Gaio

Garrulus glandarius

Conforme digo na apresentação do Blog, o principal objectivo deste trabalho é mostrar o que por aqui anda e só depois, na medida do possível, ir melhorando a qualidade das fotografias. É este o caso, desta espécie já registada (Espécie 99).
(Fotografado em: 19.07.2009)

Rola-do-mar - Turnstone

Arenaria interpres

Mais uma foto para melhorar o primeiro registo desta espécie (Espécie 115).
(Fotografado em: 17.07.2009)

Rato-do-campo; Rato-saltador - Wood Mouse

Apodemus sylvaticus



ORDEM: Rodentia
FAMÍLIA: Muridae
GÉNERO: Apodemus
ESPÉCIE: A. sylvaticus
Este pequeno roedor, que mede 7 a 9 cm de comprimento e com a cauda de igual comprimento, vive em toda a Europa, em campos, junto a caminhos, em parques e nas orlas dos bosques.
Torna-se mais activo ao fim do dia e à noite.
Fazem os ninhos e armazenam alimentos em galerias subterrâneas, escavadas por si ou em tocas de outros roedores que entretanto foram abandonadas. No Inverno costumam abrigar-se em construções edificadas pelo homem.
Alimenta-se de sementes, rebentos de plantas, bagas e cogumelos, minhocas, caracóis e insectos.
Tem a particularidade de dar saltos grandes, que podem atingir os 80 cm.
Tem 3 ou 4 partos por ano, com 3 a 8 crias em cada ninhada.
As cobras, alguns mamíferos e as aves de rapina, são os seus principais predadores.
(Fotografado em: 14.07.2009)
(Localização: 41°30'13.39"N - 8°46'6.34"O)
Espécie 131

Pica-pau-malhado-grande

Dendrocopus major

Finalmente consegui um registo minimamente aceitável desta ave (Espécie 82). Quatro horas depois de me ter escondido e estar a observar a ave, eis que o Pica-pau resolveu escolher um pinheiro a 5 metros do meu abrigo. Só deu tempo de fazer esta imagem, mas foi o suficiente para melhorar o primeiro registo desta espécie.
(Fotografado em: 12.07.2009)

Coelho-europeu; Coelho-bravo

Oryctolagus cuniculus

ORDEM: Lagomorpha
FAMÍLIA: Leporidae
GÉNERO: Oryctolagus
ESPÉCIE: O. cunuculs
Mamífero com 34 a 45cm de comprimento, que se encontra disseminado por todo o País.
É encontrado em diferentes tipos de habitats que vão desde os terrenos secos e arenosos, às planícies e pastos, parque e zonas montanhosas.
Normalmente mais activo ao início do dia, vive em colónias e habita em luras que a própria colónia constrói. Se formos mais atentos num passeio pelos caminhos que ligam Fão a Apúlia, por exemplo, podemos observar nas orlas desse caminhos pequenos túneis na vegetação, que servem de de percurso entre as suas tocas e os locais de alimentação, usando quase sempre os mesmos percursos para esse fim. Encontramos também pequenos buracos escavados no chão, marcas da sua passagem na procura de raízes e pequenos tubérculos para se alimentarem. Ervas, cascas de árvores e frutos, fazem também parte da sua dieta, que é exclusivamente herbívora.
Aqui, no Sul da Europa, procriam todo o ano. Têm 4 a 6 partos por ano, a gestação tem a duração de 4 a 5 semanas e as ninhadas são compostas por 4 a 7 crias que nascem sem pêlo e cegas. São amamentadas durante 4 semanas, tornando-se independentes a partir dessa altura.
As colónias são bem organizadas, chegando a haver combates rituais para estabelecer hierarquias dentro do grupo. Defendem o território da colónia ferozmente, podendo mesmo causar ferimentos graves nos invasores.
(Fotografado em: 23.06.2009)
(Localização: 41°29'56.33"N - 8°45'57.44"W)

Espécie 130
NT


Hoje completam-se as 10.000 visitas a este blog, desde Março de 2008.
Obrigado a todos!

Ganso-patola - Gannet

Morus bassanus



ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Sulidae
GÉNERO: Morus
ESPÉCIE: M. bassanus
Grande ave marinha, com 85 a 95 cm de comprimento e 170 a 190 cm de envergadura, Migradora de Passagem.
Nidifica em colónias em ilhas muito isoladas ou costas rochosas de difícil acesso no Norte do Atlântico, particularmente no Oeste da Escócia. Deslocam-se no alto mar para o Oeste de África e para o Mediterrâneo, embora alguns indivíduos se mantenham todo o ano nos locais de reprodução. É nestes movimentos que se podem observar na costa de Portugal.
Alimenta-se de peixe fazendo mergulhos picados, a alta velocidade, podendo atingir os 40 metros de profundidade.
Faz os ninho com algas, em falésias e escarpas íngremes.
A única postura é feita entre Abril e Junho, com um ovo branco e incubação de 43 a 45 dias.
As crias que fazem o primeiro voo às 14 semanas, são indefesas e penugentas.
Este indivíduo, foi observado a cerca de um quilómetro da costa, no Rio Cávado, situação muito pouco comum, no entanto parecia bastante cansado e com um problema no bico, mas ao fim de um descanso lá conseguiu voar e seguir em direcção à foz.
Fica aqui o agradecimento ao Fernando Eurico pelo aviso da presença deste Ganso.
(Fotografado em: 12.06.2009)
(Localização: 41°30'51.25"N - 8°46'15.55"O)
Espécie 129
LC

Tordeia; Tordoveia - Mistle Thrush

Turdus viscivorus

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO: Turdus
ESPÉCIE: T. viscivorus
Ave com 26 a 29 cm de comprimento, o maior de todos os Tordos, que se distribui de uma forma mais ou menos generalizada por todo o país, apesar de ser ausente em algumas áreas do litoral.
Reproduz-se em matagais, zonas de pinhal, parques.
É uma ave Residente, mas de observação pouco comum já que é uma ave muito discreta e na nossa zona pouco abundante.
O ninho tem a forma de uma taça e é construído na bifurcação de uma ramo de uma árvore.
Entre Março e Abril, faz duas posturas com 4 a 5 ovos azuis com manchas avermelhadas, e a postura tem a duração de 12 a 15 dias.
As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 20 dias.
Alimenta-se de insectos, bagas e vermes.
(Fotografado em: 27.05.2009)
(Lozalização: 41°29'59.04"N - 8°45'53.32"W)

Espécie 128
LC

Alvéola-amarela


Esta espécie, Motacilla flava, já está registada no blog (Espécie 68), no entanto este indivíduo pertence à subespécie Motacilla flava iberae, mais rara. Fica aqui o registo.
(Fotografado em: 21.05.2008)
(Localização: 41°30'54.93"N - 8°46'35.23"O)

Pilrito-comum; Pilrito-de-peito-preto



Mais um registo desta ave (Espécie 8), desta vez um adulto em plumagem de Verão.
Andam por cá em pequenos
bandos que permitem um acesso relativamente fácil.
(Fotografado em: 09.05.2009)

Perna-vermelha - Redshank

Tringa totanus



ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Tringa
ESPÉCIE: T. totanus
Esta ave, com 24 a 27 cm de comprimento e 47 a 53 cm de envergadura, tem o estatuto de conservação de Pouco Preocupante enquanto Visitante e Migrador de Passagem e de Criticamente em Perigo enquanto nidificante (pensa-se que esta população seja inferior a 50 indivíduos), no nosso território, segundo o Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Em termos Europeus a sua população é considerada em declínio.
Reproduz-se em pântanos quer costeiros quer de interior, em prados húmidos e albufeiras.
No momento em que esta fotografia foi feita eram visíveis vários indivíduos. São muito tímidos e de aproximação difícil.
O ninho é feito no solo numa simples cavidade.
A única postura anual é feita entre Maio e Junho, com 4 ovos cor-de-azeitona e manchas escuras. O tempo de incubação não é perfeitamente conhecido. As crias são activas e penugentas.
Alimenta-se de moluscos e crustáceos.
(Fotografado em: 05.05.2009)
(Localização: 41°29'58.97"N - 8°45'53.27"O)

Espécie 127
LC

Borrelho-de-coleira-interrompida

Charandrius alexandrinus



ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Charadrius
ESPÉCIE: C. alexandrinus
Esta ave, com 17 a 17 cm de comprimento, é Residente e Migradora de Passagem.
Em Portugal distribui-se por toda a faixa costeira, do Minho ao Algarve, podendo ocorrer ainda que em pequeno número, em barragens e açudes do interior, sobretudo mo Alentejo.
Alimenta-se de insectos, crustáceos e vermes, na maré vasa.
O casal, que pode estar junto durante vários anos, faz o ninho numa depressão no solo, e trata em conjunto das crias.
A postura que é feita entre Abril e Junho, é de 3 ovos castanho-amarelados com manchas pretas. A incubação tem a duração de 24 dias.
As crias são activas e penugentas e fazem o primeiro voo aos 25 dias.
(Fotografado em: 29.04.2009)
(Localização: 41°31'12.47"N - 8°46'56.15"W)

Espécie 126
LC

Trepadeira - Short-toed tree creepe

Certhia brachydactyla





ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Certhiidae
GÉNERO: Certhia
ESPÉCIE: C. brachydactyla
Pequena ave Residente, com 12 a 13cm de comprimento, que habita em bosques de coníferas, preferindo áreas densas.
Muito semelhante à Trepadeira-dos-bosques (Certhia familiaris).
Trepa as árvores, procurando alimento, normalmente pelo lado mais escondido do sol, para ajudar na camuflagem. Alimenta-se de insectos que encontra entre as cascas do pinheiro.
O seu ninho tem a forma de taça e é feito por trás das cascas das árvores.
Faz uma ou duas posturas, entre Março e Maio, com 6 ou 7 ovos brancos com manchas avermelhadas. A incubação tem a duração de 15 dias.
As crias são indefesas e penugentas.
(Fotografado em: 11.04.2009)
(Localização: 41°29'56.33"N - 8°45'57.44"W)

Espécie 125
LC

Pombo-das-rochas; Pombo-doméstico

Columba livia

ORDEM: Coloumbiformes
FAMÍLIA: Columbidae
GÉNERO: Columba
ESPÉCIE: C. livia
Esta é uma espécie que se encontra distribuída por tudo o mundo, com excepção do continente da Antártida.
As populações selvagens (o original Pombo-das-rochas) reproduz-se e nidifica em penhascos íngremes no litoral e na montanha.
A população europeia é considerada não ameaçada e em Portugal a tendência é desconhecida, no que diz respeito às populações selvagens.
Ao longo dos tempos, os Pombos-das-rochas que foram domesticados e foram fugindo do cativeiro, cruzaram-se com as populações selvagens, dando origem a indivíduos com diversas plumagens, que vamos vendo nos parques, nas cidades, enfim, em todo o lado, o Pombo-doméstico.
Este indivíduo tem a plumagem em tudo semelhante ao do original Pombo-das-rochas, mas dado o explicado atrás não é fácil de dizer se o será ou não, até porque também, ao que sei, não existirá por aqui nenhuma população verdadeiramente selvagem nesta área.
A população que vemos por aqui nidifica numa grande variedade de locais.
Faz 2 a 3 posturas entre Março e Setembro, com 2 ovos brancos e a incubação tem a duração de 17 a 19 dias. As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os 30 e os 35 dias de vida.
Alimenta-se de sementes e grãos.
Espécie 124
LC

Tritão-marmorado; Tritão-verde

Triturus marmoratus





ORDEM: Caudata
FAMÍLIA: Salamandridae
GÉNERO: Triturus
ESPÉCIE: T. marmoratus
Este é um tritão de tamanho médio e que pode medir 16cm. Este individuo é uma fêmea e distingue-se do macho, de entre outras diferentes características, pela lista alaranjada ao longo do dorso.
Os seus hábitos são predominantemente aquáticos durante a fase de reprodução e terrestres, fora desta época.
É activo sobretudo à noite, embora se possa observar durante o dia na fase aquática.
Durante o Inverno e nos meses mais quentes do ano, pode apresentar períodos de inactividade.
Reproduz-se entre Outubro e Maio. Os machos, normalmente, são os primeiros a chegar aos locais de reprodução.
Podem chegar aos 10 anos de longevidade em liberdade e, em cativeiro, há casos registados de uma longevidade de 25 anos.
Alimentam-se de larvas de insectos aquáticos, minhocas, lesmas, caracóis.
Habitam charcos de águas paradas, ribeiros com pouca corrente de águas, poços, tanques. Distribui-se por toda a Península Ibérica até ao Sul de França. No nosso país pode ser avistado em todo o território desde o nível do mar até cerca dos 1900 mt de altitude na Serra da Estrela.
(Fotografado em: 09.04.2009)
(Lozalização: 41°29'59.04"N - 8°45'53.32"W)
Espécie 123
LC

1º ANIVERSÁRIO DO FÃO NATURAL...

Faz hoje um ano que nasceu este blog e não podia ficar melhor registada esta data, importante para mim, do que com o número de 8000 visitas registadas hoje.
Este projecto nasceu, mais do que para mostrar fotografias, para mostrar a diversidade da fauna desta área.
Foi um ano de aprendizagem, de conhecimento de gente ligada à natureza e à fotografia da natureza, de troca de experiências.
Mesmo não tendo como objectivo, outro que não fosse o da divulgação, o reconhecimento e o incentivo de muita gente, "obrigaram-me" a ir fazendo outras coisas.
O livro "Fão Natural...", que espero brevemente editar de forma diferente e que esteja disponível de forma mais fácil, a participação com uma rubrica mensal no jornal online "O Novo Fangueiro", os convites para participar com fotografias em grupos desta área da fotografia da natureza, as fotografias cedidas para instituições e publicações ligadas à protecção e fotografia da natureza, são o resultado deste ano do blog FÃO NATURAL...
Tudo isto tem feito com que o meu interesse por esta matéria tenha aumentado e a vontade de fazer coisas ligadas a esta actividade tenha crescido. Assim, e para comemorar este 1º Aniversário, fica aqui apresentado um projecto que agora vai começar a dar os primeiros passos.
Vamos ver como corre...
Obrigado a todos, pelas visitas, pelos incentivos, pelas críticas, pelo apoio...

Chapim-de-poupa - Crested tit

Parus cristatus



ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Paridae
GÉNERO: Parus
ESPÉCIE: P. cristatus
Mais uma vez as fotos não são grande coisa pois tive que fazer grande crops, dada a distância a que se encontrava a ave, e como é a primeira vez que consigo uma imagem sofrível da espécie, fica aqui o registo.
Este Chapim é uma pequena ave residente, com 10 a 12 cm de comprimento. Vive preferencialmente em florestas de coníferas, com troncos de árvores velhas cobertos de musgo e líquenes. Normalmente é avistado junto de outros tipos de Chapins. Apesar de não ser muito tímido, as aproximações não são fáceis e é muito activo.
Faz o ninho num buraco escavado por ele no tronco de uma árvore velha.
A única postura é feita entre Abril e Maio, com 4 a 8 ovos brancos com pintas púrpuras, e a incubação tem a duração de 13 a 18 dias.
As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os primeiros 17 e os 21 dias de vida.
Alimenta-se de insectos e sementes.
(Fotografado em: 25.03.2009)
(Lozalização: 41°29'56.59"N - 8°45'52.56"W)

Espécie 122
LC

Borrelho-pequeno-de-coleira - Little ringed plover

Charadrius dubius




ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Charadrius
ESPÉCIE: C. dubius
Nem só as Andorinhas anunciam a chegada do tempo que mais gostamos, há muitos mais anunciantes, como é o caso desta ave de 15 a 18 cm de comprimento e 32 a 35 cm de envergadura.
Visita-nos no Verão e é migrador de passagem em Março e Outubro, e inverna em África.
A sua reprodução é feita em terreno sem vegetação, perto de água, normalmente arenoso e com cascalho. Tem preferência por margens e estuários de cursos de água doce e o ninho é uma depressão descoberta no solo.
Faz um postura, entre Março e Junho, com 4 ovos castanho-amarelados com pintas e manchas castanhas e, a incubação tem a duração de 24 a 26 dias.
As crias são activas e penugentas e fazem seu primeiro voo entre os primeiros 21 e 24 dias de vida.
Alimenta-se de insectos e moluscos.
(Fotografado em: 22.03.2009)
(Localização: 41°30'40.15"N - 8°45'55.76"W)

Espécie 121
LC

Perdiz-comum


Estas duas Perdizes-comuns, foram fotografadas à noite. Foi a primeira experiência num "safari" nocturno. Encontravam-se num buraco junto ao caminho e permitiram fotografar a um metro de distância sem tentarem fugir, mantendo-se imobilizadas. Claro que se fizeram muitas poucas fotos para não perturbar. Parecem-me ser ainda jovens, quem sabe da ninhada que no verão passado andava por aqueles lados e que escaparam aos caçadores.

