninho é uma taça feita com vegetação, em rochedos, dunas e até em edifícios.
Tem uma postura entre Abril e Maio, com 2 a 3 ovos e incubação de 25 a 33 dias. As crias são parcialmente activas e penugentas e efectuam o primeiro voo às 6 semanas.
Espécie 113
LC
Gaivota-de-asa-escura - Lesser Black-backed Gull

ORDEM: Cinconiiformes
SUBORDEM: Lari
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO: Larus
ESPÉCIE: L. fuscus
Já era sem tempo colocar aqui no Blog umas Gaivotas. Confesso que a sua identificação é muito complicada, mesmo para os mais experientes, dadas as suas alterações de plumagem ao longo do tempo e das estações do ano.
Esta é uma Gaivota grande, com 51 a 56 cm de comprimento, que habita sobretudo em pântanos, turfeiras, no mar e estuários, campos e praias. É residente e muito comum.
Alimenta-se de tudo o que encontra, facto que podemos muito bem observar aqui em Fão.
Faz o ninho numa cavidade no solo. Uma postura entre Abril e Junho, com 3 ovos cor de azeitona e manchas escuras, e dura 25 a 29 dias a incubação.
As crias são activas e penugentas e fazem o primeiro voo entre os 35 e os 40 dias.
Espécie 112
LC
Pintassilgo - Goldfinch
ORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Fringillidae
GÉNERO: Carduelis
ESPÉCIE: C. carduelis
Há muito que desejava fotografar um Pintassilgo em liberdade, fui a um local onde caçadores furtivos costumam capturar estas belas aves. Tinha lá estado alguém há pouco tempo e deixou para trás alguns dos cardos com que costumam atrair as aves, já que é o seu alimento preferido.
Juntei num monte esses restos e camuflei-me bem perto, usei o telemóvel para usar o seu chamamento e assim atrair as aves (técnica utilizada pelos caçadores furtivos que usam leitores de MP3 e colunas). Esperei uns 20 minutos e tive a sorte de aparecer este indivíduo. Esta, pelo menos, conseguiu prosseguir a sua vida.
É uma ave 12 a 13 cm de comprimento que se reproduz em bosques mistos e bosques de folha caduca, pinhais e jardins.
Faz o ninho, em forma de taça, nas copas das árvores. Entre Abril e Maio faz duas posturas de 4 a 7 ovos azuis com manchas pretas, e a incubação tem a duração de 12 a 14 dias. As crias são penugentas e indefesas e fazem o primeiro voo entre os 13 e os 16 dias.
Alimenta-se principalmente de sementes de cardo.
(Fotografado em: 26.10.2008)
LC
Pardal-montês
ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Passeridae
GÉNERO: Passer
ESPÉCIE. P. montanus
Ave pequena com 12,5 a 14 cm, que se reproduz, em bosques, charnecas, jardins e áreas cultivadas.
Pode ser confundido com a fêmea do Pardal-comum (Passer domesticus).
Nidifica em cavidades naturais de árvores, em cavidades nas rochas ou edifícios.
É residente no nosso território.
Faz 2 a 3 posturas por ano com 4 a 6 ovos cinzento-claros e manchas castanhas. A incubação dura 11 a 14 dias e as crias são nuas e indefesas.
Alimenta-se de insectos e sementes.
(Fotografado em: 25.10.2008)
(Localização: 41°30'36.75"N - 8°45'52.69"O)
LC
Cobra-lisa-meridional
É uma cobra de pequeno tamanho, aproximadamente 70cm, apesar de já terem sido observados alguns maiores.
Tem hábitos essencialmente nocturnos e crepusculares, mas em dias nublados também podem ser observadas de manhã, como foi o caso deste indivíduo.
Apesar de o seu período de actividade mais intensa se situar entre Março e Novembro, pode permanecer activa todo o ano.
Alimenta-se sobretudo de lagartos, osgas e outras cobras, no caso do adulto, e o juvenil, insectos e outros invertebrados.
As aves de rapina, outras cobras e alguns mamíferos, são os seus predadores.
É pacífica, morde raramente e a mordedura é inofensiva. A sua defesa faz sobretudo libertando uma secreção nauseabunda.
Ocorre no país inteiro, embora em populações fragmentadas.
(Fotografado em: 21.10.2008)
LC
Cobra-de-escada
Esta cobra pode atingir com alguma frequência os 200 cm. Tem sobretudo hábitos diurnos, embora nos meses mais quentes do ano também possa ser avistada no crepúsculo e à noite. No sul de Portugal é activa todo o ano e nas zonas mais frias, a norte, permanece inactiva por longos períodos de tempo.
É agressiva e muito ágil, trepando árvores para apanhar sol e procurar alimento. Nesta foto vemos um indivíduo que apesar de ser juvenil, era muito agressivo, fazendo constantemente tentativas para morder quem o incomodava, eu...
Alimenta-se de lagartixas e sardões, juvenis de coelho e lebre e aves, exercendo uma acção predadora muito importante nos ninhos.
Habita em matos, charnecas, clareiras de pinhais e bosques, campos agrícolas. Surge também nos muros de pedra e ruínas, e nos meios rurais também é com alguma frequência observado em telhados, pois é um local onde se aquece e procura ninhos.
Em determinadas situações mata por constrição.
Em Portugal está distribuída praticamente por todo o país.
A sua mordedura não é prejudicial ao homem.
Agradeço ao meu amigo Aires Pires a ajuda preciosa para fotografar este indivíduo.
(Fotografado em: 21.10.2008)
LC
Alcatraz-pardo; Famego - Mew Gull
ORDEM: Cinconiiformes
SUBORDEM: Lari
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO: Larus
ESPÉCIE: L. canus
Esta ave é muito pouco comum em Portugal e por isso foi uma sorte este avistamento. Este indivíduo apresenta plumagem de Inverno, altura em que nos visita.
É uma ave com 40 a 46 cm de comprimento e envergadura de 100 a 115 cm. Reproduz-se no Norte e Ocidente da Europa em colónias ou isolado, em ilha, pântanos, ao longo da costa ou lagos interiores.
Constrói os ninhos perto da água, no solo, normalmente em cima de grandes pedras e às vezes em cima de postes de amarração em portos. Raramente também faz o ninho em cima de árvores ou telhados.
Alimenta-se de minhocas, insectos e moluscos.
Faz uma postura de 3 ovos verde-claros com manchas castanhas, em Maio, com incubação de 22 a 27 dias. As crias são parcialmente activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo às 4 semanas.
(Fotografado em: 15.10.2008)
(Localização: 41°30'47.53"N - 8°46'11.01"O)
Espécie 107
Galeirão - Coot
FAMÍLIA: Rallidae
GÉNERO: Fulicra
ESPÉCIE: F. atra
Esta fotografia do Galeirão, ave tipo pato com 36 a 40 cm de comprimento, não é das melhores, mas com receio que não os volte a ver por enquanto, achei que devia publicar para o registo da espécie.
Esta ave defende o seu território de uma forma muito agressiva e ameaçadora, atacando qualquer intruso que se aproxime.
Vive em rios com água lenta, lagos, charcos, sempre com muita vegetação. O ninho, mais ou menos visível, é feito em forma de taça volumosa com caniços, junto dos caniçais.
É omnívoro, mas em grande parte alimenta-se de plantas.
Faz duas posturas por ano, entre Março e Junho, com 6 a 9 ovos castanho-amarelados com manchas pretas, e a incubação tem a duração de 21 a 24 dias. As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre as 6 e as 8 semanas.
(Fotografado em: 09.10.2008)
(Localização: 41°30'48.42"N - 8°46'7.87"O)
LC
Felosa-musical - Willow warbler
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Sylviidae
GÉNERO: Phylloscopus
ESPÉCIE: P. trochilus
Esta pequena ave, com 10,5 a 11.5 cm de comprimento, apanhada na hora do banho, distribui-se pelo Norte da Europa e Ásia. Em Portugal a grande maioria dos indivíduos é observada na sua passagem para a África Tropical, onde passa o Inverno.
Alimenta-se sobretudo de insectos, embora no Outono também de bagas.
Habita em charnecas, bosques e sebes, em matas jovens, jardins e parques.
Constrói o ninho em forma de taça e envolto em penas, em sebes junto ao solo.
Faz uma a duas posturas entre Abril e Maio, com 13 a 14 dias de incubação. Os ovos, entre 4 e 9, são brancos com manchas púrpuras. As crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo entre os 12 e os 15 dias.
(Fotografado em: 28.09.2008)
(Localização: 41°30'36.75"N - 8°45'51.80"O)
Pisco-de-peito-azul - Bluethroat
Luscinia svecica
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Turdidae
GÉNERO: Luscinia
ESPÉCIE: L. svecica
Dedico estas fotos ao Jó, pelas dicas quem me tem dado, agora sim com novas e melhores fotos, apesar de achar que se pode melhorar.
Habita junto de zonas húmidas com alguma vegetação, como caniços, juncos e amieiros.
Alimenta-se de insectos.
Faz uma a duas posturas entre Maio e Junho. com 5 a 7 ovos esverdeados com manchas avermelhadas e a incubação tem a duração de 15 a 15 dias. As crias são indefesas e penugentas e efectuam o primeiro voo aos 14 dias.
(Fotografado em: 28.09.2008)
Localização: 41°31'20.23"N - 8°47'6.92"O)
Espécie 104
LC
Pega - European Magpie
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Corvidae
GÉNERO: Pica
ESPÉCIE: P. pica
A Pega é uma grande corvídeo, com 42 a 50 cm de comprimento, residente e bem distribuída em Portugal e toda a Europa, com excepção da Islândia.
Habita em bosques, charnecas e jardins e em áreas urbanas, próximo do homem, de onde tira vantagens quer na alimentação (restos de alimentos), quer na sua protecção.
Muitas vezes andam em grandes bandos.
Alimenta-se de insectos, ovos, crias de aves, carne morta e sementes.
Faz o ninho na cúpula de uma árvore e tem uma postura entre Abril e Maio, com 5 a 8 ovos azul-claros com manchas cor de azeitona. A incubação tem a duração de 17 a 18 dias e as crias, indefesas e nuas, efectuam o primeiro voo entre os 22 e os 28 dias.
Emite um som de alerta especial quando se aproximam gatos.
(Fotografado em: 28.09.2008)
(Localização: 41°31'0.97"N - 8°46'48.97"O)
LC
Cegonha-branca - White stork
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Ciconiidae
GÉNERO: Ciconia
ESPÉCIE: Ci. ciconia
Hoje tive o privilégio de ver sobrevoar sobre Fão, duas Cegonhas-brancas! Devem ser os indivíduos que nidificaram há um par de anos a muitos poucos quilómetros de Fão, e que será um dos ninhos mais a norte do nosso território.
É uma ave grande, com altura de 100 a 125 cm de altura e envergadura de 180 a 218 cm.
Nidifica em quase toda a Europa, no NW de África e Médio Oriente e também na África Austral.
Em Portugal, nidifica em 14 distritos e é no Sul onde se registam as maiores densidades de casais nidificantes.
O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal atribui-lhe o estatuto de vulnerável. A destruição do seu habitat, a intensificação da agricultura e abandono de práticas agrícolas tradicionais, e a contaminação química das cadeias alimentares são os principais motivos de ameaça.
No Inverno e porque o alimento vai faltando em maior parte das áreas onde nidificam, muitas Cegonhas de diversas origens, que optam por permanecer no nosso território, concentram-se em zonas húmidas do litoral, sobretudo próximo de arrozais, onde o alimento é abundante, sobretudo o Lagostim-vermelho e anfíbios. As lixeiras também têm alguma importância na sua alimentação durante este período do ano.
A sua dieta é, no entanto, variada. Insectos, anfíbios e pequenos mamíferos e por vezes répteis, fazem parte da sua alimentação, tendo influência a região onde se encontram.
Podem alimentar-se sozinhas ou em grupo.
Nidificam tanto isoladas como em colónias, e formam casais monogâmicos. Utilizam o mesmo ninho ao longo dos anos, pelo que estes, podem atingir tamanhos e pesos consideráveis.
O ninho é construído em chaminés, torres de igrejas e postes de electricidade. No entanto, e é caso único do mundo, na Costa Vicentina e Sudoeste do Alentejo, alguns casais nidificam em escarpas na costa e pequenas ilhotas.
Fazem uma postura por ano entre Março e Maio, com 3 a 5 ovos brancos. e a incubação tem a duração de 29 a 30 dias. As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 53 a 55 dias. Ambos os progenitores alimentam as crias e costumam adoptar um postura de asas abertas para fazer sombra sobre as crias e, assim, as protegerem do calor do sol.
(Fotografado em: 27.09.2008)
LC
Papa-amoras - Whitethroat
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Sylviidae
GÉNERO: Sylvia
ESPÉCIE: S. communis
Esta pequena ave, com 13 a 14 cm de comprimento, assemelha-se muito à Toutinegra-tomilheira (Sylvia conspicillata). É uma visitante estival bem distribuída por toda a Europa com excepção do norte da Escandinávia e inverna em África, a sul do Saará.
Reproduz-se em terrenos agrícolas com sebes, em charnecas, bosques, orlas de matas.
Alimenta-se de insectos e bagas.
O ninho é feito na vegetação, junto ao solo e com a forma de taça.
Faz 2 posturas, entre Maio e Junho, com 4 a 5 ovos azul-claros com manchas cor de azeitona e a incubação tem a duração de 11 a 13 dias. As crias são indefesas e nuas e efectuam o primeiro voo entre os 10 e os 12 dias de vida.
(Fotografado em: 23.08.2008)
(Localização: 41°30'38.86"N - 8°45'55.70"O)
LC
Maçarico-de-bico-direito - Black-Tailed Godwit
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Limosa
ESPÉCIE: L. limosa
Esta ave limícola de tamanho relativamente grande, de 40 a 44 cm de comprimento e 70 a 82 cm de envergadura, é uma migradora de passagem e invernante, apesar de alguns indivíduos que não são reprodutores permanecerem em Portugal durante o período de Verão.
É uma ave que tem o estatuto de comum no nosso território, sendo que as nossas zonas húmidas recebem uma grande percentagem destas aves que invernam na costa oeste da Europa.
Habitam em pântanos, estuários, terrenos alagados, salinas e arrozais.
Alimentam-se de invertebrados, anelídeos, moluscos, crustáceos, girinos, ovos de peixe e de anfíbios. Sondam o terreno com o grande bico à procura do alimento, conforme se pode observar na foto.
O ninho é feito no solo numa cavidade, disfarçado pela vegetação rasteira.
Faz uma postura entre Abril e Junho com 4 ovos verdes com manchas castanhas. A incubação dura 22 a 24 dias e as crias activas e penugentas, efectuam o primeiro voo às 4 semanas.
Também é conhecida por: Milharenga, Milhurengo, Milherengo, Mulharenga e Parda.
(Fotografado em: 23.09.2008)
(Localização: 41°30'43.80"N - 8°46'4.91"O)
LC
ESTA FOTO REPRESENTA A CENTÉSIMA ESPÉCIE FOTOGRAFADA EXCLUSIVAMENTE NA MINHA TERRA. É UM NÚMERO IMPORTANTE PARA MIM, ATÉ PORQUE A GRANDE MAIORIA DAS ESPÉCIES SÃO AVES. ESTE NÚMERO REPRESENTA MUITAS HORAS DE CAMPO, DE TEMPO GANHO JUNTO DA NATUREZA. OBRIGADO A TODOS PELAS VISITAS A ESTE BLOG, POIS REPRESENTAM UM GRANDE INCENTIVO.
Combatente - Ruff(m) Reeve(f)
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Philomachus
ESPÉCIE: P. pugnax
Também conhecida em Portugal como, Gambeta ou Carrapateiro, esta limícola pouco comum, tem um comprimento de 20 a 30 cm e uma envergadura de 48 a 58 cm.
É uma migradora de passagem e invernante de forma escassa. Ocorrem sobretudo no litoral em estuários, salinas, terrenos alagados e arrozais, mas também já foram observados no interior e em grandes concentrações.
Reproduz-se na Escandinávia, na Holanda, Alemanha e Polónia. Inverna em África.
O Ninho é uma cavidade no solo, Faz uma postura entre Maio e Abril com 4 ovos cor de azeitona e manchas castanhas. A incubação tem a duração de 20 a 21 dias e as crias são activas e penugentas. Efectuam o primeiro voo entre os 25 e os 28 dias.
Alimenta-se de insectos, moluscos, crustáceos, rãs e pequenos peixes.
(Fotografado em: 23.08.2008)
(Localização: 41°30'40.50"N - 8°45'56.41"O)
EN
Gaio - Jay