Chapim-rabilongo - Long-tailed tilt

Aegithalos caudatus

Espécie já registada no blog (Espécie 70).
(Fotografado em: 08.03.2009)

Garça-boieira; Carraceiro - Cattle Egret

Bubulcus ibis

Já as tinha registado neste blog (Espécie 47) mas é a primeira foto de um indivíduo no chão.
(Fotografado em: 08.03.2009)

Ferreirinha - Dunnock (Hedge Sparrow)

Prunella modularis

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Prunelliidae
GÉNERO: Prunella
ESPÉCIE: P. modularis

Ave de pequenas dimensões, 13 a 14 cm de comprimento, Residente e habita em parques, jardins, bosques, matagais e bosques de coníferas preferencialmente jovens.
Alimenta-se de insectos, mas no Outono e Inverno também come sementes e bagas.
O ninho tem a forma de taça, é feito com ramos e muito musgo e instalado em arbustos ou em pinheiros jovens quase junto do solo.
A postura é feita entre Abril e Maio, às vezes duas, com 4 a 5 ovos azuis brilhantes, com incubação de 12 a 13 dias.
As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 12 dias.
(Fotografado em: 07.02.2009
(Localização: 41°30'36.75"N - 8°45'51.80"O)
Espécie 120
LC

Águia-de-asa-redonda




Estas duas últimas semanas têm sido férteis em observações desta espécie em locais diferentes da nossa área.
Volto a colocar aqui no blog mais duas fotos porque se trata de um casal que, ao que observei, anda a tratar de dar continuidade à espécie. Também é a primeira vez que consegui um registo "aceitável" de um individuo parado. Porque o ninho se encontra muito próximo do local onde fiz estas fotos, obviamente não colocarei a localização.
(Fotografado em: 24.02.2009)

Águia-de-asa-redonda




Não é possível resistir e deixar de colocar mais estes registos desta magnífica ave. São aves fascinantes...
(Fotografada em: 21.02.2009)

Tarambola-cinzenta - Grey plover

Pluvialis squatarola

ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Pluvialis
ESPÉCIE: P. squatarola

Ave com 27 a 30cm de comprimento e 71 a 83 cm de envergadura, migradora de passagem e Invernante. Alguns indivíduos podem permanecer no nosso território no período estival.
As aves que nos visitam são oriundas da Sibéria.
Habita em estuários e salinas, terrenos alagados, orla costeira.
Apesar de comer insectos e minhocas, a sua alimentação principal são os moluscos e os crustáceos.
O período reprodutivo situa-se entre Junho e Julho, faz uma postura de 3 ou 4 ovos, e a incubação tem a duração de 26 a 27 dias. As crias efectuam o primeiro voo entre os 35 e os 45 dias.
O ninho é instalado no solo.
(Fotografado em: 14.02.2009
(Localização: 41°31'11.11"N - 8°46'19.00"O)
Espécie 119
LC

Águia-de-asa-redonda




Não resisti em colocar estas fotos desta magnífica ave já registada no blog (Espécie 39).
Um casal sobrevoou, em círculos, o local onde me encontrava, durante largos minutos. O resultado de uma tarde magnífica!
(Fotografado em: 11.02.2009)

Tentilhão - Chaffinch

Fringilla coelebs



ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: fringillidae
GÉNERO: Fringilla
ESPÉCIE: F. coelebs
Ave com 14 a 16 cm de comprimento, Residente e Invernante.
Habita em todos os tipos de bosques, paisagens com sebes, parques e jardins e bem distribuído.
Alimenta-se de sementes, frutos e cereais, apesar de na época de nidificação também se alimentar de insectos e aranhas.
O ninho, feito numa bifurcação de ramos, tem a forma de taça, é muito bem cuidado e é camuflado com líquenes e musgo.
Faz 1 a 2 posturas por ano, com 4 a 5 ovos azul-claros e manchas avermelhadas. A incubação tem a duração de 11 a 13 dias e as crias, indefesas e penugentas, faze, o seu primeiro voo entre os 12 e os 15 dias.
(Fotografado em: 11.02.2009
(Localização: 41°30'17.01"N - 8°46'19.00"O)
Espécie 118
LC

Abibe-comum - Lapwing

Vanellus vanellus

ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Vanellus
ESPÉCIE: V. vanellus
Esta foto foi a possível e portanto fica aqui pelo registo da espécie.
O Abibe-comum é uma ave com 28 a 31 cm de comprimento e 67 a 72 cm de envergadura.
Apesar de parecer preto e branco, tem tons esverdeados e púrpura.
É uma ave residente aumentando muito a sua população no Inverno, com grandes bandos que chegam do norte e leste da Europa.
Frequenta zonas abertas do interior ou da costa, como campos de cultivo ou prados costeiros e pastos junto de lagos.
No Inverno forma grandes bandos em campos de cultivo e pântanos.
O ninho é uma cavidade no solo, coberta.
Faz uma postura por ano, entre Março e Abril, com 4 ovos castanho-amarelados e manchas pretas. A incubação tem a duração de 24 a 29 dias. As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 33 dias.
Alimenta-se de insectos e minhocas.
(Fotografado em: o7.02.2009)
(Localização: 41°30'48.42"N - 8°46'7.87"O)
Espécie 117
LC

Alvéola-cinzenta - Grey Wagtail

Motacilla cinerea

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Motacillidae
GÉNERO: Motacilla
ESPÉCIE: M. cinerea
Esta é a maior das Alvéolas, com comprimento que varia entre os 17 e os 20 cm. Apesar de haver uma população Invernante, é uma residente bem distribuída, que habita junto de cursos de água com árvores nas proximidades, lagos e albufeiras.
O ninho é construído em forma de taça numa fenda nas rochas, em pontes de pedra, moinhos, sempre junto de água.
Alimenta-se de insectos.
Entre Abril e Maio, faz uma postura, às vezes duas, com 4 a 6 ovos castanho-claros com manchas acinzentadas. A incubação tem a duração de 11 a 14 dias e as crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo aos 17 dias.
(Fotografado em: 20.12.2008)
(Localização: 41°30'38.86"N - 8°45'55.70"O)

Espécie 116
LC

Gavião - Sparrowhawk

Accipeter nisus



ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Accipitridae
GÉNERO: Accipeter
ESPÉCIE: A. nisus
Ave com 35 a 41 cm de comprimento e 67 a 80 cm de envergadura, no caso fêmea, maior que o macho. A fêmea pode ser confundida com o macho do Açor (Accipeter gentilis). A sua forma de voo quando se eleva em altitude assemelha-se à do Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), semelhança que desaparece quando o Gavião persegue, de forma energética, pequenas aves.
É uma ave residente embora também haja uma população Invernante.
Reproduz-se em florestas, perto de povoações, em parques.
Faz o ninho com ramos, em árvores e todos os anos constrói um novo ninho.
Faz uma postura por ano, entre Abril e Junho, com 4 a 5 ovos brancos com manchas castanhas e a incubação tem a duração de 42 dias. As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 32 dias.
Alimenta-se de pequenas aves.
(Fotografado em: 08.12.2008)
(Localização: 41°30'48.42"N - 8°46'7.87"O)

Espécie 115
LC

Rola-do-mar - Turnstone

Arenaria interpres


ORDEM: Cinconiiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Arenaria
ESPÉCIE: A. interpres
Ave com 21 a 24cm de comprimento 3 envergadura de 43 a 49 cm.
É migradora de passagem dupla e Invernante. Habita em estuários e praias, preferindo zonas pedregosas ou rochosas.
A sua alimentação é muito variada, mas prefere invertebrados, que procura no chão levantando pedras e algas com o bico, para apanhar a presa que está por baixo.
O seu ninho é uma cavidade no solo e faz uma postura de 4 ovos esverdeados com manchas castanhas, entre Maio e Julho. A incubação tem a duração de 22 dias.
As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os 19 e os 21 dias.
(Fotografado em: 07.12.2008)
(Localização: 41°30'48.42"N - 8°46'7.87"O)

Espécie 114
LC

Gaivota-de-patas-amarelas - Yellow-legged Gull

Larus michahellis

ORDEM: Ciconiiformes
SUBORDEM: Lari
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO:
Larus
ESPÉCIE: L. michahellis
Muito parecida com a Gaivota-argêntea, é uma ave grande com 51 a 58 cm de comprimento e 120 a 140 cm de envergadura.
Alimenta-se praticamente de tudo e é frequente observá-la a alimentar-se em lixeiras.
É muito comum. Habita em cidades, estuários, rochedos no mar, praias e pântanos. Observa-se na costa mas também é possível vê-la no interior.
Normalmente nidifica em colónias em ilhas perto da costa, em penhascos e lagos.
O ninho é uma taça feita com vegetação, em rochedos, dunas e até em edifícios.
Tem uma postura entre Abril e Maio, com 2 a 3 ovos e incubação de 25 a 33 dias. As crias são parcialmente activas e penugentas e efectuam o primeiro voo às 6 semanas.
(Fotografado em: 26.10.2008)
Espécie 113
LC

Gaivota-de-asa-escura - Lesser Black-backed Gull

Larus fuscus

ORDEM: Cinconiiformes
SUBORDEM: Lari
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO: Larus
ESPÉCIE: L. fuscus
Já era sem tempo colocar aqui no Blog umas Gaivotas. Confesso que a sua identificação é muito complicada, mesmo para os mais experientes, dadas as suas alterações de plumagem ao longo do tempo e das estações do ano.
Esta é uma Gaivota grande, com 51 a 56 cm de comprimento, que habita sobretudo em pântanos, turfeiras, no mar e estuários, campos e praias. É residente e muito comum.
Alimenta-se de tudo o que encontra, facto que podemos muito bem observar aqui em Fão.
Faz o ninho numa cavidade no solo. Uma postura entre Abril e Junho, com 3 ovos cor de azeitona e manchas escuras, e dura 25 a 29 dias a incubação.
As crias são activas e penugentas e fazem o primeiro voo entre os 35 e os 40 dias.
(Fotografado em: 26.10.2008)
Espécie 112
LC

Tartaranhão-ruivo-dos-pauis; Águia-sapeira


Circus aeruginosus
Esta é mais uma foto de uma espécie já registada (Espécie 78), e também não é das melhores fotografias, mas fica aqui para registar mais uma observação.
(Fotografada em: 16.11.08)

Pintassilgo - Goldfinch

Carduelis carduelis

ORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Fringillidae
GÉNERO:
Carduelis
ESPÉCIE: C. carduelis
Há muito que desejava fotografar um Pintassilgo em liberdade, fui a um local onde caçadores furtivos costumam capturar estas belas aves. Tinha lá estado alguém há pouco tempo e deixou para trás alguns dos cardos com que costumam atrair as aves, já que é o seu alimento preferido.
Juntei num monte esses restos e camuflei-me bem perto, usei o telemóvel para usar o seu chamamento e assim atrair as aves (técnica utilizada pelos caçadores furtivos que usam leitores de MP3 e colunas). Esperei uns 20 minutos e tive a sorte de aparecer este indivíduo. Esta, pelo menos, conseguiu prosseguir a sua vida.
É uma ave 12 a 13 cm de comprimento que se reproduz em bosques mistos e bosques de folha caduca, pinhais e jardins.
Faz o ninho, em forma de taça, nas copas das árvores. Entre Abril e Maio faz duas posturas de 4 a 7 ovos azuis com manchas pretas, e a incubação tem a duração de 12 a 14 dias. As crias são penugentas e indefesas e fazem o primeiro voo entre os 13 e os 16 dias.
Alimenta-se principalmente de sementes de cardo.
(Fotografado em: 26.10.2008)
Espécie 111
LC

Pardal-montês

Passer montanus



ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Passeridae
GÉNERO:
Passer
ESPÉCIE. P. montanus
Ave pequena com 12,5 a 14 cm, que se reproduz, em bosques, charnecas, jardins e áreas cultivadas.
Pode ser confundido com a fêmea do Pardal-comum (Passer domesticus).
Nidifica em cavidades naturais de árvores, em cavidades nas rochas ou edifícios.
É residente no nosso território.
Faz 2 a 3 posturas por ano com 4 a 6 ovos cinzento-claros e manchas castanhas. A incubação dura 11 a 14 dias e as crias são nuas e indefesas.
Alimenta-se de insectos e sementes.
(Fotografado em: 25.10.2008)
(Localização: 41°30'36.75"N - 8°45'52.69"O)

Espécie 110
LC

Cobra-lisa-meridional

Coronella girondica

É uma cobra de pequeno tamanho, aproximadamente 70cm, apesar de já terem sido observados alguns maiores.
Tem hábitos essencialmente nocturnos e crepusculares, mas em dias nublados também podem ser observadas de manhã, como foi o caso deste indivíduo.
Apesar de o seu período de actividade mais intensa se situar entre Março e Novembro, pode permanecer activa todo o ano.
Alimenta-se sobretudo de lagartos, osgas e outras cobras, no caso do adulto, e o juvenil, insectos e outros invertebrados.
As aves de rapina, outras cobras e alguns mamíferos, são os seus predadores.
É pacífica, morde raramente e a mordedura é inofensiva. A sua defesa faz sobretudo libertando uma secreção nauseabunda.
Ocorre no país inteiro, embora em populações fragmentadas.
(Fotografado em: 21.10.2008)
Espécie 109
LC

Cobra-de-escada

Elaphe scalaris

Esta cobra pode atingir com alguma frequência os 200 cm. Tem sobretudo hábitos diurnos, embora nos meses mais quentes do ano também possa ser avistada no crepúsculo e à noite. No sul de Portugal é activa todo o ano e nas zonas mais frias, a norte, permanece inactiva por longos períodos de tempo.
É agressiva e muito ágil, trepando árvores para apanhar sol e procurar alimento. Nesta foto vemos um indivíduo que apesar de ser juvenil, era muito agressivo, fazendo constantemente tentativas para morder quem o incomodava, eu...
Alimenta-se de lagartixas e sardões, juvenis de coelho e lebre e aves, exercendo uma acção predadora muito importante nos ninhos.
Habita em matos, charnecas, clareiras de pinhais e bosques, campos agrícolas. Surge também nos muros de pedra e ruínas, e nos meios rurais também é com alguma frequência observado em telhados, pois é um local onde se aquece e procura ninhos.
Em determinadas situações mata por constrição.
Em Portugal está distribuída praticamente por todo o país.
A sua mordedura não é prejudicial ao homem.
Agradeço ao meu amigo Aires Pires a ajuda preciosa para fotografar este indivíduo.
(Fotografado em: 21.10.2008)
Espécie 108
LC

Alcatraz-pardo; Famego - Mew Gull

Larus canus

ORDEM: Cinconiiformes
SUBORDEM: Lari
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO: Larus
ESPÉCIE: L. canus
Esta ave é muito pouco comum em Portugal e por isso foi uma sorte este avistamento. Este indivíduo apresenta plumagem de Inverno, altura em que nos visita.
É uma ave com 40 a 46 cm de comprimento e envergadura de 100 a 115 cm. Reproduz-se no Norte e Ocidente da Europa em colónias ou isolado, em ilha, pântanos, ao longo da costa ou lagos interiores.
Constrói os ninhos perto da água, no solo, normalmente em cima de grandes pedras e às vezes em cima de postes de amarração em portos. Raramente também faz o ninho em cima de árvores ou telhados.
Alimenta-se de minhocas, insectos e moluscos.
Faz uma postura de 3 ovos verde-claros com manchas castanhas, em Maio, com incubação de 22 a 27 dias. As crias são parcialmente activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo às 4 semanas.
(Fotografado em: 15.10.2008)
(Localização: 41°30'47.53"N - 8°46'11.01"O)

Espécie 107

Galeirão - Coot

Fulicra atra



ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Rallidae
GÉNERO: Fulicra
ESPÉCIE: F. atra
Esta fotografia do Galeirão, ave tipo pato com 36 a 40 cm de comprimento, não é das melhores, mas com receio que não os volte a ver por enquanto, achei que devia publicar para o registo da espécie.
Esta ave defende o seu território de uma forma muito agressiva e ameaçadora, atacando qualquer intruso que se aproxime.
Vive em rios com água lenta, lagos, charcos, sempre com muita vegetação. O ninho, mais ou menos visível, é feito em forma de taça volumosa com caniços, junto dos caniçais.
É omnívoro, mas em grande parte alimenta-se de plantas.
Faz duas posturas por ano, entre Março e Junho, com 6 a 9 ovos castanho-amarelados com manchas pretas, e a incubação tem a duração de 21 a 24 dias. As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre as 6 e as 8 semanas.
(Fotografado em: 09.10.2008)
(Localização: 41°30'48.42"N - 8°46'7.87"O)

Espécie 106
LC

Felosa-musical - Willow warbler

Phylloscopus trochilus



ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Sylviidae
GÉNERO: Phylloscopus
ESPÉCIE: P. trochilus
Esta pequena ave, com 10,5 a 11.5 cm de comprimento, apanhada na hora do banho, distribui-se pelo Norte da Europa e Ásia. Em Portugal a grande maioria dos indivíduos é observada na sua passagem para a África Tropical, onde passa o Inverno.
Alimenta-se sobretudo de insectos, embora no Outono também de bagas.
Habita em charnecas, bosques e sebes, em matas jovens, jardins e parques.
Constrói o ninho em forma de taça e envolto em penas, em sebes junto ao solo.
Faz uma a duas posturas entre Abril e Maio, com 13 a 14 dias de incubação. Os ovos, entre 4 e 9, são brancos com manchas púrpuras. As crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo entre os 12 e os 15 dias.
(Fotografado em: 28.09.2008)
(Localização: 41°30'36.75"N - 8°45'51.80"O)

Espécie 105

Pisco-de-peito-azul - Bluethroat

Luscinia svecica



ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Turdidae
GÉNERO:
Luscinia
ESPÉCIE: L. svecica
Dedico estas fotos ao Jó, pelas dicas quem me tem dado, agora sim com novas e melhores fotos, apesar de achar que se pode melhorar.
Esta ave tipo Cartaxo, com 13 a 15 cm de comprimento, é sobretudo invernante em Portugal, passando alguns indivíduos a caminho de África.
Habita junto de zonas húmidas com alguma vegetação, como caniços, juncos e amieiros.
Alimenta-se de insectos.
Faz uma a duas posturas entre Maio e Junho. com 5 a 7 ovos esverdeados com manchas avermelhadas e a incubação tem a duração de 15 a 15 dias. As crias são indefesas e penugentas e efectuam o primeiro voo aos 14 dias.
(Fotografado em: 28.09.2008)
Localização: 41°31'20.23"N - 8°47'6.92"O)

Espécie 104
LC

Pega - European Magpie

Pica pica

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Corvidae
GÉNERO: Pica
ESPÉCIE: P. pica
A Pega é uma grande corvídeo, com 42 a 50 cm de comprimento, residente e bem distribuída em Portugal e toda a Europa, com excepção da Islândia.
Habita em bosques, charnecas e jardins e em áreas urbanas, próximo do homem, de onde tira vantagens quer na alimentação (restos de alimentos), quer na sua protecção.
Muitas vezes andam em grandes bandos.
Alimenta-se de insectos, ovos, crias de aves, carne morta e sementes.
Faz o ninho na cúpula de uma árvore e tem uma postura entre Abril e Maio, com 5 a 8 ovos azul-claros com manchas cor de azeitona. A incubação tem a duração de 17 a 18 dias e as crias, indefesas e nuas, efectuam o primeiro voo entre os 22 e os 28 dias.
Emite um som de alerta especial quando se aproximam gatos.
(Fotografado em: 28.09.2008)
(Localização: 41°31'0.97"N - 8°46'48.97"O)

Espécie 103
LC

Cegonha-branca - White stork

Ciconia ciconia

ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Ciconiidae
GÉNERO: Ciconia
ESPÉCIE: Ci. ciconia
Hoje tive o privilégio de ver sobrevoar sobre Fão, duas Cegonhas-brancas! Devem ser os indivíduos que nidificaram há um par de anos a muitos poucos quilómetros de Fão, e que será um dos ninhos mais a norte do nosso território.
É uma ave grande, com altura de 100 a 125 cm de altura e envergadura de 180 a 218 cm.
Nidifica em quase toda a Europa, no NW de África e Médio Oriente e também na África Austral.
Em Portugal, nidifica em 14 distritos e é no Sul onde se registam as maiores densidades de casais nidificantes.
O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal atribui-lhe o estatuto de vulnerável. A destruição do seu habitat, a intensificação da agricultura e abandono de práticas agrícolas tradicionais, e a contaminação química das cadeias alimentares são os principais motivos de ameaça.
No Inverno e porque o alimento vai faltando em maior parte das áreas onde nidificam, muitas Cegonhas de diversas origens, que optam por permanecer no nosso território, concentram-se em zonas húmidas do litoral, sobretudo próximo de arrozais, onde o alimento é abundante, sobretudo o Lagostim-vermelho e anfíbios. As lixeiras também têm alguma importância na sua alimentação durante este período do ano.
A sua dieta é, no entanto, variada. Insectos, anfíbios e pequenos mamíferos e por vezes répteis, fazem parte da sua alimentação, tendo influência a região onde se encontram.
Podem alimentar-se sozinhas ou em grupo.
Nidificam tanto isoladas como em colónias, e formam casais monogâmicos. Utilizam o mesmo ninho ao longo dos anos, pelo que estes, podem atingir tamanhos e pesos consideráveis.
O ninho é construído em chaminés, torres de igrejas e postes de electricidade. No entanto, e é caso único do mundo, na Costa Vicentina e Sudoeste do Alentejo, alguns casais nidificam em escarpas na costa e pequenas ilhotas.
Fazem uma postura por ano entre Março e Maio, com 3 a 5 ovos brancos. e a incubação tem a duração de 29 a 30 dias. As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 53 a 55 dias. Ambos os progenitores alimentam as crias e costumam adoptar um postura de asas abertas para fazer sombra sobre as crias e, assim, as protegerem do calor do sol.
(Fotografado em: 27.09.2008)
Espécie 102
LC

Papa-amoras - Whitethroat

Sylvia communis

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Sylviidae
GÉNERO:
Sylvia
ESPÉCIE: S. communis
Esta pequena ave, com 13 a 14 cm de comprimento, assemelha-se muito à Toutinegra-tomilheira (Sylvia conspicillata). É uma visitante estival bem distribuída por toda a Europa com excepção do norte da Escandinávia e inverna em África, a sul do Saará.
Reproduz-se em terrenos agrícolas com sebes, em charnecas, bosques, orlas de matas.
Alimenta-se de insectos e bagas.
O ninho é feito na vegetação, junto ao solo e com a forma de taça.
Faz 2 posturas, entre Maio e Junho, com 4 a 5 ovos azul-claros com manchas cor de azeitona e a incubação tem a duração de 11 a 13 dias. As crias são indefesas e nuas e efectuam o primeiro voo entre os 10 e os 12 dias de vida.
(Fotografado em: 23.08.2008)
(Localização: 41°30'38.86"N - 8°45'55.70"O)

Espécie 101
LC

Maçarico-de-bico-direito - Black-Tailed Godwit

Limosa limosa



ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Limosa
ESPÉCIE: L. limosa
Esta ave limícola de tamanho relativamente grande, de 40 a 44 cm de comprimento e 70 a 82 cm de envergadura, é uma migradora de passagem e invernante, apesar de alguns indivíduos que não são reprodutores permanecerem em Portugal durante o período de Verão.
É uma ave que tem o estatuto de comum no nosso território, sendo que as nossas zonas húmidas recebem uma grande percentagem destas aves que invernam na costa oeste da Europa.
Habitam em pântanos, estuários, terrenos alagados, salinas e arrozais.
Alimentam-se de invertebrados, anelídeos, moluscos, crustáceos, girinos, ovos de peixe e de anfíbios. Sondam o terreno com o grande bico à procura do alimento, conforme se pode observar na foto.
O ninho é feito no solo numa cavidade, disfarçado pela vegetação rasteira.
Faz uma postura entre Abril e Junho com 4 ovos verdes com manchas castanhas. A incubação dura 22 a 24 dias e as crias activas e penugentas, efectuam o primeiro voo às 4 semanas.
Também é conhecida por: Milharenga, Milhurengo, Milherengo, Mulharenga e Parda.
(Fotografado em: 23.09.2008)
(Localização: 41°30'43.80"N - 8°46'4.91"O)

Espécie 100
LC

ESTA FOTO REPRESENTA A CENTÉSIMA ESPÉCIE FOTOGRAFADA EXCLUSIVAMENTE NA MINHA TERRA. É UM NÚMERO IMPORTANTE PARA MIM, ATÉ PORQUE A GRANDE MAIORIA DAS ESPÉCIES SÃO AVES. ESTE NÚMERO REPRESENTA MUITAS HORAS DE CAMPO, DE TEMPO GANHO JUNTO DA NATUREZA. OBRIGADO A TODOS PELAS VISITAS A ESTE BLOG, POIS REPRESENTAM UM GRANDE INCENTIVO.

Combatente - Ruff(m) Reeve(f)

Philomachus pugnax

ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO:
Philomachus
ESPÉCIE: P. pugnax
Também conhecida em Portugal como, Gambeta ou Carrapateiro, esta limícola pouco comum, tem um comprimento de 20 a 30 cm e uma envergadura de 48 a 58 cm.
É uma migradora de passagem e invernante de forma escassa. Ocorrem sobretudo no litoral em estuários, salinas, terrenos alagados e arrozais, mas também já foram observados no interior e em grandes concentrações.
Reproduz-se na Escandinávia, na Holanda, Alemanha e Polónia. Inverna em África.
O Ninho é uma cavidade no solo, Faz uma postura entre Maio e Abril com 4 ovos cor de azeitona e manchas castanhas. A incubação tem a duração de 20 a 21 dias e as crias são activas e penugentas. Efectuam o primeiro voo entre os 25 e os 28 dias.
Alimenta-se de insectos, moluscos, crustáceos, rãs e pequenos peixes.
(Fotografado em: 23.08.2008)
(Localização: 41°30'40.50"N - 8°45'56.41"O)

Espécie 99
EN

Gaio - Jay

Garrulus glandarius



ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Corvidae
GÉNERO:
Garrulus
ESPÉCIE: G. glandarius
Esta linda ave da família Corvidae, é o corvídeo mais colorido da família. Tem um comprimento que varia entre os 32 e os 36 cm de comprimento e uma envergadura dos 50 ao 56 cm.
É difícil de observar mas fácil identificar, quer pelas suas cores quer pelo seu canto áspero e pala imitação que faz de outras aves.
Em Portugal é comum e residente em todo o país, mas mais frequente no norte e centro do que no sul. Habita em quase todo o tipo de florestas mas, no entanto, tem preferência pelas florestas de carvalhal, local onde encontra a sua alimentação preferida, as bolotas, que vai armazenando para o Inverno enterrando-as no chão e, assim, vai mantendo um stock de alimento para as alturas de mais escassez, fazendo desta, uma das aves com mais memória visual.
A sua alimentação é varia entre as larvas de borboleta e escaravelhos, as bolotas, frutos e sementes, e às vezes crias de outras aves.
Constrói o ninho em forma de taça numa bifurcação de um ramo de árvore.
Faz uma postura entre Abril e Maio com 5 a 7 ovos verde-claros e manchas castanho-claras. A incubação tem a duração de16 a 17 dias, as crias indefesas e nuas fazem o seu primeiro voo entre os 19 e os 20 dias.
(Fotografado em: 18.09.2008)
(Localização: 41°29'58.97"N - 8°45'53.27"O)

Espécie 98
LC

Andorinha-do-mar-comum - Common tern

Sterna hirundo





ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO: Sterna
ESPÉCIE: S. hirundo
Ave de tamanho médio, 20 a 36 cm de comprimento, que no nosso território é migradora de passagem e invernante. É uma ave durante as passagens migratórias, comum, mas muito raro como nidificante e durante o Inverno. Os períodos de passagem, quer para os locais de reprodução, na Europa Setentrional e Ocidental, quer para as zonas de invernada na costa atlântica de África, desde a Mauritânia à Guiné, são os momentos em que com mais facilidade se observam.
Habita em zona costeiras, estuários, salinas e lagoas costeiras. Alimenta-se principalmente de pequenos peixes e às vezes de crustáceos e insectos. Obtém o alimento com mergulhos na água em voo picado e voos rasantes, sempre com um voo forte, proporcionando momentos fantásticos de observação, como foi o caso deste indivíduo.
Reproduz-se entre Maio e Julho. Faz uma postura com 2 a 3 ovos de cor creme e manchas pretas, com incubação de 20 a 23 dias. As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os 24 e os 28 dias. O ninho é uma cavidade nua, a descoberto, no chão.
(Fotografado em: 15.09.2008)
(Localização: 41°30'40.64"N - 8°45'56.50"O)

Espécie 97
EN

Doninha - Weasel

Mustela nivalis






Este Mustelídeo, é o mais pequeno carnívoro existente no nosso País, e de difícil observação.
Os machos têm um comprimento que varia entre 18-27 cm e a cauda entre 5-6.5 cm e pesam cerca de 70-170 gr. Já as fêmeas são mais pequenas e medem entre 16-19 cm, têm 4-5.5 cm de cauda e 40-90 gr de peso.
Existe na América do Norte, na maior parte da Ásia e no Norte de África. Na Europa, está apenas ausente na Irlanda, Córsega e Islândia. Para combater as pragas de coelhos e roedores, foi introduzida na Nova Zelândia e na Austrália. Em Portugal é uma espécie comum e tem uma distribuição uniforme de norte a sul do país.
Desde que tenha abrigo e presas, vive numa grande variedade de habitats, desde pastos até florestas e zonas montanhosas . Os campos agrícola, sobretudo aqueles que se encontram separados por muros de pedras, são o seu espaço preferido. Geralmente são animais solitários e activos tanto de dia como de noite. Os mamíferos são a sua principal dieta, nomeadamente os roedores. As aves, répteis e ovos podem também ser consumidos.
É em Fevereiro que se inicia a época de acasalamento, nascendo as crias entre Abril e Maio após um período de gestação que varia entre os 34 e os 37 dias. Normalmente nascem 4 a 6 crias, que são amamentadas durante um mês e meio, sendo que só a progenitora participa nos cuidados parentais. As crias estão preparadas para caçar ao fim de 8 semanas, deixando a família entre a 9ª e a 12ª semana. Atingem a maturidade sexual entre os 3 e os 4 meses. Quando as presas são bastante abundantes, pode haver um segundo período reprodutor no final do Verão.
Faz o ninho, com frequência, em tocas e galerias de roedores que previamente captura, utilizando a pelagem das presas para criar mais conforto na toca.
(Fotografado em: 31.08.2008)
(localização: 41°30'36.35"N - 8°45'52.03"O)

Espécie 96
LC

Andorinha-das-chaminés - Shallow

Hirundo rustica




FAMÍLIA: Hirundinidae
GÉNERO: Hirundo
ESPÉCIE: H. rustica
Esta ave que nos visita no Verão, tem um comprimento quando adulto que varia entre os 17 e os 21 cm. Inverna em África.
Muito conhecida pelos seus voos rasantes quando caça insectos em voo e pelos seus característicos ninhos feitos em forma de taça, com lama e plantas, que observamos nos beirais, debaixo de pontes e nas chaminés.
No ninho, os casais alisam as penas um do outro e trocam chilreios amorosos, à semelhança dos Periquitos. Emitem sons diferentes de alarme, conforme o perigo venha de um gato ou de uma ave de rapina, por exemplo.
Fazem 2 a 3 posturas entre Maio e Junho, com 4 a 5 ovos brancos sarapintados de vermelho e incubação de de 14 a 16 dias.
As crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo entre os 17 e os 24 dias.
(Fotografado em: 30.08.2008)
(Localização: 41°30'41.73"N - 8°45'59.17"O)

Espécie 95
LC

Merganso-capuchinho - Hooded Merganser

Lophodytes cucullatus



O Merganso-capuchinho concentra-se em regiões florestais, com grandes lagos, no estado do Mississipi, nas épocas de Inverno, a Costa Pacífica da Califórnia e a área costeira de Delaware (Texas), são os habitats por excelência.
O ninho é normalmente feito em zonas húmidas. No tipo de floresta usada para a construção do ninho predomina o algodão, o carvalho, cipreste e outros, dependendo da área geográfica.As fêmeas seleccionam o local do ninho, geralmente numa cavidade em árvores vivas ou mortas. As cavidades são habitualmente construídas a cerca de 2 metros do chão.
A postura é feita logo que o ninho esteja concluído e varia entre os 7 e os 15 ovos, entre fins de Fevereiro e fins de Junho, dependendo da latitude, embora a maioria das procriações ocorra em Março e Abril.A incubação começa depois da postura de todos os ovos. O macho abandona a fêmea logo após esta fase. A fêmea incuba cerca de um mês, e durante este período perde cerca de 8-16% do seu peso. Geralmente, os ninhos são abandonados 24h após a eclosão dos juvenis. Existe muito pouca informação sobre os cuidados paternais após a respectiva eclosão.
Levantam voo correndo na água, e apresentam uma batida de asa rápida durante o voo. Pousam em altas velocidades e são vistos, com frequência, a esquiar na água aquando da aterragem. São exímios mergulhadores mantendo as asas junto ao corpo, impulsionando-se, dentro de água, com as pernas.
Estas aves alimentam-se em habitats aquáticos, tais como charcos, ribeiros, riachos, lagos, rios e florestas inundadas.
As suas primeiras refeições incluem insectos, peixe e crustáceos.
Este indivíduo possui um anilha que sugere ser originário da Holanda, e portanto será uma fuga de cativeiro. A nossa zona tem sido paragem para muitas espécies nestas condições.

(Fotografado em: 25.08.2008)
(localização: 41°30'51.12"N - 8°46'16.14"O)

Espécie 94

Cobra-de-água-viperina

Natrix maura






Esta serpente, muito comum, tem um tamanho médio que varia entre os 65 e os 70 cm, mas podendo alcançar os 130 cm.
As fêmeas normalmente atingem um tamanho maior do que os machos, sendo que estes muito raramente ultrapassam os 70 cm e têm a cauda mais comprida.Tem hábitos diurnos, apesar de no Verão, nos dias mais quentes, ser avistada no crepúsculo e à noite.
O seu habitat são os lagos, cursos de água, charcos, pântanos. Como tolera bem água com níveis altos de salinidade, também ocorre em paúis costeiros e outros locais com águas salobras.
Hiberna entre Novembro e Fevereiro, e é activa no resto do ano. A sua actividade desenvolve-se tanto em terra como na água, sendo no entanto predominantemente aquática, tornando-se menos ágil e mais lenta em terra.
Reproduz-se entre Março e Maio, a postura é feita entre Junho e Julho, com 4 a 32 ovos, que são colocados debaixo de pedras, entre raízes de arbustos ou entre restos de vegetais em decomposição. As crias nascem entre Agosto e Outubro.
A longevidade desta cobra pode ir até aos 20 anos.
Alimenta-se de anfíbios, peixes pequenos e invertebrados. Por vezes também se alimenta de pequenos mamíferos e répteis. Os seus principais predadores são, a Cobra-rateira, a Garça-real, diversas aves de rapina, a Lontra e Ouriços.
Quando é ameaçada pode fazer-se de morta e libertar uma secreção nauseabunda. Como mecanismo de defesa expande a cabeça, dando-lhe uma forma triangular, emite silvos e projecta a cabeça ameaçando morder. Este comportamento aliado ao seu padrão de cores e formas, faz com que nestes momentos se assemelhe a uma Víbora. No entanto muito raramente morde e não é venenosa.
(Fotografado em : 24.08.2008)
(Localização: 41°30'41.97"N - 8°46'0.07"O)

Espécie 93
LC

Guarda-rios II


Não resisti à tentação de colocar aqui mais um Guarda-rios, já que é a minha ave favorita e esta tem uma história interessante.
Difíceis de fotografar, pois avistam-nos ao longe e logo fogem, este resolveu aterrar a 4-5 metros de mim, estando eu de pé e sem qualquer tipo de camuflagem. Deixou-me fotografar à vontade e apesar de não estar com a câmara nas configurações correctas, aproveitei ao máximo, não fosse perder a oportunidade oferecida! Foi-se embora quando passou outro que por momentos também exitou em aterrar no mesmo sítio... Mas dois juntos era sorte a mais!