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Corvidae
GÉNERO: Garrulus
ESPÉCIE: G. glandarius
Esta linda ave da família Corvidae, é o corvídeo mais colorido da família. Tem um comprimento que varia entre os 32 e os 36 cm de comprimento e uma envergadura dos 50 ao 56 cm.
É difícil de observar mas fácil identificar, quer pelas suas cores quer pelo seu canto áspero e pala imitação que faz de outras aves.
Em Portugal é comum e residente em todo o país, mas mais frequente no norte e centro do que no sul. Habita em quase todo o tipo de florestas mas, no entanto, tem preferência pelas florestas de carvalhal, local onde encontra a sua alimentação preferida, as bolotas, que vai armazenando para o Inverno enterrando-as no chão e, assim, vai mantendo um stock de alimento para as alturas de mais escassez, fazendo desta, uma das aves com mais memória visual.
A sua alimentação é varia entre as larvas de borboleta e escaravelhos, as bolotas, frutos e sementes, e às vezes crias de outras aves.
Constrói o ninho em forma de taça numa bifurcação de um ramo de árvore.
Faz uma postura entre Abril e Maio com 5 a 7 ovos verde-claros e manchas castanho-claras. A incubação tem a duração de16 a 17 dias, as crias indefesas e nuas fazem o seu primeiro voo entre os 19 e os 20 dias.
(Fotografado em: 18.09.2008)
(Localização: 41°29'58.97"N - 8°45'53.27"O)
Espécie 98
LC
Andorinha-do-mar-comum - Common tern
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO: Sterna
ESPÉCIE: S. hirundo
Ave de tamanho médio, 20 a 36 cm de comprimento, que no nosso território é migradora de passagem e invernante. É uma ave durante as passagens migratórias, comum, mas muito raro como nidificante e durante o Inverno. Os períodos de passagem, quer para os locais de reprodução, na Europa Setentrional e Ocidental, quer para as zonas de invernada na costa atlântica de África, desde a Mauritânia à Guiné, são os momentos em que com mais facilidade se observam.
Habita em zona costeiras, estuários, salinas e lagoas costeiras. Alimenta-se principalmente de pequenos peixes e às vezes de crustáceos e insectos. Obtém o alimento com mergulhos na água em voo picado e voos rasantes, sempre com um voo forte, proporcionando momentos fantásticos de observação, como foi o caso deste indivíduo.
Reproduz-se entre Maio e Julho. Faz uma postura com 2 a 3 ovos de cor creme e manchas pretas, com incubação de 20 a 23 dias. As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os 24 e os 28 dias. O ninho é uma cavidade nua, a descoberto, no chão.
(Fotografado em: 15.09.2008)
(Localização: 41°30'40.64"N - 8°45'56.50"O)
EN
Doninha - Weasel
Mustela nivalis
Este Mustelídeo, é o mais pequeno carnívoro existente no nosso País, e de difícil observação.
Os machos têm um comprimento que varia entre 18-27 cm e a cauda entre 5-6.5 cm e pesam cerca de 70-170 gr. Já as fêmeas são mais pequenas e medem entre 16-19 cm, têm 4-5.5 cm de cauda e 40-90 gr de peso.
Existe na América do Norte, na maior parte da Ásia e no Norte de África. Na Europa, está apenas ausente na Irlanda, Córsega e Islândia. Para combater as pragas de coelhos e roedores, foi introduzida na Nova Zelândia e na Austrália. Em Portugal é uma espécie comum e tem uma distribuição uniforme de norte a sul do país.
Desde que tenha abrigo e presas, vive numa grande variedade de habitats, desde pastos até florestas e zonas montanhosas . Os campos agrícola, sobretudo aqueles que se encontram separados por muros de pedras, são o seu espaço preferido. Geralmente são animais solitários e activos tanto de dia como de noite. Os mamíferos são a sua principal dieta, nomeadamente os roedores. As aves, répteis e ovos podem também ser consumidos.
É em Fevereiro que se inicia a época de acasalamento, nascendo as crias entre Abril e Maio após um período de gestação que varia entre os 34 e os 37 dias. Normalmente nascem 4 a 6 crias, que são amamentadas durante um mês e meio, sendo que só a progenitora participa nos cuidados parentais. As crias estão preparadas para caçar ao fim de 8 semanas, deixando a família entre a 9ª e a 12ª semana. Atingem a maturidade sexual entre os 3 e os 4 meses. Quando as presas são bastante abundantes, pode haver um segundo período reprodutor no final do Verão.
Faz o ninho, com frequência, em tocas e galerias de roedores que previamente captura, utilizando a pelagem das presas para criar mais conforto na toca.
(Fotografado em: 31.08.2008)
(localização: 41°30'36.35"N - 8°45'52.03"O)
LC
Andorinha-das-chaminés - Shallow
Hirundo rustica
FAMÍLIA: Hirundinidae
GÉNERO: Hirundo
ESPÉCIE: H. rustica
Esta ave que nos visita no Verão, tem um comprimento quando adulto que varia entre os 17 e os 21 cm. Inverna em África.
Muito conhecida pelos seus voos rasantes quando caça insectos em voo e pelos seus característicos ninhos feitos em forma de taça, com lama e plantas, que observamos nos beirais, debaixo de pontes e nas chaminés.
No ninho, os casais alisam as penas um do outro e trocam chilreios amorosos, à semelhança dos Periquitos. Emitem sons diferentes de alarme, conforme o perigo venha de um gato ou de uma ave de rapina, por exemplo.
Fazem 2 a 3 posturas entre Maio e Junho, com 4 a 5 ovos brancos sarapintados de vermelho e incubação de de 14 a 16 dias.
As crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo entre os 17 e os 24 dias.
(Fotografado em: 30.08.2008)
(Localização: 41°30'41.73"N - 8°45'59.17"O)
LC
Merganso-capuchinho - Hooded Merganser
O Merganso-capuchinho concentra-se em regiões florestais, com grandes lagos, no estado do Mississipi, nas épocas de Inverno, a Costa Pacífica da Califórnia e a área costeira de Delaware (Texas), são os habitats por excelência.
O ninho é normalmente feito em zonas húmidas. No tipo de floresta usada para a construção do ninho predomina o algodão, o carvalho, cipreste e outros, dependendo da área geográfica.As fêmeas seleccionam o local do ninho, geralmente numa cavidade em árvores vivas ou mortas. As cavidades são habitualmente construídas a cerca de 2 metros do chão.
A postura é feita logo que o ninho esteja concluído e varia entre os 7 e os 15 ovos, entre fins de Fevereiro e fins de Junho, dependendo da latitude, embora a maioria das procriações ocorra em Março e Abril.A incubação começa depois da postura de todos os ovos. O macho abandona a fêmea logo após esta fase. A fêmea incuba cerca de um mês, e durante este período perde cerca de 8-16% do seu peso. Geralmente, os ninhos são abandonados 24h após a eclosão dos juvenis. Existe muito pouca informação sobre os cuidados paternais após a respectiva eclosão.
Levantam voo correndo na água, e apresentam uma batida de asa rápida durante o voo. Pousam em altas velocidades e são vistos, com frequência, a esquiar na água aquando da aterragem. São exímios mergulhadores mantendo as asas junto ao corpo, impulsionando-se, dentro de água, com as pernas.
Estas aves alimentam-se em habitats aquáticos, tais como charcos, ribeiros, riachos, lagos, rios e florestas inundadas.
As suas primeiras refeições incluem insectos, peixe e crustáceos.
Este indivíduo possui um anilha que sugere ser originário da Holanda, e portanto será uma fuga de cativeiro. A nossa zona tem sido paragem para muitas espécies nestas condições.
(Fotografado em: 25.08.2008)
(localização: 41°30'51.12"N - 8°46'16.14"O)
Cobra-de-água-viperina
Natrix maura
Esta serpente, muito comum, tem um tamanho médio que varia entre os 65 e os 70 cm, mas podendo alcançar os 130 cm.
(Fotografado em : 24.08.2008)
(Localização: 41°30'41.97"N - 8°46'0.07"O)
Espécie 93
LC
Guarda-rios II
Mutação de Pato-real

Este pato que se juntou à colónia de Patos-reais que temos aqui em Fão, segundo um especialista consultado, trata-se de uma mutação de Pato-real. Não se trata de um híbrido pois não há cruzamento de Pato-real com outra espécie, na realidade é uma mutação da própria espécie, que muitas vezes é difundida em cativeiro, dando assim origem a novas espécies.
(Fotografado em: 13.08.08)
(Localização: 41°30'44.18"N - 8°46'6.66"W)
Piadeira-do-chile

ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Anas
ESPÉCIE: A. sibilatrix
Originário da América do Sul, sobretudo do Chile e Argentina, fazendo migrações para o Brasil, Paraguai e Uruguai, durante o inverno austral.
As diferenças entre macho e fêmea são quase imperceptíveis, e formam casais monogâmicos.
Vivem em lagos de água doce, pântanos, rios de água lenta.
Este indivíduo fotografao em Fão, é concerteza fugido de cativeiro.
(Fotografado em: 14.08.08)
(Localização: 41°30'47.85"N - 8°46'11.14"W)
Espécie 92
Pavão-diurno
É considerada uma das mais bonitas borboletas de Portugal. Tem uma envergadura entre os 50 e os 64mm e pertence à família dos Ninfalídeos.
Ilude os seu predadores com os dois ocelos de cor azulada, que se confundem com 2 enormes olhos.
A metamorfose da lagarta tem a duração de duas semanas, e depois de nascer em Julho voa até Maio. Na fase adulta hiberna, saindo para voar nos dias de sol.
Os ovos são postos em grupo sobre urtigas, daí a importância de manter essa planta nos terrenos incultos e húmidos, e da manutenção das orlas dos campos de uso agrícola.
É frequente no norte de Portugal, nas pradarias floridas nas orlas das florestas, e até aos 1200 metros de altitude. No centro é rara e inexistente no sul.
(Fotografada em: 09.08.2008)
(Localização: 41°30'36.67"N - 8°45'53.19"O)
Espécie 91
Pombo-torcaz - Wood pigeon
FAMÍLIA: Columbidae
GÉNERO: Columba
ESPÉCIE: C. palumbus
Este é o maior de todos os pombos com um comprimento entre os 39 e os 44 cm. É residente e abundante.
Habita em florestas e bosques, campos, charnecas.
Faz o ninho numa plataforma de ramos, normalmente a alturas elevadas.
Faz 3 posturas por ano, entre Abril e Junho, de 2 ovos brancos, com incubação de 17 dias. As crias indefesas e penugentas fazem o primeiro voo entre os 29 e os 35 dias.
Alimenta-se de sementes e grãos.
(Fotografado em: 02.08.2008)
(Localização: 41°30'3.46"N - 8°46'7.51"O)
Espécie 90
LC
Cauda-de-andorinha
Papilio machaon
Esta borboleta da família Papilionidae, distribui-se em todo o território nacional até aos 1200 metros de altitude, pelo norte de África, em 41 países da Europa, com excepção da Dinamarca onde já está extinta e na Ásia até ao Japão.
Espécie 89
Papa-moscas; Papa-moscas-preto - Pied Flycatcher
Ficedula hypoleuca

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO: Ficedula
ESPÉCIE: F. hypoleuca
Esta ave que nos visita na parte mais quente do ano, passando o Inverno na África tropical, tem um comprimento de que varia entre os 12 e os 13 cm.
Habita em parque e florestas de caducifólias e mistas, e tem preferência por carvalhais antigos que lhe proporcionam grandes quantidades de insectos.
Instala-se com muita facilidade em caixas ninho.
O ninho é feito num buraco de uma árvore e tem a forma de taça.
Faz uma postura por ano, entre Maio e Junho, com 6 a 7 ovos de cor azul-turquesa e a incubação tem a duração de 12 a 13 dias.
Alimenta-se de insectos que apanha em voo e nos finais do Verão e no Outono também se alimenta de bagas.
(Fotografado em: 26.07.2008)
(Localização: 41°29'50.64"N - 8°46'0.80"O)
Espécie 88
Milheirinha; Chamariz - Serin
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Fringillidae
GÉNERO: Serinus
ESPÉCIE: S. serinus
Ave tipo tentilhão, com 11 a 12 cm de comprimento e muito comum em todo o território nacional.
Habita em pequenos bosques, pomares e jardins, parques de preferência com algumas coníferas.
Nidifica relativamente alto, e faz o ninho normalmente numa forquilha pequena. Tem a forma de taça bem feita, e é feito com ervas, caules de plantas, musgo e líquenes, forrado com penas, pêlo e matéria vegetal macia.
Alimenta-se de sementes e rebentos de amieiro e vimieiro.
Faz uma a duas posturas entre Abril e Maio, com 4 ovos azul-claros e pintas castanhas, a incubação tem a duração de 13 dias, as crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo aos 14 dias.
Nesta foto vemos um macho.
(Fotografado em: 27.07.2008)
(Localização: 41°30'36.88"N - 8°45'51.90"O)
Espécie 87
LC
Garça-imperial; Garça-vermelha - Purple Heron
Ardea purpurea


ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Ardeidae
GÉNERO: Ardea
ESPÉCIE: A. purpurea
Ave grande com 70 a 90cm de comprimento e 110 a 145 cm de envergadura, que visita o nosso território entre Abril e Outubro, invernando na África tropical, a sul do Saará. É uma ave pouco comum e vulnerável no que diz respeito ao seu estado de conservação. O seu habitat são os estuários, rias e lagoas costeiras, arrozais, cursos de água. Nidifica em caniçais, onde faz o ninho sobre a água ou junto à água numa plataforma feita com caniços. Raramente usa as árvores para instalar o ninho. Faz uma única postura de 4 a 6 ovos azul-esverdeados, com 14 a 18 dias de incubação, entre Abril e Maio, as crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo entre os 42 e os 46 dias. Alimenta-se de peixes, insectos, crustáceos e anfíbios. Um agradecimento especial ao Jorge Silva, pela sua chamada de atenção para a sua presença no nosso "quintal".
(Fotografada em: 26.07.2008)
(Localização: 41°30'37.19"N - 8°45'49.09"O)
Espécie 86
EN
Peto-verde; Peto-real - Green Woodpecker
ORDEM: Piciformes
FAMÍLIA: Picidae
GÉNERO: Picus
ESPÉCIE: P. viridis
Esta linda ave tem um comprimento de 30 a 36 cm e uma envergadura de 45 a 51 cm, sendo o maior pica-pau existente no nosso território.
Espécie 85
LC
Rabirruivo; Rabirruivo-preto
Phoenicurus ochruros
ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO: Phoenicurus
ESPÉCIE: P. ochruros
Ave com 14 a 16 cm de comprimento e relativamente comum. Estas fotos mostram uma fêmea.
É originário habitante de penhascos e terras montanhosas, tendo-se mudado para zonas urbanas mais baixas.
É sobretudo sedentário, mas invernante no Sul.
Os indivíduos das montanhas nidificam em falhas rochosas, buracos por baixo de pedras, enquanto os urbanos nidificam em buracos nas paredes e muros, debaixo de telhados, em celeiros.
O ninho é feito de ervas secas, plantas e musgo, podendo ser revestido por pêlo e penas.
Alimenta-se de insectos e suas larvas, aranhas e bagas.
Faz 2 a 3 posturas, entre Abril e Junho, com 4 a 6 ovos brancos e incubação de 12 a 16 dias.
As crias, indefesas e penugentas, efectuam o primeiro voo entre os 12 e os 19 dias.
(Fotografado em: 13.07.2008)
(Localização: 41°30'10.64"N - 8°46'5.43"O)
Espécie 84
LC
Maniola jurtina
Esta borboleta pertence à família Nymphalidae (subfamília Satyrinae) e surge em Portugal em todo o território. Distribui-se também pelo norte de África, na Europa, com o arquipélago das Canárias incluído, e pela Ásia Menor até ao Irão.
Vive sobre gramíneas e faz a postura sobre ervas secas. Adopta uma estratégia designada Homocromia, que lhe permite passar despercebida num solo castanho. A lagarta, verde com pêlos dorsais grandes e curvados para trás, hiberna, libertando nesta altura uma substância que funciona como anticongelante.
Os adultos observam-se entre Março e Outubro. A sua envergadura varia entre os 44 e os 55mm, sendo a fêmea maior que o macho.
(Fotografado em: 28.06.2008)
(Localização: 41°29'51.36"N - 8°46'11.20"O)
Espécie 83
Pica-pau-malhado-grande - Great Spotted Woodpecker
FAMÍLA: Picidae
GÉNERO: Dendrocopos
ESPÉCIE: D. major
Mais uma vez peço desculpa pela qualidade da foto, mas como é a primeira vez que tive oportunidade de fotografar esta espécie, não quis deixar de partilhar, apesar de a fotografar a 700mm, com foco manual e sem tripé. A ave só me deu uns segundos para fotografar... Fica aqui só pelo registo da sua presença. Vamos ver se a consigo apanhar melhor, agora que sei por onde anda!
Esta linda ave com 23 a 26 cm de comprimento e 38 a 44 cm de envergadura, existe em todo o território nacional. A observação não é muito fácil porque está sempre alerta e é muito cautelosa. As áreas com abetos e pinheiros são as suas preferidas para reprodução já que as sementes das coníferas são um alimento muito importante, sobretudo no Inverno. A sua alimentação principal, para além das sementes, são os insectos, que procura por baixo das cascas de pinheiro, e por vezes também consome ovos e crias de outras aves.
Espécie 82
LC
Tritão-de-ventre-laranja
Espécie 81
LC
Verdilhão, do ovo ao primeiro voo...