Mutação de Pato-real


Este pato que se juntou à colónia de Patos-reais que temos aqui em Fão, segundo um especialista consultado, trata-se de uma mutação de Pato-real. Não se trata de um híbrido pois não há cruzamento de Pato-real com outra espécie, na realidade é uma mutação da própria espécie, que muitas vezes é difundida em cativeiro, dando assim origem a novas espécies.
(Fotografado em: 13.08.08)
(Localização: 41°30'44.18"N - 8°46'6.66"W)

Piadeira-do-chile

Anas sibilatrix

ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO:
Anas
ESPÉCIE: A. sibilatrix
Originário da América do Sul, sobretudo do Chile e Argentina, fazendo migrações para o Brasil, Paraguai e Uruguai, durante o inverno austral.
As diferenças entre macho e fêmea são quase imperceptíveis, e formam casais monogâmicos.
Vivem em lagos de água doce, pântanos, rios de água lenta.
Este indivíduo fotografao em Fão, é concerteza fugido de cativeiro.
(Fotografado em: 14.08.08)
(Localização: 41°30'47.85"N - 8°46'11.14"W)

Espécie 92

Pavão-diurno

Inachis io

É considerada uma das mais bonitas borboletas de Portugal. Tem uma envergadura entre os 50 e os 64mm e pertence à família dos Ninfalídeos.
Ilude os seu predadores com os dois ocelos de cor azulada, que se confundem com 2 enormes olhos.
A metamorfose da lagarta tem a duração de duas semanas, e depois de nascer em Julho voa até Maio. Na fase adulta hiberna, saindo para voar nos dias de sol.
Os ovos são postos em grupo sobre urtigas, daí a importância de manter essa planta nos terrenos incultos e húmidos, e da manutenção das orlas dos campos de uso agrícola.
É frequente no norte de Portugal, nas pradarias floridas nas orlas das florestas, e até aos 1200 metros de altitude. No centro é rara e inexistente no sul.
(Fotografada em: 09.08.2008)
(Localização: 41°30'36.67"N - 8°45'53.19"O)
Espécie 91

Pombo-torcaz - Wood pigeon

Columba palumbus

ORDEM: Columbiformes
FAMÍLIA: Columbidae
GÉNERO:
Columba
ESPÉCIE: C. palumbus
Este é o maior de todos os pombos com um comprimento entre os 39 e os 44 cm. É residente e abundante.
Habita em florestas e bosques, campos, charnecas.
Faz o ninho numa plataforma de ramos, normalmente a alturas elevadas.
Faz 3 posturas por ano, entre Abril e Junho, de 2 ovos brancos, com incubação de 17 dias. As crias indefesas e penugentas fazem o primeiro voo entre os 29 e os 35 dias.
Alimenta-se de sementes e grãos.
(Fotografado em: 02.08.2008)
(Localização: 41°30'3.46"N - 8°46'7.51"O)
Espécie 90
LC

Cauda-de-andorinha

Papilio machaon




Esta borboleta da família Papilionidae, distribui-se em todo o território nacional até aos 1200 metros de altitude, pelo norte de África, em 41 países da Europa, com excepção da Dinamarca onde já está extinta e na Ásia até ao Japão.
Tem uma envergadura que se situa entre os 6 e os 8 cm.
Variando com as regiões os ovos são postos separadamente ou individualmente sobre as folhas da planta que a lagarta usará como alimento, normalmente nas folhas de cenoura, da arruda e do Funcho. A eclosão dá-se cerca de uma semana após a postura. O desenvolvimento da lagarta tem a duração de um mês mais ou menos. As lagartas têm actividade diurna e quando ameaçadas libertam um líquido alaranjado de intenso odor que afasta os predadores. As Crisálidas estão envoltas numa cintura de seda, e esta fase tem a duração de três semanas.
As lagartas avistam-se no Outono mais facilmente e os adultos entre Fevereiro e Dezembro.
O seu habitat são os bordos de campos, as pradarias, jardins, campos e prados abandonados.
A sua maior ameaça são a destruição do habitat e o uso de pesticidas.
Nesta foto observamos um macho.
(Fotografado em: 30.07.2008)
(Localização: 41°30'39.50"N - 8°45'56.39"O)
Espécie 89

Papa-moscas; Papa-moscas-preto - Pied Flycatcher

Ficedula hypoleuca




ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO:
Ficedula
ESPÉCIE: F. hypoleuca
Esta ave que nos visita na parte mais quente do ano, passando o Inverno na África tropical, tem um comprimento de que varia entre os 12 e os 13 cm.
Habita em parque e florestas de caducifólias e mistas, e tem preferência por carvalhais antigos que lhe proporcionam grandes quantidades de insectos.
Instala-se com muita facilidade em caixas ninho.
O ninho é feito num buraco de uma árvore e tem a forma de taça.
Faz uma postura por ano, entre Maio e Junho, com 6 a 7 ovos de cor azul-turquesa e a incubação tem a duração de 12 a 13 dias.
Alimenta-se de insectos que apanha em voo e nos finais do Verão e no Outono também se alimenta de bagas.
(Fotografado em: 26.07.2008)
(Localização: 41°29'50.64"N - 8°46'0.80"O)
Espécie 88

Milheirinha; Chamariz - Serin

Serinus serinus

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Fringillidae
GÉNERO:
Serinus
ESPÉCIE: S. serinus
Ave tipo tentilhão, com 11 a 12 cm de comprimento e muito comum em todo o território nacional.
Habita em pequenos bosques, pomares e jardins, parques de preferência com algumas coníferas.
Nidifica relativamente alto, e faz o ninho normalmente numa forquilha pequena. Tem a forma de taça bem feita, e é feito com ervas, caules de plantas, musgo e líquenes, forrado com penas, pêlo e matéria vegetal macia.
Alimenta-se de sementes e rebentos de amieiro e vimieiro.
Faz uma a duas posturas entre Abril e Maio, com 4 ovos azul-claros e pintas castanhas, a incubação tem a duração de 13 dias, as crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo aos 14 dias.
Nesta foto vemos um macho.
(Fotografado em: 27.07.2008)
(Localização: 41°30'36.88"N - 8°45'51.90"O)
Espécie 87
LC

Garça-imperial; Garça-vermelha - Purple Heron

Ardea purpurea




ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Ardeidae
GÉNERO:
Ardea
ESPÉCIE: A. purpurea
Ave grande com 70 a 90cm de comprimento e 110 a 145 cm de envergadura, que visita o nosso território entre Abril e Outubro, invernando na África tropical, a sul do Saará. É uma ave pouco comum e vulnerável no que diz respeito ao seu estado de conservação. O seu habitat são os estuários, rias e lagoas costeiras, arrozais, cursos de água. Nidifica em caniçais, onde faz o ninho sobre a água ou junto à água numa plataforma feita com caniços. Raramente usa as árvores para instalar o ninho. Faz uma única postura de 4 a 6 ovos azul-esverdeados, com 14 a 18 dias de incubação, entre Abril e Maio, as crias são indefesas e penugentas e fazem o primeiro voo entre os 42 e os 46 dias. Alimenta-se de peixes, insectos, crustáceos e anfíbios. Um agradecimento especial ao Jorge Silva, pela sua chamada de atenção para a sua presença no nosso "quintal".
(Fotografada em: 26.07.2008)
(Localização: 41°30'37.19"N - 8°45'49.09"O)
Espécie 86
EN

Peto-verde; Peto-real - Green Woodpecker

Picus viridis



ORDEM: Piciformes
FAMÍLIA: Picidae
GÉNERO:
Picus
ESPÉCIE: P. viridis
Esta linda ave tem um comprimento de 30 a 36 cm e uma envergadura de 45 a 51 cm, sendo o maior pica-pau existente no nosso território.
Faz a sua reprodução em bosques com árvores de folhas caducas ou mistos, em parques, em áreas agrícolas com pastagens. Possuem um bico forte e uma língua alongada para apanharem formigas, sua fonte principal de alimentação.
É comum no nosso território, mas um pouco difícil de observar bem, pois é muito cauteloso e tímido.
O ninho é feito num buraco numa árvore e tem 6 a 7 cm de entrada.
Um postura entre Abril e Maio, com 5 a 8 ovos brancos e incubação de 18 a 19 dias. As crias são indefesas e nuas e fazem o primeiro voo entre os 18 e os 21 dias.
A incubação é partilhada pelos dois progenitores, sendo que o macho ocupa essa tarefa exclusivamente durante a noite.
Estas fotos mostram dois juvenis, na primeira foto uma fêmea e na terceira uma macho. A distinção é feita pela cor dos bigodes, na fêmea pretos e no macho vermelhos.
(Fotografado em: 19.07.1008)
(Localização: 41°30'37.71"N - 8°45'55.82"O)
Espécie 85
LC

Rabirruivo; Rabirruivo-preto

Phoenicurus ochruros




ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO:
Phoenicurus
ESPÉCIE: P. ochruros
Ave com 14 a 16 cm de comprimento e relativamente comum. Estas fotos mostram uma fêmea.
É originário habitante de penhascos e terras montanhosas, tendo-se mudado para zonas urbanas mais baixas.
É sobretudo sedentário, mas invernante no Sul.
Os indivíduos das montanhas nidificam em falhas rochosas, buracos por baixo de pedras, enquanto os urbanos nidificam em buracos nas paredes e muros, debaixo de telhados, em celeiros.
O ninho é feito de ervas secas, plantas e musgo, podendo ser revestido por pêlo e penas.
Alimenta-se de insectos e suas larvas, aranhas e bagas.
Faz 2 a 3 posturas, entre Abril e Junho, com 4 a 6 ovos brancos e incubação de 12 a 16 dias.
As crias, indefesas e penugentas, efectuam o primeiro voo entre os 12 e os 19 dias.
(Fotografado em: 13.07.2008)
(Localização: 41°30'10.64"N - 8°46'5.43"O)
Espécie 84
LC

Maniola jurtina

Maniola jurtina



Esta borboleta pertence à família Nymphalidae (subfamília Satyrinae) e surge em Portugal em todo o território. Distribui-se também pelo norte de África, na Europa, com o arquipélago das Canárias incluído, e pela Ásia Menor até ao Irão.
Vive sobre gramíneas e faz a postura sobre ervas secas. Adopta uma estratégia designada Homocromia, que lhe permite passar despercebida num solo castanho. A lagarta, verde com pêlos dorsais grandes e curvados para trás, hiberna, libertando nesta altura uma substância que funciona como anticongelante.
Os adultos observam-se entre Março e Outubro. A sua envergadura varia entre os 44 e os 55mm, sendo a fêmea maior que o macho.
(Fotografado em: 28.06.2008)
(Localização: 41°29'51.36"N - 8°46'11.20"O)
Espécie 83

Pica-pau-malhado-grande - Great Spotted Woodpecker

Dendrocopos major
ORDEM: Piciformes
FAMÍLA: Picidae
GÉNERO:
Dendrocopos
ESPÉCIE: D. major
Mais uma vez peço desculpa pela qualidade da foto, mas como é a primeira vez que tive oportunidade de fotografar esta espécie, não quis deixar de partilhar, apesar de a fotografar a 700mm, com foco manual e sem tripé. A ave só me deu uns segundos para fotografar... Fica aqui só pelo registo da sua presença. Vamos ver se a consigo apanhar melhor, agora que sei por onde anda!
Esta linda ave com 23 a 26 cm de comprimento e 38 a 44 cm de envergadura, existe em todo o território nacional. A observação não é muito fácil porque está sempre alerta e é muito cautelosa. As áreas com abetos e pinheiros são as suas preferidas para reprodução já que as sementes das coníferas são um alimento muito importante, sobretudo no Inverno. A sua alimentação principal, para além das sementes, são os insectos, que procura por baixo das cascas de pinheiro, e por vezes também consome ovos e crias de outras aves.
O seu ninho é feito num buraco de árvore, entre os 3 e os 5 metros do solo, com um diâmetro na entrada de 5 a 6 cm, e por vezes com pedaços de madeira no fundo.
A sua postura é feita entre Maio e Junho, de 4 a 7 ovos brancos e com incubação de 16 dias.
As crias são nuas e indefesas e fazem o seu primeiro voo entre os 18 e os 21 dias.
(Fotografado em: 06.07.2008)
(Localização: 41°29'48.22"N - 8°46'16.88"O)
Espécie 82
LC

Tritão-de-ventre-laranja

Triturus boscai
É um Tritão pequeno, as fêmeas com 70 a 90 mm e os machos com 65 a 75mm. As larvas têm um comprimento de 20 a 30 mm.
Esta espécie pode permanecer na água todo o ano em algumas regiões, mas normalmente tem uma fase aquática que coincide com a época da reprodução e uma fase terrestre. Pode passar por fases de inactividade tanto no Inverno como no Verão, escondendo-se por baixo de pedras ou no fundo de habitats aquáticos.
Conforme as variações de latitude e altitude, a época de reprodução estende-se de Novembro a Julho. Nas zonas mais baixas e quentes mais cedo e nas zonas de montanha e mais frias, só depois de Abril se encontram os Tritões na água.
A maturidade é atingida entre os 2 e os 4 anos de idade, e sua longevidade pode ir até aos 9 anos na fâmea ou 6 anos no caso do macho.
O comportamento de cortejamento do macho é muito complexo e interessante de observar.
Os ovos, 100 a 250, aderem a plantas aquáticas, folhas ou outros objectos debaixo de água e a postura ocorre durante vários dias. Os locais escolhidos para a postura são normalmente locais onde a água tem uma corrente fraca ou está mesmo parada, com alguma vegetação aquática.
As larvas eclodem entre os 10 e os 20 dias. O seu período larvar depende muito de factores como a temperatura da água e a quantidade de alimento disponível.
Na fase aquática quer as larvas quer os adultos têm a mesma alimentação, pequenos invertebrados aquáticos. Na fase terrestre, as minhocas e as lesmas são o seu alimento preferencial. Os adultos são predados, sobretudo, por cobras. As larvas servem de alimento a larvas de libelinha (terríveis predadores), a salamandras e ao Tritão-marmorado.
Como meio de defesa, a fuga é o mais usado e conta também com secreções tóxicas que liberta das glândulas cutâneas.
(Fotografado: 2006)
(Localização: 41°30'16.65"N - 8°45'59.32"O)
Espécie 81
LC

Verdilhão, do ovo ao primeiro voo...

Esta sequência mostra um ninho de Verdilhão (Carduelis chloris), que foi instalado no jardim de um amigo meu.
A fotografia em que se vê um dos progenitores no ninho foi feita tendo entre a objectiva e o ninho, o vidro de uma janela e fotografando o reflexo num espelho (única forma de fazer a foto com os progenitores no ninho), daí tendo resultado uma imagem pouco nítida, mas que não quis deixar de mostrar, para completar a sequência. As últimas 3 fotografias foram feitas pelo meu amigo Raúl, dono do condomínio.

20.05.1008
04.06.2008
04.06.2008

04.06.2008

17.06.2008
19.06.2008
20.06.2008

Pirilampo; Vaga-lume

Lampyris noctiluca


Esta é uma das espécies de Pirilampos existentes em Portugal, a fêmea é ligeiramente maior que o macho e não possui asas.
Os machos são atraídos pelas fêmeas quando estas, através de um processo (oxidação biológica) transformam energia química em energia luminosa, sem produzir calor. A cor da luz varia de espécie para espécie. A emissão de luz da fêmea também aumenta o risco de ser detectada pelos seus predadores, por exemplo, aves e rãs.
A larva deste insecto luminescente é muito parecida com a fêmea adulta. As lesmas e os caracóis são o seu alimento principal, apesar de poderem comer criaturas muito maiores que ela, injectando-lhe um líquido que as paralisa. Durante os seis meses que dura o seu estado larval, a maior parte do tempo é passada debaixo da terra.
Na primeira foto foi usado flash e a segunda foi feita no modo nigth shot (visão nocturna).
(Fotografado em: 08/2007)
(Localização: 41°30'44.52"N - 8°46'58.42"O)
Espécie 80

Gafanhoto-migrador

Locusta migratoria

É um gafanhoto que se distribui pela Europa Meridional e África.
Alimenta-se de folhas de vários tipos de plantas e por vezes, em quantidades de muitos milhões, transformam-se em pragas que arrasam culturas à sua passagem, sobretudo em África. No entanto, também em África, é utilizado como grande fonte de proteínas na alimentação humana.
Tem variantes de cor, a fêmea verde e o macho acastanhado e mais pequeno que a fêmea. O revestimento do seu corpo é quitinoso para que perca pouca humidade.
Na maior parte das espécies europeias os indivíduos encontram-se sempre sozinhos.
São activos durante a actividade solar em todos os tipos de habitats, entre Julho e Setembro. Podem hibernar quando adultos, para reaparecer na Primavera.
(Fotografado: 2007)
(Localização: 41°30'44.78"N - 8°46'59.29"O)
Espécie 79

Tartaranhão-ruivo-dos-pauis; Águia-sapeira - Marsh Harrier

Circus aeruginosus
ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Accipitridae
GÉNERO:
Circus
ESPÉCIE: C. aeruginosus
Devo pedir desculpa pela qualidade da fotografia, mas não quis deixar de partilhar este avistamento, que não é comum. Houve alguma dificuldade na identificação, mas depois de recorrer à ajuda de especialistas, confirmou-se esta espécie.
É uma ave de rapina grande (43 a 45 cm de comprimento e 115 a 140 cm de envergadura), sendo a maior do grupo dos Tartaranhões e maior que a Águia-de-asa-redonda, esta, comum na nossa zona.
Reproduz-se em lagos e rios de água doce e pouco profunda. Alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, insectos, ovos.
O ninho é feito numa plataforma em caniçais altos. Faz 1 postura entre Abril e Maio, com 4 ou 5 ovos de cor branca-azulada, e incubação de 33 a 38 dias. As crias, indefesas e penugentas, fazem o seu primeiro voo entre os 35 e os 40 dias.
(Fotografado em: 17.05.2008)
(Localização: 41°30'46.77"N - 8°45'52.71"O)
Espécie 78
VU

Fuínha-dos-juncos; Fan-Tailed Warbler

Cisticola juncidis



ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLA: Cisticolidae
GÉNERO:
Cisticola
ESPÉCIE: C. juncidis
Ave pequena (10 a 11cm de comprimento), que se reproduz em áreas planas e abertas, erva alta ou campos. Evita as árvores preferindo zonas mais áridas.
É residente e o seu território estende-se desde a zona do Mediterrâneo através da Península Ibérica até às costas Francesas do canal da mancha.
Faz um ninho, tipo frasco, na base de vegetação rasteira.
Duas a três posturas entre Março e Maio, de 4 a 6 ovos azuis-claros com ou sem pintas escuras. As crias são nuas e indefesas.
Alimenta-se de insectos.
(Fotografado em: 09.06.2008)
(Localização: 41°30'26.99"N - 8°46'5.25"O)
Espécie 77
LC