20.05.1008

Pirilampo; Vaga-lume
Espécie 80
Gafanhoto-migrador
São activos durante a actividade solar em todos os tipos de habitats, entre Julho e Setembro. Podem hibernar quando adultos, para reaparecer na Primavera.
Espécie 79
Tartaranhão-ruivo-dos-pauis; Águia-sapeira - Marsh Harrier
FAMÍLIA: Accipitridae
GÉNERO: Circus
ESPÉCIE: C. aeruginosus
Devo pedir desculpa pela qualidade da fotografia, mas não quis deixar de partilhar este avistamento, que não é comum. Houve alguma dificuldade na identificação, mas depois de recorrer à ajuda de especialistas, confirmou-se esta espécie.
Espécie 78
VU
Fuínha-dos-juncos; Fan-Tailed Warbler
Cisticola juncidis
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLA: Cisticolidae
GÉNERO: Cisticola
ESPÉCIE: C. juncidis
Ave pequena (10 a 11cm de comprimento), que se reproduz em áreas planas e abertas, erva alta ou campos. Evita as árvores preferindo zonas mais áridas.
Espécie 77
LC
Calopteryx virgo
Os Zigópteros que são mais pequenos e frágeis, com os dois pares de asas muito semelhantes entre si. São habitualmente designados por libelinhas, como é o caso nesta foto.
Por outro lado, os Anisópteros são espécies maiores, mais robustas, com as asas posteriores mais largas que as anteriores. São as libélulas.
As libelinhas e algumas libélulas fazem a postura no interior de plantas aquáticas. No entanto, a maior parte das libélulas deixa os ovos cair sobre a água ou sobre a vegetação submersa.
O desenvolvimento dos ovos pode demorar alguns dias ou alguns meses, tudo depende das espécies ou das condições ambientais.
As larvas nascem na Primavera ou no Verão e o seu crescimento pode durar apenas algumas semanas nas libelinhas, enquanto que nas libélulas pode prolongar-se por dois ou mais anos.
As larvas alimenta-se de vermes, crustáceos, larvas de outros insectos, larvas e girinos de anfíbios e até pequenos peixes.
A metamorfose final dá-se na vegetação das margens fora da água. Depois de um pequeno período de repouso, a pele da larva rasga-se deixando sair a cabeça e o tórax do animal adulto. Uns minutos depois é a vez do abdómen se libertar do invólucro. Depois, as asas estendem-se e o corpo engrossa até alcançar o tamanho normal.
A Calopteryx virgo vive em ribeiras de águas correntes bem oxigenadas, onde os adultos podem ser avistados até ao final do Verão. As suas larvas hibernam no meio de raízes submersas e só na
Primavera seguinte é que se transformam em adultos.
São insectívoros como todos os Odonatos e passam o dia a caçar moscas, mosquitos, abelhas, borboletas e até outros Odonatos de tamanho inferior. As presas são capturadas em voo sobre a água ou entre a vegetação.
Estes insectos são alimento para aves como as andorinhas, os abelharucos, os patos, as garças, alguns falcões ou o guarda-rios.
Espécie 76
Pholidoptera griseoaptera
Espécie 75
Toutinegra-dos-valados - Sardinian warbler
FAMÍLIA: Sylviidae
GÉNERO: Sylvia
ESPÉCIE: S. melanocephala
Também conhecida por Toutinegra-de-cabeça-preta, esta ave, essencialmente residente, tem como território na Europa as essencialmente as regiões mediterrânicas, estendendo-se até à Síria e à Jordânia, estando limitada em África até Marrocos e até aos 2400 metros de altitude das montanhas Atlas. O seu território tem sido alargado desde o final do sec. XIX, desde Malta ao sopé dos Alpes italianos, o sul de França, a Bulgária e a Roménia.
Espécie 74
LC
Licranço; Cobra-de-vidro
ORDEM: Squamata
SUBORDEM: Sauria
FAMÍLIA: Anguidae
GÉNERO: Anguis
ESPÉCIE: A. fragilis
Apesar do seu aspecto, e de ser vulgarmente conhecida como tal, este animal não é uma cobra. Trata-se, na verdade, de um lagarto. É um réptil da ordem dos Sáurios, com membros ausentes e pertence à família dos Anguídeos. E das características que distinguem as cobras dos lagartos destacam-se as seguintes:
- a língua dos lagartos é dividida em vez de bifurcada, como nas cobras;
Espécie 73
LC
Pernilongo - Black-Winged Stilt
Espécie 72
LC
Felosa-poliglota - Melodious Warbler
Hippolais polyglotta
FAMÍLA: Sylviidae
GÉNERO: Hippolais
ESPÉCIE: H. polyglotta
Esta pequena ave, 12 a 13 cm de comprimento, é muito semelhante à Felosa-amarela, reproduz-se em florestas caducidófilas com vegetação arbustiva e clareiras e também em vegetação mais baixa (silvas, urzes-brancas, framboeseiras) com árvores dispersas. Visita-nos no Verão e inverna em África.
Espécie 71
LC
Chapim-rabilongo - Long-Tailed Tit
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLA: Aegithalidae
GÉNERO: Aegithalos
ESPÉCIE: A. caudatus
Esta ave tem um comprimento de 13 a 15 cm, dos quais, 7 a 9 cm na cauda. Reproduz-se em locais com muitos arbustos, bosques mistos ou de árvores caducidófilas, com vegetação arbustiva variada. É residente e bem distribuído no nosso território.
Espécie 70
LC
Maçarico-galego - Whimbrel
Numenius phaeopus
FAMÍLA: Charadriidae
GÉNERO: Numenius
ESPÉCIE: N. phaeopus
ve de tamanho médio, com 40 a 42 cm de comprimento e 76 a 89 cm de envergadura.
Espécie 69
VU
Alvéola-amarela - Yellow Wagtail
FAMÍLIA: Passeridae
GÉNERO: Motacilla
ESPÉCIE: M. flava
Esta ave que nos visita entre Abril e Setembro,depois de passar o Inverno em África, mede cerca de 16 cm e reproduz-se pântanos, prados alagados, margens de lagos e clareiras alagadas. Esta ave aqui representada é da subespécie iberiae, uma das, pelo menos, 8 subespécies conhecidas na Europa.
Espécie 68
LC
Chasco-cinzento - Wheater

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO: Oenanthe
ESPÉCIE: O. oenanthe
Ave com 15 a 15,5 cm de comprimento e visitante estival no nosso território, encontrando-se entre Março e Outubro.
Raramente pousa mais alto que um rochedo ou uma cerca. Reproduz-se em campos abertos, com prados e pedregosos, prados litorais, terrenos agrícolas com muros de pedra. No Sul da Europa reproduz-se a grandes altitudes nas zonas alpinas.
Esta ave inverna na África tropical, mesmo as aves que nidificam na Gronelândia e no Canadá, o que faz desta ave uma espécie migradora de longa distância, cruzando oceanos de forma ininterrupta. Alimenta-se de insectos e aranhas que captura no solo.
Faz o ninho em buracos, fendas de rochedos, muros de pedra e até tocas de coelho. Uma a duas posturas entre Abril e Maio, com 5 a 6 ovos, azuis muito claros, com incubação de 14 dias. As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 15 dias.
(Fotografado em: 24.04.2008)
Espécie 67
LC
Vespa-escavadora - Sand Wasps
(Localização: 41°31'7.25"N - 8°46'55.90"O)
Espécie 66
Pyrrhocoris apterus
Os adultos hibernam reaparecendo nos meses mais quentes da Primavera e do Verão. No princípio da Primavera, podem-se observar agrupados em colónias, normalmente jumto de árvores velhas, sendo curioso o facto de a temperatura no centro destes grupos ser vários graus mais elevada do que na periferia.
(Localização: 41°30'5.93"N - 8°46'3.39"O)
Espécie 65
Aranha-de-Jardim
As aranhas, ao contrário do que muita gente pensa, não são insectos distinguindo-se destes porque têm 4 pares de patas, não possuem asas ou antenas e o seu corpo divide-se em duas partes. (Estão, neste Blog no capítulo dos insectos enquanto a quantidade de imagens não justificar uma capítulo próprio).
Espécie 64
Pardal-comum - House Sparrow
Macho
Fêmea
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Passeridae
GÉNERO: Passer
ESPÉCIE: P. domesticus
Uma ave bastante conhecida e comum, com comprimento que varia entre os 14 e os 15 cm. É uma ave residente e bem distribuída por todo o território nacional, formando grandes bandos depois das colheitas de Verão.
Espécie 63
LC
Lagartixa-do-mato
SUBORDEM: Sauria
FAMÍLIA: Lacirtadae
GÉNERO: Psammodromus
ESPÉCIE: P. algirus
É a maior lagartixa do seu género, podendo o corpo atingir 9 cm e a cauda o dobro do tamanho do corpo, excepto quando regenerada, como é o caso nesta foto. Provavelmente este indíviduo largou a cauda para evitar ser predado.
Espécie 62
LC
Perdiz-comum - Red-Legged Partridge
Alectoris rufa
FAMÍLIA: Phasianidae
GÉNERO: Alectoris
ESPÉCIE: A. rufa
Esta ave residente, com um comprimento que varia entre os 32 e os 35 cm, reproduz-se sobretudo em terras baixas, em diversos habitats onde se incluem os pastos, urzais, terrenos de cultivo rochosos ou arenosos não lavrados e com vegetação rasteira, prados costeiros.
Espécie 61
LC
Escrevedeira-de-garganta-preta - Blach-Headed Bunting
Emberiza cirlus
Macho
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Emberizidae
GÉNERO: Emberiza
ESPÉCIE: E. cirlus
Espécie 60
LC
Melro-preto - Blackbird
Turdus merula
FAMÍLIA: Muscicapidae
SUBFAMÍLIA: Turdinae
GÉNERO: Turdus
ESPÉCIE: T. merula
Ave com 25 cm de comprimento, residente e bem distribuida.
Espécie 59
LC
Papa-ratos - Squacco Heron
FAMÍLIA: Ardeidae
GÉNERO: Ardeola
ESPÉCIE: A. ralloides
Esta ave visita-nos entre Março e Setembro, apesar de haver alguns registos no Inverno. Os indivíduos que nidificam em Portugal passam o Inverno no Norte de África até às regiões a sul do Saara.
Espécie 58
CR
Pintarroxo - Linnet
Macho
Fêmea
ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Fringillidae
GÉNERO: Carduelis
ESPÉCIE: C. cannabina
Ave com 14 cm, aproximadamente, que habita em paisagens abertas, com sebes e arbustos. As zonas de frutíferas, os jardins e parques, também são zonas da sua preferência.
Alimenta-se de plantas herbáceas e sementes.
Nidifica sob sebes, arbustos ou árvores jovens. Quase sempre faz 2 posturas, entre Abril e Junho, com 4 a 6 ovos azul-claros com manchas avermelhadas. A incubação é de 10 a 14 dias e as crias, indefesas e penugentas, fazem o seu primeiro voo entre os 14 e os 17 dias.
(Fotografado em o5.04.2008)
(Localização: 41°30'35.76"N - 8°45'45.59"O)
Espécie 57
LC
Lugre - Siskin
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Fringillidae
GÉNERO: Carduelis
ESPÉCIE: C. spinus
Este pequeno fringilídeo, 11 a 12,5 cm, habita em charnecas, sebes e bosques. Nidifica quase sempre em ramos exteriores de pinheiros, a 5 metros de altura.
Faz uma a duas posturas, entre Abril e Maio, com 4 a 6 ovos azul-claros e manchas avermelhadas, com incubação de 11 a 14 dias. As crias são indefesas e penugentas e efctuam o primeiro voo ao fim de 13 a 15 dias. Alimentam-se de sementes e, para criar os juvenis, também de insectos.
(Localização: 41°30'19.11"N - 8°46'8.33"O)
Espécie 55
LC
Rola-turca - Collared Dove
ORDEM: Columbiformes
FAMÍLIA: Columbidae
GÉNERO: Streptopelia
ESPÉCIE: S. decaocto
Ave com 31 a 34cm de comprimento, que se reproduz próximo de quintas, em cidades, parques, jardins, onde houver árvores densas para que possa nidificar. Invadiu a Europa nas últimas décadas. É residente e está a sofrer algum declínio. Alimenta-se de sementes e grãos.
Espécie 54
LC
Fuselo - Bar-tailed Godwit
Limosa lapponica
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Limosa
ESPÉCIE: L. lapponica
(Localização: 41°31'43.39"N - 8°47'18.56"O)
Espécie 53
LC
Chapim-carvoeiro; Chapim-preto - Coal Tit
Parus ater
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Paridae
GÉNERO: Parus
ESPÉCIE: P. ater
(Localização: 41°29'51.58"N - 8°45'54.70"O)
Espécie 52
LC
Almirante-vermelho
Espécie 51
Peneireiro-vulgar - Kestrel
FAMÍLA: Falconidae
GÉNERO: Falco
ESPÉCIE: F. tinnunculus
Ave de rapina com 33 a 36 cm de comprimento. O seu habitat são campos de cultivo, charnecas, povoações, escarpas, florestas e pântanos. É solitário, voa em alto em círculos e peneira.
Faz o ninho em saliências rochosas, em árvores ou cavidades em edifícios.
Uma postura entre Abril e junho, com 4 a 5 ovos brancos sarapintados de castanho. A incubação tem a duração de 27 a 29 dias, as crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os 27 e 39 dias.
Alimenta-se de pequenos mamíferos e aves.
Residente comum e bastante disseminado.
Espécie 50
LC
Marrequinha-de-coleira - Ringed Teal
Callonetta leucophrys
ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Callonetta
ESPÉCIE: C. leucophrys
Espécie 49
Tordo-comum, Tordo-musical - Song Thrush
FAMÍLIA: Turdidae
GÉNERO: Turdus
ESPÉCIE: T. philomenos
ve com um comprimento variável entre os 22 e os 24 cm, que habita sobretudo em jardins, charnecas. bosques e campos.
Espécie 48
LC
Garça-boieira; Carraceiro - Cattle Egret
Bubulcus ibis

ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLA: Ardeidae
GÉNERO: Bubulcus
ESPÉCIE: B. ibis
Garça de tamanho médio, que pode efectuar movimentos de dispersão de alguma amplitude desde o local onde nidifica.
Espécie 47
LC
Lagartixa-de-Bocage, Lagartixa, Sardanisca
FAMÍLIA: Lacertidae
GÉNERO: Podarcis
ESPÉCIE: P. bocagei
Lagartixa de tamanho médio, com cerca de 7 cm de comprimento cabeça-corpo.
Espécie 46
LC
Alvéola-branca - White Wagtail


ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Passeridae
SUBFAMÍLIA: Motacillinae
GÉNERO: Motacilla
ESPÉCIE: M. alba
Tem um comprimento de 17 cm, mais ou menos, é observada, habitualmente, junto de massas de água permantentes ou temporárias, campos e jardins e parques, embora a sua capacidade de adaptação lhe permita oucpar biótopos mais secos.
O ninho é uma estrutura consideravelmente grande, feito com galhos, lâminas de relva e folhas.
Tem duas posturas, Abril e Junho, de 5 a 6 ovos cinzentos com manchas castanhas, e uma incubação de 12 a 14 dias, as crias são indefesas e penugentas e efctuam o primeiro voo entre os 13 e os 16 dias. A sua alimentação é essencialmente à base de insectos.
As populações do sul e oeste europeus não são migratórias, mas as dos restantes territórios migram para o Mediterrâneo e para a África tropical.
Espécie 45
LA
Malhadinha
Espécie 44
Abelhão

Abelha da família Apidae e do género Bombus, espécie bombus sp.
Albert Einstein terá dito em tempos: "se as abelhas desaparecerem, ao homem restarão apenas quatro anos de vida". Esta previsão catastrofista, associada à mais recente explicação científica para o actual e repentino declínio das colónias de abelhas, não traz boas notícias para a sobrevivência da espécie humana.A teoria é surpreendente. Mas pode ajudar a explicar um dos fenómenos naturais mais misteriosos de sempre: o desaparecimento súbito de muitas comunidades de abelhas. Os cientistas acreditam que na radiação dos telemóveis e outros aparelhos do género pode estar a causa deste problema que começou nos Estados Unidos no Outono, já se espalhou pela Europa, atingindo agora vários países, entre os quais Portugal. Há dias, discutiu-se a sua chegada ou não a Inglaterra. John Chapple, um dos maiores apicultores de Londres anunciou recentemente que 23 das suas 40 colmeias foram, repentinamente, abandonadas.Segundos os investigadores, a radiação dos telefones móveis interfere com o sistema de navegação das abelhas e outros insectos, impossibilitando-as de encontrar o caminho de regresso à colmeia. O declínio da comunidade ocorre quando os habitantes da colmeia desaparecem subitamente, deixando apenas as rainhas, os ovos e alguns imaturos trabalhadores. Quanto às abelhas mortas, nunca são encontradas, estimando-se que morram longe de casa.Mais estranho ainda, os parasitas e outras abelhas que costumam atacar o mel e o pólen deixado para trás quando a colmeia se desfaz, nestes casos, recusam-se a fazê-lo.As explicações para este fenómeno estão por desvendar completamente, embora circulem várias teorias, desde o uso de pesticidas, ao aquecimento global, passando pelas culturas de organismos geneticamente modificados.Investigadores alemães já demonstraram que o comportamento das abelhas se altera na proximidade das linhas de electricidade. Agora um estudo americano liderado por Jochen Kuhn provou que as abelhas se recusam a regressar à colmeia quando estão perto de telemóveis. Kuhn considera que esta é uma causa possível. Mas o autor de uma investigação anterior, George Carlo, prefere mostrar-se mesmo convicto de que esta hipótese é real.A confirmar-se, este fenómeno terá implicações graves nas colheitas em todo o mundo. Uma vez que a maioria das culturas precisa do processo de polinização realizado pelas abelhas, urge tentar encontrar causas para o fenómeno. Os dados já são preocupantes: metade dos estados americanos estão a ser afectados.
http://dn.sapo.pt/2007/04/16/sociedade/antenas_telemoveis_afectam_vida_abel.html
Espécie 43
Graphosoma lineatum
Espécie 42
Melanargia lachesis
Espécie de borboleta diurna, bem disseminada por Portugal.
A fêmea é maior e mais clara que o macho. Possui uma envergadura de asas entre os 50-58mm.
Hiberna sobe a forma de lagarta.
Podemos observá-la de Junho a Agosto, raramente em Setembro, voando até aos 1200 metros de altitude.
Espécie 41
Borboleta da couve

É uma das borboletas mais comuns em toda a península Ibérica, sendo das primeiras espécies a ser observada na Primavera e uma das últimas a desaparecer no Outono.Os machos só têm uma mancha negra em cada asa, enquanto as fêmeas têm duas.
Cientistas descobriram que certas lagartas produzem e segregam os seus próprios repelentes de insectos. Este mecanismo de defesa pode explicar como estes insectos conseguem distribuir-se em tantos e diferentes locais.
Nativa da Europa foi introduzida no Canadá por volta de 1860 e posteriormente em toda a América do Norte. No intuito de entender a sua imensa capacidade de adaptação, os cientistas investigaram as propriedades de um fluido oleoso que o animal segrega, e é espalhado por todo o seu corpo. A equipa determinou que os químicos são semelhantes àqueles usados por plantas para se defenderem contra insectos e doenças.
Formigas que entram em contacto com a lagarta de Pieri rapae passam mais tempo a limpar-se do que aquelas que entraram em contacto com lagartas de outras espécies que não produzem tal substância. Quando foi dada a oportunidade para que as formigas escolhessem dois alimentos - um ovo que foi adiccionado uma versão sintética da secreção e um ovo controle (sem a substância)– as formigas preferiram o último, sugerindo que o fluido das lagartas serve como uma substância corrosiva.
Efectivamente, os autores concluíram que “a secreção pode ser claramente efectiva contra outros artrópodos, além de formigas, incluindo os inimigos naturais das lagartas, como vespas, besouros, aranhas e parasitóides.
Espécie 40
Águia-de-asa-redonda - Buzzard
Espécie 39
LC
Tarambola-dourada - Golden Plover
Pluvialis apricaria
ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Pluvialis
ESPÉCIE: P. apricaria
Espécie 38
LC
Mocho-galego - Little Owl
ORDEM: Strigiformes
FAMÍLIA: Strigidae
GÉNERO: Athene
ESPÉCIE: A. noctua
O Mocho-galego, com um tamanho entre os 23 e os 27 cm de comprimento, reproduz-se em áreas abertas com uma mistura de campos, matas pequenas, jardins e chranecas e também em áreas semidesérticas.
Sedentário, o facto de ter hábitos parcialmente diurnos faz com que seja relativamente fácil observá-lo.
Alimenta-se de aves pequenas, pequenos mamíferos, insectos, pequenos anfíbios e cobras.
Faz o ninho num buraco de árvore ou edifício, pode ter até 2 posturas entre Maio de 3 a 5 ovos brancos, com uma incubação de 28 a 29 dias. As crias são indefesas e penugentas e efectuam o primeiro voo ao fim das primeiras 4 ou 5 semanas de vida.
Residente bem distribuído, ausente na Islândia, no Norte da Grã-Bretanha e Escandinávia.
Espécie 37
LC
Felosa-comum - Chiffchaff

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Sylviidae
GÉNERO: Phylloscopus
ESPÉCIE: P. collybita
Habita e reproduz-se nos bosques abertos mas também surge em jardins e em vegetação arbustiva (charnecas, bosques, sebes). É uma ave normalmanete solitária que esvoaça, levanta voo e pousa na vegetação, com um comprimento entre os 10,5 e os 11,5 cm.
Alimenta-se de insectos esvoaçando em redor da folhagem em alimentação contínua, por vezes alimentando-se no solo.
O ninho é uma cúpula no solo, a postura é de 4 a 9 ovos brancos com manchas púrpura. A incubação tem a duração média de 13 dias, as crias são penugentas e indefesas e fazem o seu primeiro voo entre os 12 e os 15 dias. 1 a 2 posturas em Abril e Maio.
é uma vistante estival comum, migradora de passagem. Visitante invernal da Península Ibérica e do Mediterrâneo.
Espécie 36
LC
Estorninho-malhado - Starling

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Sturnidae
GÉNERO: Sturnus
ESPÉCIE: S. vulgaris
Ave agressiva e ruidosa, espécie abundante e de grande sucesso. Nidificante familiar em quintas, áreas suburbanas e bosques (especialmente com carvalhos). Os bandos pós reprodução, por vezes enormes, alimentam-se em campos, jardins, cerejeiras e de algas em praias. Insectos, sementes e frutos, são a sua alimentação preferida.
Tem um comprimento entre os 10 e os 22 cm,
O ninho é desalinhado e feito no buraco de uma parede, num rochedo, num edifício.
A postura é de 5 a 7 ovos, azul-claros, com uma incubação entre os 12 e os 15 dias. Podem acontecer duas posturas, entre Abril e Maio. As crias nascem indefesas e penugentas e realizam o primeiro voo entre os 20 e os 22 dias de vida.
Residente e visitante Invernal abundante e bem distribuído. As Populações de do Norte e Leste da Europa, migram para Ocidente.
Espécie 35
LC
Verdilhão - Greenfinch