Calopteryx virgo


Esta libelinha pertence à ordem Ordonata, uma ordem muito antiga de insectos. Existem dois grandes grupos:
Os Zigópteros que são mais pequenos e frágeis, com os dois pares de asas muito semelhantes entre si. São habitualmente designados por libelinhas, como é o caso nesta foto.
Por outro lado, os Anisópteros são espécies maiores, mais robustas, com as asas posteriores mais largas que as anteriores. São as libélulas.
As libelinhas e algumas libélulas fazem a postura no interior de plantas aquáticas. No entanto, a maior parte das libélulas deixa os ovos cair sobre a água ou sobre a vegetação submersa.
O desenvolvimento dos ovos pode demorar alguns dias ou alguns meses, tudo depende das espécies ou das condições ambientais.
As larvas nascem na Primavera ou no Verão e o seu crescimento pode durar apenas algumas semanas nas libelinhas, enquanto que nas libélulas pode prolongar-se por dois ou mais anos.
As larvas alimenta-se de vermes, crustáceos, larvas de outros insectos, larvas e girinos de anfíbios e até pequenos peixes.
A metamorfose final dá-se na vegetação das margens fora da água. Depois de um pequeno período de repouso, a pele da larva rasga-se deixando sair a cabeça e o tórax do animal adulto. Uns minutos depois é a vez do abdómen se libertar do invólucro. Depois, as asas estendem-se e o corpo engrossa até alcançar o tamanho normal.
A Calopteryx virgo vive em ribeiras de águas correntes bem oxigenadas, onde os adultos podem ser avistados até ao final do Verão. As suas larvas hibernam no meio de raízes submersas e só na
Primavera seguinte é que se transformam em adultos.
São insectívoros como todos os Odonatos e passam o dia a caçar moscas, mosquitos, abelhas, borboletas e até outros Odonatos de tamanho inferior. As presas são capturadas em voo sobre a água ou entre a vegetação.
Estes insectos são alimento para aves como as andorinhas, os abelharucos, os patos, as garças, alguns falcões ou o guarda-rios.
A vida adulta destes insectos é normalmente muito curta, apenas alguns meses entre a metamorfose primaveril e os primeiros tempos frios do Outono, exceptuando algumas espécies raras cujos adultos hibernam. Os adultos imaturos por vezes afastam-se bastante do ambiente aquático onde nasceram, comportamento que deve estar relacionado com a procura de novos territórios.
(Localização: 41°30'37.89"N - 8°45'33.05"O)
Espécie 76

Pholidoptera griseoaptera


Da ordem Orthoptera e família Tettigoniidae, o Pholidoptera griseoaptera é um gafanhoto que tem como principal característica o facto de as fêmeas não possuirem asas, como é o caso nesta fotografia. A fêmea possui uma espécie de espigão (oviscapto), também visível na foto, em forma de espada, que serve para introduzir os ovos no solo.
Nesta foto a opção de manter a mão perto do Gafanhoto, serve para se ter uma noção da sua dimensão.
(Localização: 41°30'19.30"N - 8°46'27.15"O)
Espécie 75

Toutinegra-dos-valados - Sardinian warbler

Sylvia melanocephala

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Sylviidae
GÉNERO:
Sylvia
ESPÉCIE: S. melanocephala
Também conhecida por Toutinegra-de-cabeça-preta, esta ave, essencialmente residente, tem como território na Europa as essencialmente as regiões mediterrânicas, estendendo-se até à Síria e à Jordânia, estando limitada em África até Marrocos e até aos 2400 metros de altitude das montanhas Atlas. O seu território tem sido alargado desde o final do sec. XIX, desde Malta ao sopé dos Alpes italianos, o sul de França, a Bulgária e a Roménia.
Reproduz-se em arbustos altos e matas abertas com muita vegetação arbustiva. Faz um ninho em forma de taça normalmente junto à base de arbustos densos.
Faz 2 posturas entre Março e Maio, com 3 a 4 ovos brancos de tonalidade variável, com pintas castanhas. A incubação dura 13 a 14 dias, e as crias, indefesas e nuas, fazem o seu primeiro voo aos 11 dias.
Alimenta-se de insectos.
(Fotografado em: 01.06.2008)
(Localização: 41°30'12.31"N - 8°46'2.35"O)
Espécie 74
LC

Licranço; Cobra-de-vidro

Anguis fragilis



ORDEM: Squamata
SUBORDEM: Sauria
FAMÍLIA: Anguidae
GÉNERO:
Anguis
ESPÉCIE: A. fragilis
Apesar do seu aspecto, e de ser vulgarmente conhecida como tal, este animal não é uma cobra. Trata-se, na verdade, de um lagarto. É um réptil da ordem dos Sáurios, com membros ausentes e pertence à família dos Anguídeos. E das características que distinguem as cobras dos lagartos destacam-se as seguintes:
- os lagartos possuem pálpebras móveis e as cobras não;
- a língua dos lagartos é dividida em vez de bifurcada, como nas cobras;
- na troca da pele dos lagartos, esta sai em farrapos, em vez da pele inteira, como ocorre nas cobras.
Os adultos podem medir, em alguns casos, 50cm de comprimento. Julga-se que será o lagarto com maior longevidade, havendo registos de indivíduos que viveram até aos 54 anos, em cativeiro.
Encontra-se activo desde Março até Novembro, sendo bastante tolerante ao frio comparada com outros répteis. Durante o período de reprodução (entre Abril e Junho) podem ocorrer lutas entre os machos.
Entre Agosto e Outubro, nascem 6 a 22 crias plenamente desenvolvidas, pois esta espécie é ovovivípara. Os machos atingem a sua maturidade sexual aos 3 anos de idade e as fêmeas entre os 4 e os 5 anos. As fêmeas sexualmente maduras não se reproduzem todos os anos.
Alimenta-se de lesmas, caracóis, minhocas, aranhas e insectos, por isso são facilmente observados em jardins e campos com ervas. Os seu principais predadores são, mamíferos (lontras, raposas, ginetas, texugos, javalis), aves de rapina, cobras e o sardão. É uma espécie completamente inofensiva e usa como mecanismo de defesa a sua capacidade de autotomia da cauda (largar a cauda).
Tem hábitos crepusculares e nocturnos, apesar de se avistar de dia com muita frequência quando as condições de humidade e temperatura são favoráveis.
É muito útil nos jardins, pois ajuda a eliminar pragas de lesmas e caracóis. Há jardineiros que deixam em determinadas zonas dos jardins placas de zinco e plásticos pretos, para que o Licranço se esconda por baixo, aproveitando o calor armazenado nesses locais, e no crepúsculo parta para a caça.
(Fotografado em: 23.05.2008)
(Localização: 41°30'38.39"N - 8°46'3.10"O)
Espécie 73
LC

Pernilongo - Black-Winged Stilt

Himantopus himantopus

ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Himantopus
ESPÉCIE: H. himantopus
Esta ave limícola de tamanho médio, é extremamente elegante graças às suas pernas que podem medir até 17 cm.
É uma ave que nos visita no Verão, apesar de haver indivíduos que permanecem ao longo de todo o ano principalmente no Sul de Portugal. As aves que passam por cá o verão invernam sobretudo em África, a norte do equador, começando a chegar ao nosso território, muitas vezes, a partir de meados de Dezembro e partindo em finais de Julho.
Estende-se por todo o litoral, sendo mais comum no sul do país, ocorrendo também no interior principalmente no Alentejo.
Habita em salinas, lagoas costeiras, terrenos alagados e pauis, charcos, barragens e pisciculturas.
Alimenta-se de invertebrados, sobretudo aquáticos, como: insectos aquáticos e suas larvas, borboletas e suas larvas, gastrópodes, vermes, aranhas, bivalves), também se alimenta de girinos, peixes e seus ovos. Raramente também consome sementes.
O ninho é feito em zonas de água pouco profunda, ficando normalmente, exposto.
Faz uma postura de de 3 a 5 ovos castanho-amarelados com pintas pretas. A incubação tem a duração de 24 a 26 dias e as crias, activas e penugentas, fazem o seu primeiro voo aentre os 28 e os 32 dias.
(Fotografado em: 12.05.2208)
(Localização: 41°30'41.12"N - 8°45'48.96"O)
Espécie 72
LC

Felosa-poliglota - Melodious Warbler

Hippolais polyglotta



ORDEM: Passeriformes
FAMÍLA: Sylviidae
GÉNERO:
Hippolais
ESPÉCIE: H. polyglotta
Esta pequena ave, 12 a 13 cm de comprimento, é muito semelhante à Felosa-amarela, reproduz-se em florestas caducidófilas com vegetação arbustiva e clareiras e também em vegetação mais baixa (silvas, urzes-brancas, framboeseiras) com árvores dispersas. Visita-nos no Verão e inverna em África.
Faz o ninho em forma de taça na bifurcação de um ramo. Faz a postura entre Maio e Junho, com 4 ovos rosados com manchas pretas, e a incubação dura 12 a 13 dias. As crias, nuas e indefesas, fazem o primeiro voo aos 12 dias.
Alimenta-se de insectos.
(Fotografado em: 01.05.2008)
(Localização: 41°30'39.34"N - 8°45'58.95"O)
Espécie 71
LC

Chapim-rabilongo - Long-Tailed Tit

Aegithalos caudatus

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLA: Aegithalidae
GÉNERO: Aegithalos
ESPÉCIE: A. caudatus
Esta ave tem um comprimento de 13 a 15 cm, dos quais, 7 a 9 cm na cauda. Reproduz-se em locais com muitos arbustos, bosques mistos ou de árvores caducidófilas, com vegetação arbustiva variada. É residente e bem distribuído no nosso território.
O ninho, feito na divisão de um ramo, é uma estrutura esférica com uma pequena abertura. Tem umas paredes de 2,5 a 3 cm de espessura, tecidas com musgo, líquenes e cascas de árvores. A parte exterior é coberta com teias de aranha e crisálidas de insectos, constituindo uma camuflagem perfeita. É construído pelo macho e pela fêmea e demoram 9 a 13 dias para o concluir. Faz uma a duas posturas entre Março e Abril, com 8 a 12 ovos brancos e a incubação feita pelo casal de forma revezada, tem a duração de 12 a 14 dias. As crias são indefesas e nuas e fazem o seu primeiro voo entre os 14 e os 18 dias. As crias da primeira postura, ajudam os progenitores a alimentar as mais novas.
Alimentam-se de insectos e sementes.
(Fotografado em: 01.05.2008)
(Localização: 41°30'37.88"N - 8°45'32.68"O)
Espécie 70
LC

Maçarico-galego - Whimbrel

Numenius phaeopus



ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLA: Charadriidae
GÉNERO:
Numenius
ESPÉCIE: N. phaeopus
ve de tamanho médio, com 40 a 42 cm de comprimento e 76 a 89 cm de envergadura.
No nosso território é invernante e migradora de passagem duplamente, entre Abril e Maio na migração pré-nupcial e entre Agosto setembro na migração pós-nupcial. Alguns indivíduos não reprodutores permacem por cá durante o período estival.
Reproduz-se na Escócia, Islândia e Escandinávia.
Encontra-se sobretudo na orla costeira em estuários, salinas, terrenos alagados e arrozais.
Alimenta-se de caranguejos e outros crustáceos, moluscos e menos frequentemente de pequenos peixes, répteis e até aves. Sonda o terreno em busca da comida, com o bico, na maré vaza.
Entre Maio e Junho, faz somente uma postura de 4 ovos castanho-esverdeados, com manchas castanhas. O período de incubação é de 25 a 28 dias e as crias, activas e penugentas, estão prontas a voar aos 35-45 dias.
(Fotografado em: 25.04.2008)
(Localização: 41°31'15.90"N - 8°46'58.87"O)
Espécie 69
VU

Alvéola-amarela - Yellow Wagtail

Motacilla flava


ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Passeridae
GÉNERO:
Motacilla
ESPÉCIE: M. flava
Esta ave que nos visita entre Abril e Setembro,depois de passar o Inverno em África, mede cerca de 16 cm e reproduz-se pântanos, prados alagados, margens de lagos e clareiras alagadas. Esta ave aqui representada é da subespécie iberiae, uma das, pelo menos, 8 subespécies conhecidas na Europa.
Alimenta-se de insectos e suas larvas que apanha no solo.
Faz um ninho em forma de taça, no solo, escondido sob a vegetação. Faz uma ou duas posturas anuais com 5 a 6 ovos acinzentados, com manchas castanho-escuras, entre Maio e Junho e a incubação tem a duração de 12 a 14 dias. As crias fazem o seu primeiro voo aos 17 dias e são penugentas e indefesas.
(Fotografado em: 25.04.2008)
(Localização: 41°30'54.93"N - 8°46'35.23"O)
Espécie 68
LC

Chasco-cinzento - Wheater

Oenanthe oenanthe



ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO:
Oenanthe
ESPÉCIE: O. oenanthe
Ave com 15 a 15,5 cm de comprimento e visitante estival no nosso território, encontrando-se entre Março e Outubro.
Raramente pousa mais alto que um rochedo ou uma cerca. Reproduz-se em campos abertos, com prados e pedregosos, prados litorais, terrenos agrícolas com muros de pedra. No Sul da Europa reproduz-se a grandes altitudes nas zonas alpinas.
Esta ave inverna na África tropical, mesmo as aves que nidificam na Gronelândia e no Canadá, o que faz desta ave uma espécie migradora de longa distância, cruzando oceanos de forma ininterrupta. Alimenta-se de insectos e aranhas que captura no solo.
Faz o ninho em buracos, fendas de rochedos, muros de pedra e até tocas de coelho. Uma a duas posturas entre Abril e Maio, com 5 a 6 ovos, azuis muito claros, com incubação de 14 dias. As crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo aos 15 dias.
(Fotografado em: 24.04.2008)
(Localização: 41°30'40.21"N - 8°45'58.58"O)
Espécie 67
LC

Vespa-escavadora - Sand Wasps

Bembix sp

Esta vespa pertence à Ordem dos Hymenoptera e à família Crabronidae.
São solitárias, ou seja, não são sociais. Escavam pequenos túneis, geralmente em solo arenoso, onde escondem várias lagartas vivas, mas paralisadas por veneno, que servem de alimento para as suas larvas.
Quando se reunem condições várias fêmeas podem escavar os seu túneis próximos uns dos outros, o que faz com que uma espécie de moscas se aproximem e acabem por ser predadas.
(Fotografado em: 21.11.2008)
(Localização: 41°31'7.25"N - 8°46'55.90"O)
Espécie 66

Pyrrhocoris apterus


O Pyrrhocoris apterus é um percevejo muito abundante e característico pelas suas cores preta e vermelha. Vive nos relvados, bosques e matagais e alimenta-se da seiva das plantas. Pertence à ordem Hemiptera e à família Pyrrhocoridae. Mede 10 a 12 mm.
Os adultos hibernam reaparecendo nos meses mais quentes da Primavera e do Verão. No princípio da Primavera, podem-se observar agrupados em colónias, normalmente jumto de árvores velhas, sendo curioso o facto de a temperatura no centro destes grupos ser vários graus mais elevada do que na periferia.
(Fotografado em: 13.04.2008)
(Localização: 41°30'5.93"N - 8°46'3.39"O)
Espécie 65

Aranha-de-Jardim

Araneus diadematus

As aranhas, ao contrário do que muita gente pensa, não são insectos distinguindo-se destes porque têm 4 pares de patas, não possuem asas ou antenas e o seu corpo divide-se em duas partes. (Estão, neste Blog no capítulo dos insectos enquanto a quantidade de imagens não justificar uma capítulo próprio).
São animais artrópodes que pertencem à ordem Araneae da classe dos aracnídeos.
Esta aranha em particular é totalmente inofensiva e a sua picada, provocada, provoca apenas uma dor ligeira.
A fêmea pode, no fim da cópula, devorar o macho.
A partir da teia desta espécie, foi criado o Biosteel, aço biológico que tem a particularidade de ser mais resistente 5 vezes e mais flexível 30 vezes, do que a liga mineral. Este material está ser desenvolvido para fardamentos militares e para blindagem de carros de combate e aeronaves.
(Fotografado em: 05.04.2008)
(Localização: 41°30'40.87"N - 8°46'1.67"O)
Espécie 64

Pardal-comum - House Sparrow

Passer domesticus

Macho

Fêmea
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Passeridae
GÉNERO:
Passer
ESPÉCIE: P. domesticus
Uma ave bastante conhecida e comum, com comprimento que varia entre os 14 e os 15 cm. É uma ave residente e bem distribuída por todo o território nacional, formando grandes bandos depois das colheitas de Verão.
Nidifica por baixo de telhas, condutas de ar, recantos de edifícios, muros e por vezes em árvores. Faz 2 a 3 posturas, entre Abril e Junho, com incubação que varia entre os 11 e os 14 dias. Os ovos são cinzentos manchados. As crias, nuas e indefesas, efectuam o seu primeiro voo aos 15 dias.Alimentam-se de sementes, insectos, pão e até de restos da nossa comida, como o arroz, por exemplo.
(Fotografado em: 19.04.2008)
(Localização: 41°30'39.53"N - 8°46'7.47"O)
Espécie 63
LC

Lagartixa-do-mato

Psammodromus algirus

ORDEM: Squamata
SUBORDEM: Sauria
FAMÍLIA: Lacirtadae
GÉNERO:
Psammodromus
ESPÉCIE: P. algirus
É a maior lagartixa do seu género, podendo o corpo atingir 9 cm e a cauda o dobro do tamanho do corpo, excepto quando regenerada, como é o caso nesta foto. Provavelmente este indíviduo largou a cauda para evitar ser predado.
Esta espécie estende-se desde o sul da Europa ocidental até ao norte de África. Encontra-se em todo o país.
Apesar de se dar bem numa grande variedade de habitats, é nos bosques e matas mediterrânicas que é mais comum.
É essencialmente insectívora, alimentando-se de aranhas, formigas, escaravelhos e gafanhotos. Por vezes também se alimenta de sementes e pequenas lagartixas, mesmo da sua espécie.
Reproduz-se na Primavera até ao início do Verão.
O período de postura, entre Maio e Julho, pode incluir 2 ou 3 posturas diferentes, com 2 a 11 ovos, com cerca de 13 mm de comprimento. O período de incubação dura 2 a 3 meses, e a eclosão acontece entre Agosto e Outubro. Em liberdade pode viver até aos 7 anos.
(Fotografado em: 13.04.2008)
(Localização: 41°29'51.75"N - 8°45'54.37"O)
Espécie 62
LC