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Fringilidae
GÉNERO: Carduelis
ESPÉCIE: C. chloris
É o maior e mais comum de todos os fringilídeos amarelo-esverdeados, encontrando-se numa vasta variedade de habitats sentindo-se melhor em campos arborizados e jardins, onde se reproduz. Por ser resistente ao frio, muitos indivíduos invernam no Norte, mas outros migram para Oeste e Sudoeste da Europa. Muito cauteloso, é tímido por vezes.
Nidifica em árvores, arbustos ou nos beirais das janelas.
O ninho tem a forma de taça e é feito numa moita. Duas a três posturas (Abril-Junho) de 4 a 6 ovos azul-claros com manchas pretas e incubação de 12 a 14 dias.
As crias são penugentas e indefesas, efectuando o primeiro voo entre os 13 e os 16 dias.
Tem entre os 14 e os 15 cm de comprimento, esvoaça, pousa em campo aberto, saltita e levanta voo tanto da vegetação como do solo. A sua alimentação tem como base as sementes e bagas.
Espécie 34
LC
Petinha-dos-prados - Meadow Pipit
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Passeridae
GÉNERO: Anthus
ESPÉCIE: Anthus pratensis
Espécie bem distribuída e abundante nos terrenos pantanosos litorais e nas praias de Inverno, charnecas, estuários e campos.
Comprimento entre os 14 e os 15 cm, tem um tipo de voo directo e peneira. Caminha, pousa em campo aberto, levanta voo e pousa no solo.
Plumagem castanho-acinzentada com matizes verde-azeitona e branco-amarelado ou branco- sujo com algumas riscas.
O ninho tema forma de taça e é feito no solo, postura de 3 a 5 ovos de cor variável com pintas castanhas e uma incubação entre os 11 e os 15 dias. As crias são indefesas e penugentas, efectuando o primeiro voo entre os 10 e os 14 dias de vida. Duas posturas por ano em Abril e Junho. Alimenta-se de insectos.
Forma bandos em áreas da sua preferência, habitualmente gregária na migração. Residente bem distribuída no Noroeste da Europa, visitante estival da Islândia, Escandinávia e Europa Oriental. Apenas no Inverno na Península Ibérica e no Mediterrâneo.
Espécie 33
LC
Águia-pesqueira - Osprey
Pandion haliaetus
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Pandionidae
GÉNERO: Pandion
ESPÉCIE: P. haliaetus
Espécie 32
CR
Bico-de-lacre - Common Waxbill

ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Passeridae
SUBFAMÍLIA: Estrildinae
TRIBO: Estrildini
GÉNERO: Estrilda
ESPÉCIE: E. astrild
O Bico-de-lacre é uma espécie originária do continente africano, ocorrendo em toda a região situada a sul do paralelo 10º N, onde é essencialmente sedentária. Na Europa, foi introduzida pela primeira vez em Portugal no ano de 1964. Em Espanha, já foi observado em diversas regiões, tanto como resultado de introduções locais como, consequência da expansão que sofreu a partir do território português desde o final da década de 70.Surgiram algumas dificuldades em explicar as verdadeiras causas da ocorrência do Bico-de-lacre em Portugal, sabendo-se porém que a espécie foi deliberadamente libertada por "passarinheiros", em pelo menos três locais distintos: Oeiras, Óbidos e Vila Franca de Xira e posteriormente no Algarve.As populações de Bico-de-lacre actualmente existentes na Península Ibérica são essencialmente sedentárias. Fora da época de reprodução, a espécie é gregária, agrupando-se frequentemente em pequenos bandos.
Espécie 31
NA
Pisco-de-peito-ruivo - Robin


ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO: Erithacus
ESPÉCIE: E. rubecula
Estas aves são das mais dóceis e facilmente se aproximam dos humanos. São bastante comuns por todo o Portugal. Existem exemplares sedentários, mas durante o Inverno migram para Portugal muitas aves oriundas de países mais a norte. Notáveis alguns exemplares que vêm de zonas como a Rússia ou Escandinávia, o que para uma ave tão diminuta é espectacular. São maioritariamente insectívoros, mas podem também ingerir frutas e bagas. Gostam de estar em zonas arborizadas, e durante a reprodução preferem zonas ´com alguma humidade, caso sejam jardins frondosos, silvados junto a cursos de água, salgueirais, etc.
(Localização: 41°31'5.15"N - 8°46'53.32"O 41°30' / 41.11"N - 8°46'3.04"O)
Espécie 30
LC
Sardão, Lagarto-ocelado
Lacerta lepida
ORDEM: Squamata
FAMÍLIA: Lacertidae
GÉNERO: Lacerta
ESPÉCIE: L. lepida
É o maior lacertídeo da nossa herpetofauna, podendo atingir entre 150 a 260 mm de comprimento cabeça-corpo. Aspecto geral robusto com fortes membros pentadáctilos. A cabeça é grande e robusta, com mandíbulas fortes. A cauda, que possui a mesma cor do dorso, é bastante comprida, podendo atingir duas vezes o comprimento do corpo. A cor dorsal de fundo é esverdeada ou amarelada, com um profuso reticulado escuro. Nos flancos apresenta várias séries de grandes manchas ou ocelos azuis.
Espécie 29
LC
Cópula
(Fotografado em 2007)
(Localização: 41°30'26.27"N - 8°45'59.42"O)
Guincho - Black-headed Gull

ORDEM: Ciconiiformes
SUBORDEM: Lari
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO: Larus
ESPÉCIE: L. ridibundus
Aspecto geral - 35-39 cm. ENV 86-99 cm. Espécie comum que se reproduz colonialmente em lagos com extensos caniçais ou em áreas pantanosas, bem comoem lagoas perto da costa. Migrador do extremo Norte, retira-se no Inverno quando há gelo. Alimenta-se em terrenos arados e em cidades. Não é tímido.
Identificação - Em voo, distingue-se facilmente de outras espécies comuns de gaivotas pelo bordo anterior branco na parte esterior das asas, a sua característica mais distintiva no campo sendo, em geral, visível a distâncias muito grandes. De pé, pode ser identificada pela pequena dimensão, padrão da cabeça (capuz ou pinta auricular escura) e pelo bico e patas avermelhados (no adulto).
(Localização: 41°30'47.93"N - 8°46'10.83"O)
Espécie 28
LC
Cisne-branco


ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
SUFAMÍLIA: Anserinae
GÉNERO: Cygnus
ESPÉCIE: C. olor
Aspecto geral - 140-160 cm. ENV 200-240 cm. Reproduz-se em lagos de água doce, geralmente com caniçais e ao longo da costa. Resistente ao frio, pelo que no Inverno necesita apenas de ter acesso a águas livres. O ninho consiste num amontoado de caules de canilos e outras plantas ou quando nidifica na costa, de algas. Não é tímido e pode ser agressivo. Os machos envolvem-se em conflitos territoriais, batendo furiosamente as asas na água e fazendo longos deslizes.
Identificação - Enorme. Plumagem branca, pescoço muito longo e cabeça pequena. Cauda longa e pontiaguda. Bico vermelho-alaranjado com protuberância preta na fronte; narinas, bordos mandibulares e unha do bico pretos. Mantém o pescoço relativamente direito ou, ligeiramente dobrado, em forma de S, quando nada. Assume uma postura de ameaça, levanta as asas como velas e inclina a cabeça sobre o dorso.
Espécie 27
LC
Ganso-do-egipto - Egyptian Goose
Alopochen aegyptiacus
ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Alopochen
ESPÉCIE: A. aegyptiacus
Ave grande com 63 a 73 cm de comprimento. Espécie africana, mas xiste uma população selvagem residente do Sul de Inglaterra (introduzida no séc. XVIII). Habita parques com rios, lagos e pântanos.Identificação - Robusto com cor casatanha-alanrajada no corpo e um contorno escuro à volta dos olhos. A curta distância, o bico vermelho-rosado pouco vivo, delineado a preto, identifica-o. Patas longas de um vermelho-rosado pouco vivo. Apresenta uma mancha castanha-escura no peito.
Espécie 26
Ganso-marisco, Ganso-de-faces-brancas - Barnacle Goose


ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Branta
ESPÉCIE: B. leucopsis
Aspecto Geral - 58-70 cm. ENV 120-142 cm. Reproduz-se em colónias, em especial em ilhas e costas árcticas, preferindo as costas rochosas e as costas íngremes à tundra plana. Desde meados dos anos 1970, reproduz-se também nos prados das ilhas do Báltico. os pricipais movimentos migratórios ocorrem em Outubro e em Abril.
(Fotografado em Novembro/2005)
(Localização: 41°30'46.39"N - 8°46'8.86"O)
Espécie 25
Ouriço-cacheiro
Distribui-se por toda a Europa, excepto o Norte da Escandinávia e a Islândia. Os seus habitats preferidos são as orlas dos bosques com muitas moitas, os parques urbanos e os jardins. Na montanha dá-se até aos 2000 metros.
Vespertino e nocturno, mas os jovens também têm actividade diurna. É um animal solitário e trepa surpreendentemente muito bem. Refugia-se durante o dia em moitas frondosas ou debaixo de pedras ou montes de lenha e também em jardins. Constrói um ninho fofo, com feno e folhas secas, e, em latitudes temperadas, hiberna desde Outubro até Abril.
Alimenta-se de insectos, minhocas, caracóis, pequenos ratos, rãs, ocasionalmente serpentes, bagas silvestres e, no Outono, também a fruta caída das árvores.
Gestação de 5-6 semanas, 1-2 partos por ano, com 4-7 crias cegas e surdas (nidícolas). São amamentadas durante 3-4 semanas e tornam-se independentes ao mês e meio de vida. O macho não participa nos cuidados dispensados às crias.
Os espinhos são pêlos transformados e um ouriço-cacheiro adulto possui entre 4000-8000. em geral dobrados para trás. Se se assusta, eriça-os com a ajuda de uma robusta musculatura que cobre toda a zona dorsal. Consegue ao mesmo tempo esconder rapidamente a cabeça e as patas debaixo deste "capacete". O animal adopta então a forma de uma bola coberta de espinhos eriçados, evitando assim que qualquer inimigo o possa atacar.
(Localização: 41°30'39.23"N - 8°45'59.73"O)
Espécie 24
LC
Esquilo-vermelho


Aspecto geral - 20-25 cm. Cauda comprida e espessa, de aspecto esponjoso. A cor da pelagem é muito variável, desde pardo-avermelhado, pardo-amarelado ou castanho-acinzentado até quase ao preto. No Inverno, as orelhas exibem tufos de pêlos bastante compridos.
Distribuição - Por toda a Europa, excepto Islândia e as ilhas do Mediterrâneo, sendo os seus habitats os bosques de caducifólias, mistos e de coníferas, e também os parques e jardins.
Modo de vida - Diurno, vive sobretudo nas árvores e é, quase sempre, um animal solitário. Constrói ninhos bastante elaborados com pequenos ramos secos, tendo, regra geral, um principal e vários secundários. Onde se esconde durante o Verão e que utiliza como refúgio, os quais ficam muitas vezes situados nas copas ou entre os ramos das árvores.Também ocupa os troncos destas ou ninhos abandonados pelas gralhas.Armazena alimentos para o Inverno nos troncos ocos ou então enterra-os no solo. Durante a parte mais fria do ano (sobretudo se o tempo estiver frio e húmido), reduz consideravelmente a sua actividade, dormindo, por vezes, vários dias seguidos nos eu ninho.
Alimentação - Sementes e casca de árvores, nozes, bagas silvestres, cogumelos, rebentos e caules frescos, além de insectos, ovos e crias de aves.
Reprodução - Gestação de cerca de 38 dias, com 1-2 partos por ano de 2-5 crias cada, as quais são amamentadas durante dois meses, para logo de seguida se tornarem independentes. O macho não participa nos cuidados dispensados às crias.
Particularidades - Durante os meses de Inverno, o Esquilo-vermelho procura, com a ajuda do seu excepcional faro, os frutos e as sementes que foi escondendo e enterrando durante o Outono, mas, como não conseguirá encontrar todos os esconderijos utilizados, é precisamente assim que contribui para a reprodução de diversas árvores no bosque.
Espécie 23
LC
Lagarto-de-água