Perdiz-comum - Red-Legged Partridge

Alectoris rufa


ORDEM: Galliformes
FAMÍLIA: Phasianidae
GÉNERO:
Alectoris
ESPÉCIE: A. rufa
Esta ave residente, com um comprimento que varia entre os 32 e os 35 cm, reproduz-se sobretudo em terras baixas, em diversos habitats onde se incluem os pastos, urzais, terrenos de cultivo rochosos ou arenosos não lavrados e com vegetação rasteira, prados costeiros.
É muito cautelosa e foge rapidamente quando incomodada. Voa apenas quando é pressionada e rente ao solo.
É gregária, avistando-se quase sempre mais do que um indivíduo.
O seu ninho é feito numa concavidade no solo. Faz 1 ou 2 posturas, entre Abril e Maio, com 10 a 16 ovos amarelados com manchas avermelhadas. A incubação tem a duração de 23 a 25 dias, com a particularidade de muitas vezes haverem dois ninhos, um incubado pela fêmea e o outro pelo macho. As crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo mais ou menos aos 10 dias.
Alimenta-se de sementes, folhas e insectos.
(Fotografado em: 13.04.2008)
(Localização: 41°30'17.01"N - 8°46'19.00"O)
Espécie 61
LC

Escrevedeira-de-garganta-preta - Blach-Headed Bunting

Emberiza cirlus

Macho
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Emberizidae
GÉNERO:
Emberiza
ESPÉCIE: E. cirlus

Ave com um comprimento que varia entre os 15,5 e os 16,5 cm, e habita em campos e sebes, charnecas, margens dos bosques. Pousa tanto na vegetação como no solo. É residente, mas tem-se observado algum declínio em algumas áreas.
A fêmea pode ser confundida com a fêmea da Escrevedeira-amarela.
Nidifica no meio de moitas a baixa altura, e o ninho tem a forma de taça.
Faz 2 a 3 posturas entre Maio e Junho, com 3 a 4 ovos brancos com manchas pretas. A incubação tem a duração de 11 a 13 dias, e as crias, indefesas e penugentas, fazem o seu primeiro voo aos 12 dias.
Alimenta-se de sementes e bagas.
(Fotografado em: 13.04.1008)
(Localização: 41°30'6.48"N - 8°46'2.85"O)
Espécie 60
LC

Melro-preto - Blackbird

Turdus merula


ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
SUBFAMÍLIA: Turdinae
GÉNERO:
Turdus
ESPÉCIE: T. merula
Ave com 25 cm de comprimento, residente e bem distribuida.
Habita em jardins e parques, bosques de folhas caduca e mistos e charnecas. Alimenta-se de vermes, insectos, bagas e frutas.
Uma a duas posturas por ano, entre Março e Maio, com 4 a 6 ovos azul-claros com manchas avermelhadas. A incubação é de 11 a 17 dias e as crias indefesas e penugentas efectuam o primeiro voo entre os 12 e os 19 dias.
(Fotografado em: 12.04.2008)
(Localização: 41°30'41.18"N - 8°46'0.76"O)
Espécie 59
LC

Papa-ratos - Squacco Heron

Ardeola ralloides



ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Ardeidae
GÉNERO:
Ardeola
ESPÉCIE: A. ralloides
Esta ave visita-nos entre Março e Setembro, apesar de haver alguns registos no Inverno. Os indivíduos que nidificam em Portugal passam o Inverno no Norte de África até às regiões a sul do Saara.
Está classificada em Portugal como uma ave muito rara.
Habita em arrozais, cursos de água, pauis e zonas costeiras.
A sua alimentação baseia-se em larvas de insectos, pequenos peixes e anfíbios. Às vezes também se alimenta de insectos, aranhas, moluscos e crustáceos e ocasionalmente de pequenas aves. Obtém o alimento caminhando nas águas pouco profundas, ou ficando imóvel à espera.
Reproduz-se em colónias, normalmente associada a outros tipos de garças, entre Maio e Junho. Faz uma postura de 4 a 6 ovos, azul-esverdeados, com incubação de 24 dias e as crias indefesas e penugentas fazem o seu primeiro voo ao fim de 40 dias, aproximadamente.
(Fotografado em: 12.04.2008)
(Localização: 41°30'42.39"N - 8°46'0.67"O)
Espécie 58
CR

Pintarroxo - Linnet

Carduelis cannabina

Macho

Fêmea
ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Fringillidae
GÉNERO:
Carduelis
ESPÉCIE: C. cannabina
Ave com 14 cm, aproximadamente, que habita em paisagens abertas, com sebes e arbustos. As zonas de frutíferas, os jardins e parques, também são zonas da sua preferência.
Alimenta-se de plantas herbáceas e sementes.
Nidifica sob sebes, arbustos ou árvores jovens. Quase sempre faz 2 posturas, entre Abril e Junho, com 4 a 6 ovos azul-claros com manchas avermelhadas. A incubação é de 10 a 14 dias e as crias, indefesas e penugentas, fazem o seu primeiro voo entre os 14 e os 17 dias.
(Fotografado em o5.04.2008)
(Localização: 41°30'35.76"N - 8°45'45.59"O)
Espécie 57
LC

Lugre - Siskin

Carduelis spinus



ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Fringillidae
GÉNERO:
Carduelis
ESPÉCIE: C. spinus
Este pequeno fringilídeo, 11 a 12,5 cm, habita em charnecas, sebes e bosques. Nidifica quase sempre em ramos exteriores de pinheiros, a 5 metros de altura.
Faz uma a duas posturas, entre Abril e Maio, com 4 a 6 ovos azul-claros e manchas avermelhadas, com incubação de 11 a 14 dias. As crias são indefesas e penugentas e efctuam o primeiro voo ao fim de 13 a 15 dias. Alimentam-se de sementes e, para criar os juvenis, também de insectos.
(Fotografado em 09.03.2008)
(Localização: 41°30'19.11"N - 8°46'8.33"O)
Espécie 55
LC

Rola-turca - Collared Dove

Streptopelia decaocto

ORDEM: Columbiformes
FAMÍLIA: Columbidae
GÉNERO:
Streptopelia
ESPÉCIE: S. decaocto
Ave com 31 a 34cm de comprimento, que se reproduz próximo de quintas, em cidades, parques, jardins, onde houver árvores densas para que possa nidificar. Invadiu a Europa nas últimas décadas. É residente e está a sofrer algum declínio. Alimenta-se de sementes e grãos.
Pode fazer 2 a 5 posturas de 2 ovos brancos, entre Março e Setembro, o período de incubação é de 14 dias, e as crias, indefesas e penugentas, efectuam o primeiro voo aos 18 dias.
(Fotografado em 08.03.2008)
(Localização: 41°30'39.47"N - 8°46'5.61"O)
Espécie 54
LC

Fuselo - Bar-tailed Godwit

Limosa lapponica

ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Limosa
ESPÉCIE: L. lapponica

Esta ave do tipo límicola, com um comprimento entre os 36 e os 40cm, habita nos estuários e praias e pântanos de água doce. É um migrador e um numeros visitante invernal. Reproduz-se no extremo norte da Escandinávia.
O seu ninho é uma cavidade revestida no solo.
Os seus ovos, provenientes de uma postura feita entre Maio e Junho, em número de 4 e de cor de azeitona com manchas castanhas, têm uma incubação de 21-21 dias.
Alimenta-se de moluscos e vermes.
(Fotografado em 19.09.2007)
(Localização: 41°31'43.39"N - 8°47'18.56"O)
Espécie 53
LC

Chapim-carvoeiro; Chapim-preto - Coal Tit

Parus ater

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Paridae
GÉNERO:
Parus
ESPÉCIE: P. ater

É o mais pequeno de todos os chapins. Reproduz-se sobretudo em bosques de coníferas, geralmente com alguns abetos altos e, localmente, em florestas de pinheiros ou mistas.
Faz o seu ninho em forma de taça em buracos de árvores e por vezes no meio de raízes ou nas rochas.
A postura entre Abril e Maio, é de 7 a 9 ovos brancos com manchas avermelhadas, e a incubação tem a duração de 14 a 18 dias. As crias são indefesas e penugentas e efectuam o primeiro voo entre os 16 e os 19 dias de vida.
A sua alimentação são, essencialmente, insectos e sementes.
(Fotografado em 29.02.2008)
(Localização: 41°29'51.58"N - 8°45'54.70"O)
Espécie 52
LC

Almirante-vermelho

Vanessa Atalanta

Borboleta da família Nymphalidae, os machos e fêmeas são semelhantes na sua aparência. A envergadura dos machos é de 62-73 mm e das fêmeas de 70-76 mm.
Durante os meses mais frios, o Almirante Vermelho migra para paragens mais amenas e pode chegar a percorrer mais de 2000 km para encontrar um ambiente mais favorável à sua sobrevivência. É um voador poderoso, podendo mesmo deslocar-se durante a noite.
Esta é uma das maiores borboletas da América do Norte e Europa. Está presente na Europa meridional, no Norte de África e na Ásia. Em Portugal é bastante frequente podendo ser observada em todo o País.
Os adultos preferem espaços abertos com flores, bosques, prados, jardins e florestas pouco densas.
Esta espécie usa técnicas de camuflagem para escapar aos seus predadores. Quando pousa em campo aberto e em rochas mantém as asas fechadas camuflando-se devido às cores que possui na face inferior das asas. Quando pousa em locais com flores mantém as asas abertas confundindo os predadores com o colorido da paisagem. Alimentam-se de folhas de urtiga, pequenas lagartas, néctar de flores e partes de frutas em decomposição.
A denominação Almirante Vermelho deve-se ao facto de as suas cores fazerem lembrar divisas da farda naval americana. (Adpatado de Wikipédia)
(Fotografado em 29.02.2008)
(Localização: 41°30'36.39"N - 8°45'48.42"O)
Espécie 51

Peneireiro-vulgar - Kestrel

Falco tinnunculus

ORDEM: Falconiformes
FAMÍLA: Falconidae
GÉNERO:
Falco
ESPÉCIE: F. tinnunculus
Ave de rapina com 33 a 36 cm de comprimento. O seu habitat são campos de cultivo, charnecas, povoações, escarpas, florestas e pântanos. É solitário, voa em alto em círculos e peneira.
Faz o ninho em saliências rochosas, em árvores ou cavidades em edifícios.
Uma postura entre Abril e junho, com 4 a 5 ovos brancos sarapintados de castanho. A incubação tem a duração de 27 a 29 dias, as crias são indefesas e penugentas e fazem o seu primeiro voo entre os 27 e 39 dias.
Alimenta-se de pequenos mamíferos e aves.
Residente comum e bastante disseminado.
(Fotografado em 28.02.2008)
(Localização: 41°30'10.76"N - 8°46'4.38"O)
Espécie 50
LC

Marrequinha-de-coleira - Ringed Teal

Callonetta leucophrys



ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Callonetta
ESPÉCIE: C. leucophrys

Espécie exótica originária da América do Sul, oriunda da Bolivia, do sul do Brasil, norte da Argentina e Uruguai, este indivíduo está anilhado, e provavelmente será uma fuga de cativeiro.
Fotografado em 25.02.2008)
(Localização: 41°30'46.97"N - 8°46'10.44"O)
Espécie 49

Tordo-comum, Tordo-musical - Song Thrush

Turdus philomenos

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Turdidae
GÉNERO:
Turdus
ESPÉCIE: T. philomenos
ve com um comprimento variável entre os 22 e os 24 cm, que habita sobretudo em jardins, charnecas. bosques e campos.
Alimenta-se sobretudo de vermes, caracóis, insectos e bagas.
Faz o ninho, em forma de taça, em árvores ou moitas. Com 2 a 3 posturas entre Março e Junho, de 4 a 6 ovos azul-claros e manchas pretas, a incubação tem a duração de 11 a 15 dias. As crias, indefesas e penugentas, fazem o seu primeiro voo entre os 12 e os 16 dias. Atingem a idade adulta ao fazer o primeiro ano.
A Portugual acorrem indivíduos da Escandináva, Alemanha, Suíça, Polónia, do Reino Unido e Irlanda. Há também indivíduos que migram inicialmente para os Países Baixos, Bélgica e Noroeste de França, deslocando-se em Dezembro/Janeiro para Portugal e Espanha.
A migração para Sul começa em Agosto, sendo o período mais forte de Setembro a Novembro. Regressam a Norte entre finais de Março e meados de Abril, às vezes mais tarde. Esta ave só migra quando é necessário e só quando as condições não são favoráveis, não permitindo sobrevivência.
É uma espécie monogâmica e a formação de novos pares, ao que parece, está dependente da migração.
Durante a época de reprodução, o canto do macho concentra-se durante o início da manhã e o fim da tarde, para demarcar o seu território que defendende de modo agressivo na presença de intrusos.
É uma espécie que tende a ser solitária, com excepção da altura de migração onde podem ser observados grandes bandos.
(Fotografado em 24/02/2008)
(Localização: 41°30'40.87"N - 8°46'1.67"O)
Espécie 48
LC

Garça-boieira; Carraceiro - Cattle Egret

Bubulcus ibis


ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLA: Ardeidae
GÉNERO:
Bubulcus
ESPÉCIE: B. ibis
Garça de tamanho médio, que pode efectuar movimentos de dispersão de alguma amplitude desde o local onde nidifica.
É muito comum e residente em Portugal, podendo no entanto haver uma migração parcial para o norte de África durante o Invermo.
Frequenta zonas abertas de vegetação rasteira. Pastagens, cursos de água, prados húmidos, arrozais, pauis.
Alimenta-se principalmente de insectos, mas também os moluscos e girinos, peixes, répteis e pequenos mamíferos, fazem parte da sua alimentação. No Inverno é frequente a sua visita a lixeiras para se alimentar. Está associada ao gado, pois alimenta-se dos animais que este vai espantando.
O ninho é instalado em caniçais, arbustos ou árvores.
As posturas podem ir até três, mas o comum é uma postura única de 4 a 5 ovos. A incubação é de 22 a 26 dias, e as crias fazem o seu primeiro voo aos 30 dias aproximadamente.
As suas colónias são frequentemente destruídas, pois os lavradores acusam estas aves de poluiremc om os seus dejectos os locais onde o gado vai beber, de serem transmissoras de doenças, entre outras coisas. Cientificamente estas acusações não têm qualquer fundamento.
(Fotografado em 16/02/2008)
(Localização: 41°30'46.67"N - 8°46'2.19"O)
Espécie 47
LC

Lagartixa-de-Bocage, Lagartixa, Sardanisca

Podarcis bocagei

ORDEM: Squamata
FAMÍLIA: Lacertidae
GÉNERO:
Podarcis
ESPÉCIE: P. bocagei
Lagartixa de tamanho médio, com cerca de 7 cm de comprimento cabeça-corpo.
A sua actividade inicia-se em Fevereiro-Março e porlonga-se normalmente até Novembro. Se a temperatura não descer abaixo dos 10ºC podem ser encontrados indivíduos activos todo o ano.
O acasalamento dá-se entre Março e Julho. A postura é de dois a nove ovos e tem a duração de dois a três meses. Os 0vos eclodem entre Junho e Setembro.
Tem uma longevidade máxima de quatro anos.
Alimentação insectívora, alimentando-se principalmente de aranhas e escaravelhos.
As cobras, os sardões e algumas rapinas, nomeadamente o peneireiro-vulgar, são os seus principais predadores. Usa como principais mecanismos de defesa, a fuga e a capacidade de separar a cauda do corpo.
Bem distribuída numa grande variedade de habitats, mesmo em zonas de grande densidade populacional. Ocorre no entanto, em bosques de caducifólias em áreas de matos e zonas abertas, seu habitat mais característico. Em Portugal ocorre desde o nível do mar até aos 1500 mt de altitude, na Serra do Gerês.
É uma espécie endémica da Península Ibérica.
(Fotografado em 02.06.2007)
(Localização: 41°30'25.98"N - 8°46'15.38"O)
Espécie 46
LC

Alvéola-branca - White Wagtail

Motacilla alba



ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Passeridae
SUBFAMÍLIA: Motacillinae
GÉNERO: Motacilla
ESPÉCIE: M. alba
Tem um comprimento de 17 cm, mais ou menos, é observada, habitualmente, junto de massas de água permantentes ou temporárias, campos e jardins e parques, embora a sua capacidade de adaptação lhe permita oucpar biótopos mais secos.
O ninho é uma estrutura consideravelmente grande, feito com galhos, lâminas de relva e folhas.
Tem duas posturas, Abril e Junho, de 5 a 6 ovos cinzentos com manchas castanhas, e uma incubação de 12 a 14 dias, as crias são indefesas e penugentas e efctuam o primeiro voo entre os 13 e os 16 dias. A sua alimentação é essencialmente à base de insectos.
As populações do sul e oeste europeus não são migratórias, mas as dos restantes territórios migram para o Mediterrâneo e para a África tropical.
(Fotografado em 28.09.2007)
(Localização: 41°30'42.20"N - 41°30'42.20"N)
Espécie 45
LA

Malhadinha

Pararge aegeria

Esta espécie elege as gramíneas secas como fiéis depositárias dos seus ovos, postos isoladamente. Habita locais húmidos, escuros e com vegetação abundante, nas margens de rios.
Os machos são muito territoriais, e podem ser vistos a executar voos verticais espiralados com outros machos que tenham invadido os seus domínios.
A borboleta Pararge aegeria possui marcas circulares nas asas posteriores, chamadas ocelos, que chamam a atenção das aves predadoras. Se uma ave bica essa marca, ou se arranca um pedaço da asa nessa região, ela não compromete a integridade da borboleta - apesar do ataque, ela pode continuar a voar.
Esta espécie não está ameaçada, apesar de ter desaparecido das florestas transformadas em monoculturas.
(Fotografado em 10.08.2008)
(localização: 41°30'36.04"N - 8°45'39.67"O)
Espécie 44

Abelhão


Abelha da família Apidae e do género Bombus, espécie bombus sp.