Juvenil
ORDEM: Squamata
FAMÍLIA: Lacertidae
GÉNERO: Lacerta
ESPÉCIE: L. schreiberi
Lagarto de tamanho médio e aspecto robusto, que pode atingir 125 mm de comprimento cabeça-corpo. Possui uma longa cauda que pode medir até duas vezes o tamanho do corpo. Padrão de coloração dorsal variável, podendo apresentar tons esverdeados a amarelados com um ponteado negro relativamente denso e uniforme, a tons acastanhados com grandes manchas escuras. Ventre amarelado com ou sem pigmentação escura, podendo apresentar na zona da garganta tonalidades azuis durante a época de reprodução e esbranquiçadas no resto do ano.
É uma espécie normalmente activa desde Fevereiro/Março até Outubro, altura em que começa um período de repouso invernal. A maturidade sexual é antigida com comprimento cabeça-corpo de 86 a 90 mm e com idades compreendidas entre os três e quatro anos de idade. A longevidade máxima detectada é de oito anos. A sua alimentação é baseada em pequenos invertebrados, em especial mosquitos, moscas, gafanhotos e escaravelhos. Ocasionalmente, inclui também frutos silvestres. Entre os seus principais predadores, destacam-se diversas aves de rapina (peneireiro-vulgar e águia-de-asa-redonda), cegonhas e, mais esporadicamente, alguns mamíferos, como a gineta e a lontra. A fuga, a camuflagem entre a vegetação e a capacidade de libertar a cauda voluntariamente quando ameaçado, constituem os seus principais mecanismos de defesa contra os predadores.
Ocorre nas zonas relativamente húmidas, encontrando-se associado a habitats próximos de cursos de água com coberto vegetal denso. Habita preferencialmente os vales agrícolas, típicos das áreas montanhosas do norte do país, em locais onde o estrato arbóreo das margens é dominado por espécies como o amieiro, o vidoeiro, o castanheiro, e o carvalho-alvarinho. Encontra-se desde o nível do mar até aos 1775 mt de altitude, nas Serra da Estrela.
Espécie 22
LC
Sapo-de-unha-negra


ORDEM: Anura
FAMÍLIA: Pelobatidae
GÉNERO: Pelobates
ESPÉCIE: P. cultripes
Sapo relativamente grande, de aspecto robusto, que mede em regal entre 60 a 80 mm de comprimento total, e pode alcançar os 100 mm. Focinho arredondado, olhos grandes, muito proeminentes, com pupila vertical e íris prateada, dourada ou verde claro com pigmentação escura. Tubérculo metatarsiano muito desenvolvido, apresentando a forma de uma unha ou espora negra. Pele lisa e brilhante, com excepção da parte superiora da cabeça, onde apresenta uma aspecto rugoso. Coloração dorsal muito varivel, podendo apresentar tonalidades esbranquiçadas, amareladas, esverdeadas ou acastanhadas, com ou sem manchas. Estas manchas, acastanhadas ou esverdeadas, são mais escuras do que o fundo e forma um padrão quase sempre irregular. A presença de uma unha ou espora negra nas extermidades posteriores torna esta espécie inconfundível.
Possui hábitos estritamente nocturnos, passando o dia enterrado em buracos que escava com as fortes unhas negras dos membros posteriores. Nas zonas mais frias da sua área de distribuição, passa por um período invernal mais ou menos prolongado, enquanta que em algumas regiões do sul permanece activo durante todo o ano. O seu período reprodutivo está fortemente dependente das condições atmosféricas, em especial da ocorrência de percipitação. A maturidade sexual é atingida por volta dos três anos de idade e, normalmente, a sua longevidade é de cerca de 10 anos. Em cativeiro podem alcançar os 15 anos de idade. A sua alimentação consiste, essencialmente, em escaravelhos, lesmas, formigas, minhocas, gafanhotos, borboletas, mosquitos e larvas de insectos. Os seus principais predadores são as cobras-de-água, diversas aves como a coruja-das-torres, o mocho-galego, o papa-ratos e o milhafre preto e alguns mamíferos.
Encontra-se fortemente associado a locais de solo pouco compactado, como zonas arenosas, dunas costeiras, campos de cultivo, pastagens e zonas planálticas. Em Portugal ocorre desde o nível do mar até aos 800 mt, em Miranda do Douro. Ocorre principalmente no Sul e Centro do país, estendendo-se a Norte por uma estreita faixa fronteiriça. Encontra-se também ao longo da costa até Esposende e, ainda, em pequenos isolados populacionais.
(Localização: 41°32'0.19"N - 8°47'27.19"O)
Espécie 21
LC
Rã-ibérica, Rã-castanha


ORDEM: Anura
SUBORDEM: Neobatrachia
FAMÍLIA: Ranidae
GÉNERO: Rana
ESPÉCIE: R. iberica
Descrição - Rã esbeslta, cujo comprimento raramente ultrapassa os 55 mm. Cabeça com focinho pontiagudo. Coloração dorsal muito variável, predominando os tons acastanhados, alaranjados, ou mesmo avermelhados. Sobre o dorso pode mostrar pequenas manchas negras ou ainda manchas claras e e irregulares. O ventre é esbranquiçado, podendo apresentar um reticulado escuro mais intenso na região da garganta.
Biologia - Apresenta actividade tanto diurna como nocturna. Encontra-se activa durante todo o ano, embora seja menos conspícua nos dias mais frios de Inverno e durante os meses quentes de Verão. O período reprodutivo estende-se por norma de Novembro a Março, variando com a altitude. A sua dieta baseia-se essencialmente de pequenos invertebrados, tais como aranhas, larvas de insectos, caracóis e escaravelhos. Os seus principais predadores incluem cobras-de-água, trutas e pequenos mamíferos carnívoros.
Habitat - Trata-se de uma espécie típca das zonas montanhosas e muito associadas à água, ocorrendo junto a ribeiros com vegetação abundante nas margens, cujos biótopos circundantes são frequentemente constituídos por bosques caducidófilos ou lameiros. Pode ainda ser encontrada numa enorme variedade de habitats desde charcos e lagoas até prados húmidos e terrenos encharcados, com vegetação herbácea abundante, ocorrendo desde o nível do mar até aos 1900 mt, na Serra da Estrela.
Espécie 20
LC
Rã-verde


ORDEM: Anura
FAMÍLIA: Ranidae
GÉNERO: Rana
ESPÉCIE: R. perezi
Descrição - Rã de grande tamanho, cujo comprimento atinge frequentemente 75 mm e pode, mais raramente, alcançar os 100 mm. Focinho pontiagudo ou ligeiramente arredondado. Pele lisa ou ligeiramente verrugosa. Coloração dorsal de fundo geralmente verde, embora também possam surgir exemplares acastanhados ou acizentados. Apresenta uma linha vertebral verde clara ou amarela e duas pregas dorsolaterais, normalmente amareladas ou acastanhadas.
Biologia - Apresenta actividade tanto nocturna como diurna. Durante o dia é frequente observá-la a apanhar sol nas margens ou sobre plantas nos meios aquáticos onde habita. A maturidade sexual é atingida aos quatro anos de idade e a longevidade máxima ronda os 10 anos. A sua dieta baseia-se em insectos, aranhas, minhocas, crustáceos, moluscos e mesmo pequenos peixes e anfíbios, incluindo espécies da sua própria espécie. Os seus predadores são numerosos, podendo destacar-se as cobra-de-água, a cobra-de-esacada e a cobra-rateira, diversas aves (garças, cegonhas, rapinas nocturnas e diurnas) e alguns mamíferos.
Habitat - É uma espécie que aparece sempre associada a massas de água, ocupando praticamente todos os tipos de habitats aquáticos independentemente do biópoto circundante. Ocorre desde o nível do mar até aos 1900 mt, na Serra da Estrela.
Espécie 19
LC
Sapo-comum


ORDEM: Anura
FAMÍLIA: Bufonidae
GÉNERO: Bufo
ESPÉCIE: B. bufo
É o maior anuro da fauna portuguesa. Sapo robusto que, em geral, mede 60 a 150 mm de comprimento, embora algumas fêmeas possam atingir cerca de 220. Cabeça grande, de forma mais ou menos arredondada e focinho curto. Coloração dorsal bastante variável, podendo encontrar-se indivíduos de tonalidade acastanhada ou bege. Alguns indivíduos são uniformes, mas outros apresentam frequentemente no dorso manchas amareladas, esbranquiçadas ou negras de tamanho variável.
Possui hábitos essencialmente crepusculares e nocturnos, mas em dias húmidos e chuvosos pode também apresentar alguma actividade durante o dia. A sua reprodução ocorre normalmente entre Novembro e Abril. Os adultos recorrem à água somente no momento da reprodução, realizando para isso, longras migrações, podendo percorrer vários quilómetros em busca do local de reprodução, que por norma é o mesmo todos os anos.
Normalmente podem viver entre 7 a 10 anos, mas existem registos que sugerem uma longevidade superior. Em cativeiro podem viver mais de 30 anos. A sua alimentação consiste essencialmente em centopeias, escaravelhos, moscas, borboletas, lesmas, minhocas e mesmo outros anfíbios. Os seus principais predadores são as cobras-de-água, as víboras, alguns mamíferos, como a lontra e o toirão e diversas aves, entre as quais se destaca a águia-calçada, a águia-cobreira e os milhafres-
Zonas agrícolas, zonas de montanha, montados e bosques de caducidófilas, desde o nível do mar até aos 1870 mt de altitude nas Serra da Estrela.
Espécie 18
LC
Cuco, Cuco-canoro - Cuckoo


ORDEM: Cuculiformes
FAMÍLIA: Cuculidae
GÉNERO: Cuculus
ESPÉCIE: C. canorus
Aspecto geral - 32-36 cm. Versátil na escolha de habitat, pode ser encontrado em todos os tipos de bosques, campos de cultivo, terras alpinas e matos costeiros. Estival (Abril-Setembro), inverna na África tropical. De fácil observação na época de reprodução porque pousa em áreas abertas e tem um chamamento muito familiar. Parasita vários hospedeiros; cada fêmea de cuco especializa-se numa espécie, pondo ovos miméticos.
Identificação - Dimensão média, corpo delgado, cauda longa e arredondada e asa pontiagudas. Voa a velocidade moderada, com batimentos de asas regulares e mantém dorso direito e bico apontado para a frente. Pousa muitas vezes de forma exposta, em fios telefónicos ou vedações, aterrando de maneira um pouco desajeitada. Muitas vezes, pousado, deixa descair as asas, arrebitando um pouco a cauda. O macho apresenta partes superiores, cabeça e peito cinza-azulados e lisos, que se destacam do abdómen branco, com finas listras escuras. Irís, anel orbital, base do bico e patas amarelas.
Espécie 17
LC
Cartaxo - Common Stonechat
Este macho vigiava o seu ninho, que por acaso encontrei quando fotografava a fêmea, tentando afastar-me do mesmo. Um comportamento muito interesssante de observar.
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO: Saxicola
ESPÉCIE: S. torquata
Pequena ave com 11 a 13 cm de comprimento. Reproduz-se em áreas abertas, com vegetação escassa ou rasteira, também em urzais e giestais. Ocorre tanto em zonas de baixa altitude, perto do mar, como em charnecas a maior altitude. Nidifica perto do solo, em giestas ou moitas.
Cabeça totalmente preta (parcialmente coberta de orlas pálidas quando em plumagem de Outono), e uma grande mancha branca nos lados do pescoço. Peito laranja e uropígio castanho, sarapintado de escuro ou amarelo-ferrugíneo e liso.
(Fotografado em15.04.2008 e 2007)
Espécie 16
LC
Galinha-d'água - Moorhen


ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Rallidae
GÉNERO: Gallinula
ESPÉCIE: G. chloropus
Aspecto geral - 27-31 cm. Reproduz-se normalmente em lagos pequenos, lagoas, charcos e rios cobertos por vegetação densa. Geralmente reservada, é relativamente afoita em determinados locais, podendo ser observada a deambular na relva em espaços abertos ou em prados à beira de água. Reprodutores do Norte migram para Oeste e Sul da Europa, regressando em Março-Abril. Nidifica num ninho coberto, bem escondido entre a vegetação densa.
Identificação - Ave do tamanho de um pombo, escura com cauda relativamente comprida,patas e dedos verdes e grandes e bico vermelho com ponta amarela. Plumagem cinzenta-ardósia (partes superiores com matizes castanhos) com linha branca ao longo dos lados do corpo e lados brancos das coberturas infracaudais. Anda com cauda levantada e a abanar, abanando também a cabeça quando anda.
Espécie 15
LC
Pato-das-bahamas - White-cheeked pintail


Dados gerais - 46-51 cm. O Pato-das-bahamas, é natural das Américas. A sua distribuição compreende as Bahamas, as Antilhas Maiores e Menores, América do Sul e Ilhas Galápagos.
Demonstra uma certa preferência por lagos de água salobra e mangais. Também é possível a sua observação em lagos de água doce.
A sua postura é de 5 a 10 ovos e a incubação dura 25 dias.
Alimenta-se de sementes, plantas aquáticas e algas. Adapta-se bem em cativeiro.
Este exemplar, concerteza fugido de cativeiro, vive em conjunto com os Patos-reais no Rio Cávado.
Espécie 14
Guarda-rios - Kingfisher
Habita em cursos de água, lagoas costeiras, pauis, barragens.
Alimenta-se principalmente de peixe, que apanha mergulhando na água a pouca profundidade, a partir de um poiso ou peneirando. De forma menos comum, também se alimenta de moluscos, crustáceos, insectos terrestres e anfíbios.
Normalmente faz uma ou duas posturas com incubação de 19 a 21 dias, de 3 a 5 ovos brancos, entre Abril e Julho. As crias são indefesas e nuas e fazem o seu primeiro voo entre os 23 e os 27 dias.
O ninho é tunel feito num talude na margem do rio.
Espécie 13
LC
Carriça - Wren

Capturado para anilhagem
ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Certhiidae
GÉNERO: Troglodytes
ESPÉCIE: Troglodytes troglodytes
Aspecto geral - 9-10 cm. Reproduz-se em matas com densa vegetação arbustiva, em grandes clareiras e matagais densos e, frequentemente, em vegetação ripícola e em jardins; também em ilhas áridas com arbustos e muros. Residente.
Identificação - A dimensão muito pequena realçada pelo pescoço curto e a cauda curta caricata que mantém geralmente erguida, conferem-lhe o aspecto de uma pequena bola. Partes superiores castanhas-arruivadas e partes enferiores brancas-acastanhadas com um fino padrão vermiculoso. Bico longo, pontiagudo e ligeiramente curvo. sexo e grupos etários idênticos.
Espécie 12
LC
Chapim-real - Great Tit
Identificação - O maior dos chapins, facilmente identificado por: partes inferiores amarelas com barra central negra; cabeça preta com reflexos azulados e manchas das faces brancas e grandes; dorso verde-musgo; barra alar branca e estreita nas asas cinzentas azuladas. Patas e bico fortes. Sexos semelhantes, mas o macho tem, em geral, partes inferiores de um amarelo mais forte, com uma barra média preta mais larga (forma uma mancha preta no abdómen), enquanto a fêmea tem, em geral, amarelo relativamente mais pálido e a barra preta mais estreita e geralmente interrompida. O juvenil é como o adulto, mas a mancha das faces é amarelada, sem ter o contorno preto completo, na parte inferior.
(Localização: 41°30'0.48"N - 8°46'1.07"O)
Espécie 11
LC
ANILHAGEM
A anilhagem científica é um método de investigação que se baseia na marcação individual das aves. Qualquer registo de uma ave anilhada, obtido através da sua recaptura e posterior libertação ou quando a ave é encontrada morta, poderá fornecer-nos muita informação acerca da vida dessa ave e, em particular, sobre os seus movimentos.
A análise das deslocações das aves anilhadas permite definir as suas rotas migratórias e as áreas de repouso e paragem, disponibilizando deste modo informação crucial para o planeamento de sistemas integrados de áreas protegidas para a avifauna. Paralelamente, com base na informação recolhida através da recaptura de aves anilhadas, pode obter-se um conjunto de parâmetros populacionais (e.g. taxa de sobrevivência, sucesso reprodutor), essenciais para determinar as causas das variações numéricas das populações de aves.
Durante os seus longos voos, as aves migradoras deslocam-se livremente através das fronteiras políticas dos Estados, devendo por isso ser encaradas como património colectivo da comunidade internacional. A criação de uma rede internacional devidamente coordenada de estações de anilhagem e de Centrais Nacionais de Anilhagem, foi indispensável para uma gestão correcta e eficaz da anilhagem científica na Europa. in "pqt.naturlink.pt/anilhagem.html"
- As imagens seguintes mostram uma sessão de anilhagem de aves, coordenada pelo biólogo Paulo Mota, do Parque Natural do Litoral Norte, onde participaram alunos do curso de Turimo Ambiental e Rural, da Escola Profissional de Esposende e foi realizada entre Fão e Apúlia. São feitas várias anilhagens ao longo do ano nesta área. As fotos seguintes mostram algumas das fases do processo: limpeza e preparação do terreno, montagem das redes, retirar das redes as aves capturadas para recolha dos dados e devolução à liberdade.
- Preparação do terreno e montagem das redes
- Aves capturadas
- Anilhagem e pesagem
- Regresso à liberdade
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'0.48"N - 8°46'1.07"O)
Pato-carolino - Wood Duck


ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Aix
ESPÉCIE: A. sponsa
Ave com 43-51 cm de comprimento. Espécie americana, incluída nalgumas colecções de aves aquáticas na Europa, ocasionalmente avistada, foge de cativeiro. Existem registos de acidentais na Islândia. Ligeiramente maior que o seu parente próximo, o Pato-mandarim. O macho é inconfundível: a cabeça e as partes superiores têm coloração azul metalizada e verde; a cabeça tem linhas brancas finas; o mento e a parte superior da garganta são brancos; a parte lateral do pescoço e o peito, ambos de coloração castanha avermelhada escura, Têm pintas brancas. A fêmea assemelha-se muito mais ao Pato-mandarim (fêmea), distinguindo-se por: anel orbital branco mais largo; cabeça mais escura; ausência de estrias pálidas na face; contorno diferente na base do bico; unha escura; pintas pélidas mais finas nos flancos.
Este indivíduo será, concerteza, uma fuga de cativeiro.
Espécie 10
Pato-real - Mallard
Habita em barragens, estuários, prados húmidos, pauis, cursos de água, lagoas costeiras.
Faz o ninho no chão no meio da vegetação densa. A sua única postura, feita entre Março e Julho, é de 10 a 12 ovos, cremes, e tem a duração de 27 a 29 dias. As crias são activas e penugentas e efectuam o primeiro voo aos 50-60 dias.
A sua alimentação inclui vegetação, invertebrados terrestres e aquáticos. Às vezes pode também comer anfíbios e peixes.
(Localização: 41°30'48.30"N - 8°46'11.96"O)
Espécie 9
LC
Pilrito-comum; Pilrito-de-peito-preto - Dunlin
Distribui-se sobretudo na faixa litoral, mas também em número bastante inferior, no interior. O estuário do Tejo alberga em algumas ocasiões, mais de 1% da população invernante da costa oeste europeia.
Os estuários, as salinas, terrenos alagados, arrozais e barragens, são os eu habitat.
Alimenta-se sondando as lamas da vasante com o o bico, ou capturando as presas à superfície da água. Pequenos invertebrados, insectos, crstáceos e bibalves, são a base da sua alimentação. Por vezes também se alimenta de pequenos peixes e matéria vegetal.
Entre Maio e Julho faz a sua única postura com 4 ovos esverdeados com manchas castanhas, e a incubação tem a duração de 21 a 22 dias.
As crias, activas e penugentas, fazem o primeiro voo aos 25 dias.
(Fotografado em 07.09.2007)
(Localização: 41°31'26.07"N - 8°47'12.44"O)
Espécie 8
LC
Perna-verde-comum - Greenshank
Alimenta-se caminhado e correndo, na maré vasa, sobretudo de insectos e larvas. Os crustáceos, moluscos, anfíbios, pequenos peixes e às vezes pequenos roedores, também fazem parte de sua alimentação.
Faz o seu ninho n~uma cavidade no solo, em terreno aberto. Faz uma postura de 4 ovos castanho-amarelados com manchas castanhas, entre Maio e junho e a incubação tem a duração de 24 a 25 dias. As crias são activas e penugentas e efctuam o primeiro voo entre os 25 e os 30 dias.
(Fotografado em 19.09.2007)
(Localização: 41°30'46.12"N - 8°46'8.33"O)
Espécie 7
VU
Garça-real - Grey Heron

ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Ardeidae
GÉNERO: Ardea
ESPÉCIE: A. cinerea
Ave de grande tamanho (90 a 10cm de comprimento), residente e invernante. A população invernante é maior do que a residente. As colónias mais importantes localizam-se no Alto Alentejo.
Habitam na orla costeira, nos estuários e lagoas costeiras, pauis, arrozais, barragens.
Nidifica em colónias ou isoladamente, e faz o ninho em árvores e às vezes em escarpas. Reproduz-se entre Maio e Junho, faz uma postura de 3 a 5 ovos azul-esverdeados claros, a incubação é de 24 a 26 dias. As crias indefesas e penugentas, fazem o seu primeiro voo entre os 45 e os 55 dias.
Alimenta-se principalmente de peixe mas também de moluscos, crustáceos, insectos e pequenos vertebrados. A alimentação também varia conforme o habita e a altura do ano.
(Fotografado em 19.09.2007)
Espécie 6
LC
Borrelho-grande-de-coleira - Ringed Plover
Charadrius hiaticula


ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Charadiidae
GÉNERO: Charadrius
ESPÉCIE: C. hiaticula
Embora seja uma migradora de passagem e invernante, esta ave também pode permanecer durante o período de Verão. As aves que chegam a Portugal, sendo que uma grande percentagem se fixa na Ria Formosa, são oriundas da Europa Ocidental e Setentrional. O seu habitat distribui-se pela orla costeira, estuários, arrozais, terrenos algados e salinas. Alimenta-se de invertebrados durante a maré vasa. Faz o ninho numa pequena depressão no solo, a descoberto, às vezes no meio da vegetação, mas sempre perto da água. Faz 2, às vezes 3, posturas, com 4 ovos castanho-amarelados com manchas castanhas, entre Abril e Julho. A incubação é de 23 a 26 dias, as crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo ao fim de 15-25 dias.
(Fotografado em 07.09.2007)
(Localização: 41°31'45.32"N - 8°47'18.38"O)
Espécie 5
LC






