Albert Einstein terá dito em tempos: "se as abelhas desaparecerem, ao homem restarão apenas quatro anos de vida". Esta previsão catastrofista, associada à mais recente explicação científica para o actual e repentino declínio das colónias de abelhas, não traz boas notícias para a sobrevivência da espécie humana.A teoria é surpreendente. Mas pode ajudar a explicar um dos fenómenos naturais mais misteriosos de sempre: o desaparecimento súbito de muitas comunidades de abelhas. Os cientistas acreditam que na radiação dos telemóveis e outros aparelhos do género pode estar a causa deste problema que começou nos Estados Unidos no Outono, já se espalhou pela Europa, atingindo agora vários países, entre os quais Portugal. Há dias, discutiu-se a sua chegada ou não a Inglaterra. John Chapple, um dos maiores apicultores de Londres anunciou recentemente que 23 das suas 40 colmeias foram, repentinamente, abandonadas.Segundos os investigadores, a radiação dos telefones móveis interfere com o sistema de navegação das abelhas e outros insectos, impossibilitando-as de encontrar o caminho de regresso à colmeia. O declínio da comunidade ocorre quando os habitantes da colmeia desaparecem subitamente, deixando apenas as rainhas, os ovos e alguns imaturos trabalhadores. Quanto às abelhas mortas, nunca são encontradas, estimando-se que morram longe de casa.Mais estranho ainda, os parasitas e outras abelhas que costumam atacar o mel e o pólen deixado para trás quando a colmeia se desfaz, nestes casos, recusam-se a fazê-lo.As explicações para este fenómeno estão por desvendar completamente, embora circulem várias teorias, desde o uso de pesticidas, ao aquecimento global, passando pelas culturas de organismos geneticamente modificados.Investigadores alemães já demonstraram que o comportamento das abelhas se altera na proximidade das linhas de electricidade. Agora um estudo americano liderado por Jochen Kuhn provou que as abelhas se recusam a regressar à colmeia quando estão perto de telemóveis. Kuhn considera que esta é uma causa possível. Mas o autor de uma investigação anterior, George Carlo, prefere mostrar-se mesmo convicto de que esta hipótese é real.A confirmar-se, este fenómeno terá implicações graves nas colheitas em todo o mundo. Uma vez que a maioria das culturas precisa do processo de polinização realizado pelas abelhas, urge tentar encontrar causas para o fenómeno. Os dados já são preocupantes: metade dos estados americanos estão a ser afectados.
(Fotografdo em 09.02.2008)
(Localização: 41°30'37.28"N - 8°45'44.39"O)

http://dn.sapo.pt/2007/04/16/sociedade/antenas_telemoveis_afectam_vida_abel.html
Espécie 43

Graphosoma lineatum

Graphosoma lineatum

É um insecto das zonas quentes e ensolaradas da Europa.
Não temem a predação pelos pássaros porque têm um gosto bastante desagradável.
(Fotografado em 08.07.2008)
(Localização: 41°29'50.83"N - 8°46'17.58"O)
Espécie 42

Melanargia lachesis

Melanargia lachesis

Espécie de borboleta diurna, bem disseminada por Portugal.
A fêmea é maior e mais clara que o macho. Possui uma envergadura de asas entre os 50-58mm.
Hiberna sobe a forma de lagarta.
Podemos observá-la de Junho a Agosto, raramente em Setembro, voando até aos 1200 metros de altitude.
(Fotografado em 21.07.2003)
(Localização: 41°29'45.02"N - 8°45'59.75"O)
Espécie 41

Borboleta da couve

Pieri rapae

É uma das borboletas mais comuns em toda a península Ibérica, sendo das primeiras espécies a ser observada na Primavera e uma das últimas a desaparecer no Outono.Os machos só têm uma mancha negra em cada asa, enquanto as fêmeas têm duas.
Cientistas descobriram que certas lagartas produzem e segregam os seus próprios repelentes de insectos. Este mecanismo de defesa pode explicar como estes insectos conseguem distribuir-se em tantos e diferentes locais.
Nativa da Europa foi introduzida no Canadá por volta de 1860 e posteriormente em toda a América do Norte. No intuito de entender a sua imensa capacidade de adaptação, os cientistas investigaram as propriedades de um fluido oleoso que o animal segrega, e é espalhado por todo o seu corpo. A equipa determinou que os químicos são semelhantes àqueles usados por plantas para se defenderem contra insectos e doenças.
Formigas que entram em contacto com a lagarta de Pieri rapae passam mais tempo a limpar-se do que aquelas que entraram em contacto com lagartas de outras espécies que não produzem tal substância. Quando foi dada a oportunidade para que as formigas escolhessem dois alimentos - um ovo que foi adiccionado uma versão sintética da secreção e um ovo controle (sem a substância)– as formigas preferiram o último, sugerindo que o fluido das lagartas serve como uma substância corrosiva.
Efectivamente, os autores concluíram que “a secreção pode ser claramente efectiva contra outros artrópodos, além de formigas, incluindo os inimigos naturais das lagartas, como vespas, besouros, aranhas e parasitóides.
(Localização: 41°30'37.74"N - 8°45'55.20"O)
Espécie 40

Águia-de-asa-redonda - Buzzard

Buteo buteo


ORDEM: Cinconiiformes
FAMÍLIA: Accipitridae
GÉNERO: Buteo
ESPÉCIE: B. buteo
Ave de rapina relativamente comum, com um comprimento que varia entre os 46 e os 58 cm e envergadura entre os 110 e os 132 cm.
O seu habitat são as florestas ou pequenos bosques com acesso a descampados, campos de cultivo, prados e pântanos, onde faz as suas caçadas. Alimenta-se de aves, coelhos, répteis, anfíbios, insectos e minhocas. Pode ver-se pousada em cercas ou postes à procura das presas. Plana voando em círculos e faz mergulho aéreo.
O ninho é feito com gravetos numa árvore.
A única postura é de 2 a 3 ovos azul-claros, com incubação de 36 a 41 dias, e é feita entre Abril e Junho. As crias são indefesas e penugentas e têm o seu primeiro voo aos 45 dias.
(Fotografado em 2006)
(fOTOGRAFADO EM: 26.04.2008)
(Localização: 41°30'13.39"N - 8°46'6.34"O)
Espécie 39
LC

Tarambola-dourada - Golden Plover

Pluvialis apricaria

ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Charadriidae
GÉNERO: Pluvialis
ESPÉCIE: P. apricaria

A Tarambola-dourada, tem 25 a 28 cm de comprimento e 53 a 59 cm de envergadura. O seu habitat e local de reprodução são charnecas, turfeiras, campos e pântanos.
Os bados migradores são densos e voam rapidamente. Raramente avistada a andar na água, é tímida e cautelosa. Alimenta-se de insectos, vermes, bagas e sementes.
O ninho é uma depressão no solo. Caminha, corre, levanta voo e pousa no solo.
Tem uma postura entre Abril e Junho, com 4 ovos castanho-marelados com manchas castanhas, cum incubação de 27 a 28 dias, as crias são activas e penugentas e fazem o primeiro ao voo às 4 semanas.
Reproduz-se na Islândia, no Norte da Grã-Bretanha e na Escandinávia.
(Fotografado em 28.09.2007)
(Localização: 41°30'40.57"N - 8°46'0.05"O)
Espécie 38
LC

Mocho-galego - Little Owl

Athene noctua

ORDEM: Strigiformes
FAMÍLIA: Strigidae
GÉNERO: Athene
ESPÉCIE: A. noctua
O Mocho-galego, com um tamanho entre os 23 e os 27 cm de comprimento, reproduz-se em áreas abertas com uma mistura de campos, matas pequenas, jardins e chranecas e também em áreas semidesérticas.
Sedentário, o facto de ter hábitos parcialmente diurnos faz com que seja relativamente fácil observá-lo.
Alimenta-se de aves pequenas, pequenos mamíferos, insectos, pequenos anfíbios e cobras.
Faz o ninho num buraco de árvore ou edifício, pode ter até 2 posturas entre Maio de 3 a 5 ovos brancos, com uma incubação de 28 a 29 dias. As crias são indefesas e penugentas e efectuam o primeiro voo ao fim das primeiras 4 ou 5 semanas de vida.
Residente bem distribuído, ausente na Islândia, no Norte da Grã-Bretanha e Escandinávia.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'9.13"N - 8°46'29.22"O)
Espécie 37
LC

Felosa-comum - Chiffchaff

Phylloscopus collybita


ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Sylviidae
GÉNERO: Phylloscopus
ESPÉCIE: P. collybita
Habita e reproduz-se nos bosques abertos mas também surge em jardins e em vegetação arbustiva (charnecas, bosques, sebes). É uma ave normalmanete solitária que esvoaça, levanta voo e pousa na vegetação, com um comprimento entre os 10,5 e os 11,5 cm.
Alimenta-se de insectos esvoaçando em redor da folhagem em alimentação contínua, por vezes alimentando-se no solo.
O ninho é uma cúpula no solo, a postura é de 4 a 9 ovos brancos com manchas púrpura. A incubação tem a duração média de 13 dias, as crias são penugentas e indefesas e fazem o seu primeiro voo entre os 12 e os 15 dias. 1 a 2 posturas em Abril e Maio.
é uma vistante estival comum, migradora de passagem. Visitante invernal da Península Ibérica e do Mediterrâneo.
(Fotografado em 20.01.2008)
(Localização: 41°30'36.38"N - 8°45'52.44"O)
Espécie 36
LC

Estorninho-malhado - Starling

Sturnus vulgaris

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Sturnidae
GÉNERO: Sturnus
ESPÉCIE: S. vulgaris
Ave agressiva e ruidosa, espécie abundante e de grande sucesso. Nidificante familiar em quintas, áreas suburbanas e bosques (especialmente com carvalhos). Os bandos pós reprodução, por vezes enormes, alimentam-se em campos, jardins, cerejeiras e de algas em praias. Insectos, sementes e frutos, são a sua alimentação preferida.
Tem um comprimento entre os 10 e os 22 cm,
O ninho é desalinhado e feito no buraco de uma parede, num rochedo, num edifício.
A postura é de 5 a 7 ovos, azul-claros, com uma incubação entre os 12 e os 15 dias. Podem acontecer duas posturas, entre Abril e Maio. As crias nascem indefesas e penugentas e realizam o primeiro voo entre os 20 e os 22 dias de vida.
Residente e visitante Invernal abundante e bem distribuído. As Populações de do Norte e Leste da Europa, migram para Ocidente.
(Fotografdo em 01.11.2007)
(Localização: 41°30'36.62"N - 8°45'53.11"O)
Espécie 35
LC

Verdilhão - Greenfinch

Carduelis chloris

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Fringilidae
GÉNERO: Carduelis
ESPÉCIE: C. chloris
É o maior e mais comum de todos os fringilídeos amarelo-esverdeados, encontrando-se numa vasta variedade de habitats sentindo-se melhor em campos arborizados e jardins, onde se reproduz. Por ser resistente ao frio, muitos indivíduos invernam no Norte, mas outros migram para Oeste e Sudoeste da Europa. Muito cauteloso, é tímido por vezes.
Nidifica em árvores, arbustos ou nos beirais das janelas.
O ninho tem a forma de taça e é feito numa moita. Duas a três posturas (Abril-Junho) de 4 a 6 ovos azul-claros com manchas pretas e incubação de 12 a 14 dias.
As crias são penugentas e indefesas, efectuando o primeiro voo entre os 13 e os 16 dias.
Tem entre os 14 e os 15 cm de comprimento, esvoaça, pousa em campo aberto, saltita e levanta voo tanto da vegetação como do solo. A sua alimentação tem como base as sementes e bagas.
(Fotografado em 27.09.2007)
(Localização: 41°30'36.54"N - 8°45'52.54"O)
Espécie 34
LC

Petinha-dos-prados - Meadow Pipit

Anthus pratensis

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Passeridae
GÉNERO: Anthus
ESPÉCIE: Anthus pratensis
Espécie bem distribuída e abundante nos terrenos pantanosos litorais e nas praias de Inverno, charnecas, estuários e campos.
Comprimento entre os 14 e os 15 cm, tem um tipo de voo directo e peneira. Caminha, pousa em campo aberto, levanta voo e pousa no solo.
Plumagem castanho-acinzentada com matizes verde-azeitona e branco-amarelado ou branco- sujo com algumas riscas.
O ninho tema forma de taça e é feito no solo, postura de 3 a 5 ovos de cor variável com pintas castanhas e uma incubação entre os 11 e os 15 dias. As crias são indefesas e penugentas, efectuando o primeiro voo entre os 10 e os 14 dias de vida. Duas posturas por ano em Abril e Junho. Alimenta-se de insectos.
Forma bandos em áreas da sua preferência, habitualmente gregária na migração. Residente bem distribuída no Noroeste da Europa, visitante estival da Islândia, Escandinávia e Europa Oriental. Apenas no Inverno na Península Ibérica e no Mediterrâneo.
(Fotografado em 18.11.2007)
(Localização: 41°30'38.60"N - 8°45'43.04"O)
Espécie 33
LC

Águia-pesqueira - Osprey

Pandion haliaetus

ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Pandionidae
GÉNERO: Pandion
ESPÉCIE: P. haliaetus

A Águia-pesqueira é uma ave de rapina de grande porte, com asas compridas e estreitas. Muitas vezes, quando avistada a longa distância confundida com uma grande gaivota. É facilmente reconhecida pela sua plumagem castanha nas regiões superiores, contrastando com as zonas inferiores esbranquiçadas; a superfície ventral das asas apresenta um padrão constante acastanhado, com as “axilas” brancas. A cabeça é branca e os olhos amarelos com uma lista ocular castanho-escuro. No pescoço é visível um colar formado por finas riscas verticais de cor escura. A cauda é barrada, de cor castanha. A fêma posssui uma banda no peito, mais óbvia que o macho. Morfologicamente está especialmente adaptada ao tipo de alimentação, que é quase em exclusividade, peixe: patas grandes e fortes, garras longas e curvadas, superfície inferior dos dedos coberta por pequenos espinhos e o dedo exterior reversível.
Esta espécie encontra-se normalmente associada a zonas húmidas de média ou grande dimensão, águas doces, salobras ou salgadas. Na faixa litoral frequenta essencialmente zonas costeiras, estuários e lagoas, enquanto no interior surge em barragens, açudes e cursos de água.A população mediterrânea é estritamente costeira, mas noutras zonas da Europa, nidifica no interior, perto de lagos, lagoas ou rios. Esta foto foi feita em Setembro de 2007, no Estuário do Cávado, mas tem sido avistada nesta altura do ano, desde há uns 4 anos a esta parte.
O alimento é obtido debaixo de água, mergulhando a partir de uma altura variável, desde os 5 até aos 70 m. Mantém uma posição no ar enquanto procuram a presa, peneirando ou planando, lançando-se de seguida com uma inclinação de cerca de 45º, capturando-a com as patas esticadas para a frente.
Esta espécie tem o estatuto de vertebrado em perigo de extinção. Está, desde há uma década, extinta em Portugal como reprodutora.
As principais razões que levaram ao declínio desta espécie têm a ver sobretudo com a perseguição, a perturbação e a perda de locais de reprodução, mas igualmente com a poluição das águas. Também em Portugal a perseguição directa e a perturbação dos locais de nidificação parecem ter conduzido à diminuição da população reprodutora.
Temos o previlégio de a irmos avistando por aqui... Por enquanto...
(Fotografado em 19.09.2007)
(Localização: 41°30'41.21"N - 8°45'58.74"O)
Espécie 32
CR

Bico-de-lacre - Common Waxbill

Estrilda astrild


ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Passeridae
SUBFAMÍLIA: Estrildinae
TRIBO: Estrildini
GÉNERO: Estrilda
ESPÉCIE: E. astrild
O Bico-de-lacre é uma espécie originária do continente africano, ocorrendo em toda a região situada a sul do paralelo 10º N, onde é essencialmente sedentária. Na Europa, foi introduzida pela primeira vez em Portugal no ano de 1964. Em Espanha, já foi observado em diversas regiões, tanto como resultado de introduções locais como, consequência da expansão que sofreu a partir do território português desde o final da década de 70.Surgiram algumas dificuldades em explicar as verdadeiras causas da ocorrência do Bico-de-lacre em Portugal, sabendo-se porém que a espécie foi deliberadamente libertada por "passarinheiros", em pelo menos três locais distintos: Oeiras, Óbidos e Vila Franca de Xira e posteriormente no Algarve.As populações de Bico-de-lacre actualmente existentes na Península Ibérica são essencialmente sedentárias. Fora da época de reprodução, a espécie é gregária, agrupando-se frequentemente em pequenos bandos.
(Fotografado em 17.11.2007)
(Localização: 41°30'36.92"N - 8°45'53.76"O)
Espécie 31
NA

Pisco-de-peito-ruivo - Robin

Erithacus rubecula





ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO: Erithacus
ESPÉCIE: E. rubecula
Estas aves são das mais dóceis e facilmente se aproximam dos humanos. São bastante comuns por todo o Portugal. Existem exemplares sedentários, mas durante o Inverno migram para Portugal muitas aves oriundas de países mais a norte. Notáveis alguns exemplares que vêm de zonas como a Rússia ou Escandinávia, o que para uma ave tão diminuta é espectacular. São maioritariamente insectívoros, mas podem também ingerir frutas e bagas. Gostam de estar em zonas arborizadas, e durante a reprodução preferem zonas ´com alguma humidade, caso sejam jardins frondosos, silvados junto a cursos de água, salgueirais, etc.
(Fotografado em 27.01.2008)
(Localização: 41°31'5.15"N - 8°46'53.32"O 41°30' / 41.11"N - 8°46'3.04"O)
Espécie 30
LC

Sardão, Lagarto-ocelado

Lacerta lepida



ORDEM: Squamata
FAMÍLIA: Lacertidae
GÉNERO:
Lacerta
ESPÉCIE: L. lepida
É o maior lacertídeo da nossa herpetofauna, podendo atingir entre 150 a 260 mm de comprimento cabeça-corpo. Aspecto geral robusto com fortes membros pentadáctilos. A cabeça é grande e robusta, com mandíbulas fortes. A cauda, que possui a mesma cor do dorso, é bastante comprida, podendo atingir duas vezes o comprimento do corpo. A cor dorsal de fundo é esverdeada ou amarelada, com um profuso reticulado escuro. Nos flancos apresenta várias séries de grandes manchas ou ocelos azuis.

Espécie activa entre Março e Outubro. Durante os meses de Verão, permanece inactiva nas horas mais quentes do dia, podendo apresentar actividade nocturna. Utiliza como refúgio tocas escavadas por si ou aproveita as de outros animais, ou ainda cavidades naturais. Durante a época de reprodução, que ocorre na primavera, acentua-se o carácter territorial dos machos, sendo frequente a ocorrência de lutas violentas entre eles. A sua dieta baseia-se, essencialmente, em invertebrados, tais como escaravelhos, borboletas, gafanhotos, abelhas, aranhas e centopeias, e é complementada com vegetais e frutos. Além disso pode também capturar lagartixas e pequenos mamíferos. Captura ovos e crias de aves. É predado por aves de rapina, cegonhas, garças, cobras e vários mamíferos carnívoros. Quando se sente encurralado, quer por um predador quer pelo Homem, adopta uma posição característica: eleva a cabeça e abre muito a boca, podendo mesmo chegar a morder.
Em Portugal ocorre em todo o território desde o nível do mar até aos 1800 mt, na Serra da Estrela. Pode ser encontrada nos areais costeiros, charnecas, matagais, terrenos cultuvados e bosques. Prefere zonas com abundância de refúgio e evita os lugares húmidos e sombrios.
(Fotografado em 02.06.2007)
(Localização: 41°31'56.78"N - 8°47'22.99"O / 41°30'26.27"N - 8°45'59.42"O)
Espécie 29
LC

Cópula

Num momento de sorte, registei um macho Lacerta lepida a perseguir uma fêmea e a dar conta da sua função reprodutora. Enquanto esteve entretido não se incomodou com a presença do vouyeur mas, no momento em que acabou, fugiu a sete pés...











































(Fotografado em 2007)

(Localização: 41°30'26.27"N - 8°45'59.42"O)

Guincho - Black-headed Gull

Larus ridibundus



ORDEM: Ciconiiformes
SUBORDEM: Lari
FAMÍLIA: Laridae
GÉNERO: Larus
ESPÉCIE: L. ridibundus
Aspecto geral - 35-39 cm. ENV 86-99 cm. Espécie comum que se reproduz colonialmente em lagos com extensos caniçais ou em áreas pantanosas, bem comoem lagoas perto da costa. Migrador do extremo Norte, retira-se no Inverno quando há gelo. Alimenta-se em terrenos arados e em cidades. Não é tímido.
Identificação - Em voo, distingue-se facilmente de outras espécies comuns de gaivotas pelo bordo anterior branco na parte esterior das asas, a sua característica mais distintiva no campo sendo, em geral, visível a distâncias muito grandes. De pé, pode ser identificada pela pequena dimensão, padrão da cabeça (capuz ou pinta auricular escura) e pelo bico e patas avermelhados (no adulto).
(Fotografado em 24.02.2008)
(Localização: 41°30'47.93"N - 8°46'10.83"O)
Espécie 28
LC

Cisne-branco

Cygnus olor


ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
SUFAMÍLIA: Anserinae
GÉNERO: Cygnus
ESPÉCIE: C. olor
Aspecto geral - 140-160 cm. ENV 200-240 cm. Reproduz-se em lagos de água doce, geralmente com caniçais e ao longo da costa. Resistente ao frio, pelo que no Inverno necesita apenas de ter acesso a águas livres. O ninho consiste num amontoado de caules de canilos e outras plantas ou quando nidifica na costa, de algas. Não é tímido e pode ser agressivo. Os machos envolvem-se em conflitos territoriais, batendo furiosamente as asas na água e fazendo longos deslizes.
Identificação - Enorme. Plumagem branca, pescoço muito longo e cabeça pequena. Cauda longa e pontiaguda. Bico vermelho-alaranjado com protuberância preta na fronte; narinas, bordos mandibulares e unha do bico pretos. Mantém o pescoço relativamente direito ou, ligeiramente dobrado, em forma de S, quando nada. Assume uma postura de ameaça, levanta as asas como velas e inclina a cabeça sobre o dorso.
(Fotografado em 2006)
(Localização: 41°31'13.87"N - 8°46'57.62"O)
Espécie 27
LC

Ganso-do-egipto - Egyptian Goose

Alopochen aegyptiacus



ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Alopochen
ESPÉCIE: A. aegyptiacus
Ave grande com 63 a 73 cm de comprimento. Espécie africana, mas xiste uma população selvagem residente do Sul de Inglaterra (introduzida no séc. XVIII). Habita parques com rios, lagos e pântanos.Identificação - Robusto com cor casatanha-alanrajada no corpo e um contorno escuro à volta dos olhos. A curta distância, o bico vermelho-rosado pouco vivo, delineado a preto, identifica-o. Patas longas de um vermelho-rosado pouco vivo. Apresenta uma mancha castanha-escura no peito.
Desde há 3 ou 4 anos que alguns indíviduos passam o Verão nesta zona do Cávado.
(Fotografado em 05.04.2008)
(Localização: 41°30'46.39"N - 8°46'8.86"O)
Espécie 26

Ganso-marisco, Ganso-de-faces-brancas - Barnacle Goose

Branta leucopsis


ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Branta
ESPÉCIE: B. leucopsis
Aspecto Geral - 58-70 cm. ENV 120-142 cm. Reproduz-se em colónias, em especial em ilhas e costas árcticas, preferindo as costas rochosas e as costas íngremes à tundra plana. Desde meados dos anos 1970, reproduz-se também nos prados das ilhas do Báltico. os pricipais movimentos migratórios ocorrem em Outubro e em Abril.
Esta observação no Cávado (Nov.2005) é acidental e trata-se provavelmente de um indivíduo fugido de cativeiro.
(Fotografado em Novembro/2005)
(Localização: 41°30'46.39"N - 8°46'8.86"O)
Espécie 25

Ouriço-cacheiro

Erinaceus europaeus


Parte superiora do corpo coberta por espinhos brancos-pardacentos. Cabeça e zona abdominal revestidas por pêlos ásperos. A cauda, que mede 2-5 cm, está escondida sob os espinhos.
Distribui-se por toda a Europa, excepto o Norte da Escandinávia e a Islândia. Os seus habitats preferidos são as orlas dos bosques com muitas moitas, os parques urbanos e os jardins. Na montanha dá-se até aos 2000 metros.
Vespertino e nocturno, mas os jovens também têm actividade diurna. É um animal solitário e trepa surpreendentemente muito bem. Refugia-se durante o dia em moitas frondosas ou debaixo de pedras ou montes de lenha e também em jardins. Constrói um ninho fofo, com feno e folhas secas, e, em latitudes temperadas, hiberna desde Outubro até Abril.
Alimenta-se de insectos, minhocas, caracóis, pequenos ratos, rãs, ocasionalmente serpentes, bagas silvestres e, no Outono, também a fruta caída das árvores.
Gestação de 5-6 semanas, 1-2 partos por ano, com 4-7 crias cegas e surdas (nidícolas). São amamentadas durante 3-4 semanas e tornam-se independentes ao mês e meio de vida. O macho não participa nos cuidados dispensados às crias.
Os espinhos são pêlos transformados e um ouriço-cacheiro adulto possui entre 4000-8000. em geral dobrados para trás. Se se assusta, eriça-os com a ajuda de uma robusta musculatura que cobre toda a zona dorsal. Consegue ao mesmo tempo esconder rapidamente a cabeça e as patas debaixo deste "capacete". O animal adopta então a forma de uma bola coberta de espinhos eriçados, evitando assim que qualquer inimigo o possa atacar.
(Fotografado em 2006)
(Localização: 41°30'39.23"N - 8°45'59.73"O)
Espécie 24
LC

Esquilo-vermelho

Sciurus vulgaris


Aspecto geral - 20-25 cm. Cauda comprida e espessa, de aspecto esponjoso. A cor da pelagem é muito variável, desde pardo-avermelhado, pardo-amarelado ou castanho-acinzentado até quase ao preto. No Inverno, as orelhas exibem tufos de pêlos bastante compridos.
Distribuição - Por toda a Europa, excepto Islândia e as ilhas do Mediterrâneo, sendo os seus habitats os bosques de caducifólias, mistos e de coníferas, e também os parques e jardins.
Modo de vida - Diurno, vive sobretudo nas árvores e é, quase sempre, um animal solitário. Constrói ninhos bastante elaborados com pequenos ramos secos, tendo, regra geral, um principal e vários secundários. Onde se esconde durante o Verão e que utiliza como refúgio, os quais ficam muitas vezes situados nas copas ou entre os ramos das árvores.Também ocupa os troncos destas ou ninhos abandonados pelas gralhas.Armazena alimentos para o Inverno nos troncos ocos ou então enterra-os no solo. Durante a parte mais fria do ano (sobretudo se o tempo estiver frio e húmido), reduz consideravelmente a sua actividade, dormindo, por vezes, vários dias seguidos nos eu ninho.
Alimentação - Sementes e casca de árvores, nozes, bagas silvestres, cogumelos, rebentos e caules frescos, além de insectos, ovos e crias de aves.
Reprodução - Gestação de cerca de 38 dias, com 1-2 partos por ano de 2-5 crias cada, as quais são amamentadas durante dois meses, para logo de seguida se tornarem independentes. O macho não participa nos cuidados dispensados às crias.
Particularidades - Durante os meses de Inverno, o Esquilo-vermelho procura, com a ajuda do seu excepcional faro, os frutos e as sementes que foi escondendo e enterrando durante o Outono, mas, como não conseguirá encontrar todos os esconderijos utilizados, é precisamente assim que contribui para a reprodução de diversas árvores no bosque.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'48.03"N - 8°46'43.10"O)
Espécie 23
LC

Lagarto-de-água

Lacerta schreiberi



Juvenil
ORDEM: Squamata
FAMÍLIA: Lacertidae
GÉNERO:
Lacerta
ESPÉCIE: L. schreiberi
Lagarto de tamanho médio e aspecto robusto, que pode atingir 125 mm de comprimento cabeça-corpo. Possui uma longa cauda que pode medir até duas vezes o tamanho do corpo. Padrão de coloração dorsal variável, podendo apresentar tons esverdeados a amarelados com um ponteado negro relativamente denso e uniforme, a tons acastanhados com grandes manchas escuras. Ventre amarelado com ou sem pigmentação escura, podendo apresentar na zona da garganta tonalidades azuis durante a época de reprodução e esbranquiçadas no resto do ano.
É uma espécie normalmente activa desde Fevereiro/Março até Outubro, altura em que começa um período de repouso invernal. A maturidade sexual é antigida com comprimento cabeça-corpo de 86 a 90 mm e com idades compreendidas entre os três e quatro anos de idade. A longevidade máxima detectada é de oito anos. A sua alimentação é baseada em pequenos invertebrados, em especial mosquitos, moscas, gafanhotos e escaravelhos. Ocasionalmente, inclui também frutos silvestres. Entre os seus principais predadores, destacam-se diversas aves de rapina (peneireiro-vulgar e águia-de-asa-redonda), cegonhas e, mais esporadicamente, alguns mamíferos, como a gineta e a lontra. A fuga, a camuflagem entre a vegetação e a capacidade de libertar a cauda voluntariamente quando ameaçado, constituem os seus principais mecanismos de defesa contra os predadores.
Ocorre nas zonas relativamente húmidas, encontrando-se associado a habitats próximos de cursos de água com coberto vegetal denso. Habita preferencialmente os vales agrícolas, típicos das áreas montanhosas do norte do país, em locais onde o estrato arbóreo das margens é dominado por espécies como o amieiro, o vidoeiro, o castanheiro, e o carvalho-alvarinho. Encontra-se desde o nível do mar até aos 1775 mt de altitude, nas Serra da Estrela.
(Fotografado em 2006)
(Localização: 41°30'16.15"N - 8°46'27.31"O)
Espécie 22
LC

Sapo-de-unha-negra

Pelobates cultripes


ORDEM: Anura
FAMÍLIA: Pelobatidae
GÉNERO:
Pelobates
ESPÉCIE: P. cultripes
Sapo relativamente grande, de aspecto robusto, que mede em regal entre 60 a 80 mm de comprimento total, e pode alcançar os 100 mm. Focinho arredondado, olhos grandes, muito proeminentes, com pupila vertical e íris prateada, dourada ou verde claro com pigmentação escura. Tubérculo metatarsiano muito desenvolvido, apresentando a forma de uma unha ou espora negra. Pele lisa e brilhante, com excepção da parte superiora da cabeça, onde apresenta uma aspecto rugoso. Coloração dorsal muito varivel, podendo apresentar tonalidades esbranquiçadas, amareladas, esverdeadas ou acastanhadas, com ou sem manchas. Estas manchas, acastanhadas ou esverdeadas, são mais escuras do que o fundo e forma um padrão quase sempre irregular. A presença de uma unha ou espora negra nas extermidades posteriores torna esta espécie inconfundível.
Possui hábitos estritamente nocturnos, passando o dia enterrado em buracos que escava com as fortes unhas negras dos membros posteriores. Nas zonas mais frias da sua área de distribuição, passa por um período invernal mais ou menos prolongado, enquanta que em algumas regiões do sul permanece activo durante todo o ano. O seu período reprodutivo está fortemente dependente das condições atmosféricas, em especial da ocorrência de percipitação. A maturidade sexual é atingida por volta dos três anos de idade e, normalmente, a sua longevidade é de cerca de 10 anos. Em cativeiro podem alcançar os 15 anos de idade. A sua alimentação consiste, essencialmente, em escaravelhos, lesmas, formigas, minhocas, gafanhotos, borboletas, mosquitos e larvas de insectos. Os seus principais predadores são as cobras-de-água, diversas aves como a coruja-das-torres, o mocho-galego, o papa-ratos e o milhafre preto e alguns mamíferos.
Encontra-se fortemente associado a locais de solo pouco compactado, como zonas arenosas, dunas costeiras, campos de cultivo, pastagens e zonas planálticas. Em Portugal ocorre desde o nível do mar até aos 800 mt, em Miranda do Douro. Ocorre principalmente no Sul e Centro do país, estendendo-se a Norte por uma estreita faixa fronteiriça. Encontra-se também ao longo da costa até Esposende e, ainda, em pequenos isolados populacionais.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°32'0.19"N - 8°47'27.19"O)
Espécie 21
LC

Rã-ibérica, Rã-castanha

Rana iberica


ORDEM: Anura
SUBORDEM: Neobatrachia
FAMÍLIA: Ranidae
GÉNERO:
Rana
ESPÉCIE: R. iberica
Descrição - Rã esbeslta, cujo comprimento raramente ultrapassa os 55 mm. Cabeça com focinho pontiagudo. Coloração dorsal muito variável, predominando os tons acastanhados, alaranjados, ou mesmo avermelhados. Sobre o dorso pode mostrar pequenas manchas negras ou ainda manchas claras e e irregulares. O ventre é esbranquiçado, podendo apresentar um reticulado escuro mais intenso na região da garganta.
Biologia - Apresenta actividade tanto diurna como nocturna. Encontra-se activa durante todo o ano, embora seja menos conspícua nos dias mais frios de Inverno e durante os meses quentes de Verão. O período reprodutivo estende-se por norma de Novembro a Março, variando com a altitude. A sua dieta baseia-se essencialmente de pequenos invertebrados, tais como aranhas, larvas de insectos, caracóis e escaravelhos. Os seus principais predadores incluem cobras-de-água, trutas e pequenos mamíferos carnívoros.
Habitat - Trata-se de uma espécie típca das zonas montanhosas e muito associadas à água, ocorrendo junto a ribeiros com vegetação abundante nas margens, cujos biótopos circundantes são frequentemente constituídos por bosques caducidófilos ou lameiros. Pode ainda ser encontrada numa enorme variedade de habitats desde charcos e lagoas até prados húmidos e terrenos encharcados, com vegetação herbácea abundante, ocorrendo desde o nível do mar até aos 1900 mt, na Serra da Estrela.
(Fotografado 2m 2005)
(Localização: 41°30'35.99"N - 8°46'4.74"O)
Espécie 20
LC

Rã-verde

Rana perezi


ORDEM: Anura
FAMÍLIA: Ranidae
GÉNERO:
Rana
ESPÉCIE: R. perezi
Descrição - Rã de grande tamanho, cujo comprimento atinge frequentemente 75 mm e pode, mais raramente, alcançar os 100 mm. Focinho pontiagudo ou ligeiramente arredondado. Pele lisa ou ligeiramente verrugosa. Coloração dorsal de fundo geralmente verde, embora também possam surgir exemplares acastanhados ou acizentados. Apresenta uma linha vertebral verde clara ou amarela e duas pregas dorsolaterais, normalmente amareladas ou acastanhadas.
Biologia - Apresenta actividade tanto nocturna como diurna. Durante o dia é frequente observá-la a apanhar sol nas margens ou sobre plantas nos meios aquáticos onde habita. A maturidade sexual é atingida aos quatro anos de idade e a longevidade máxima ronda os 10 anos. A sua dieta baseia-se em insectos, aranhas, minhocas, crustáceos, moluscos e mesmo pequenos peixes e anfíbios, incluindo espécies da sua própria espécie. Os seus predadores são numerosos, podendo destacar-se as cobra-de-água, a cobra-de-esacada e a cobra-rateira, diversas aves (garças, cegonhas, rapinas nocturnas e diurnas) e alguns mamíferos.
Habitat - É uma espécie que aparece sempre associada a massas de água, ocupando praticamente todos os tipos de habitats aquáticos independentemente do biópoto circundante. Ocorre desde o nível do mar até aos 1900 mt, na Serra da Estrela.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°29'57.39"N - 8°46'20.67"O)
Espécie 19
LC

Sapo-comum

Bufo bufo


ORDEM: Anura
FAMÍLIA: Bufonidae
GÉNERO:
Bufo
ESPÉCIE: B. bufo
É o maior anuro da fauna portuguesa. Sapo robusto que, em geral, mede 60 a 150 mm de comprimento, embora algumas fêmeas possam atingir cerca de 220. Cabeça grande, de forma mais ou menos arredondada e focinho curto. Coloração dorsal bastante variável, podendo encontrar-se indivíduos de tonalidade acastanhada ou bege. Alguns indivíduos são uniformes, mas outros apresentam frequentemente no dorso manchas amareladas, esbranquiçadas ou negras de tamanho variável.
Possui hábitos essencialmente crepusculares e nocturnos, mas em dias húmidos e chuvosos pode também apresentar alguma actividade durante o dia. A sua reprodução ocorre normalmente entre Novembro e Abril. Os adultos recorrem à água somente no momento da reprodução, realizando para isso, longras migrações, podendo percorrer vários quilómetros em busca do local de reprodução, que por norma é o mesmo todos os anos.
Normalmente podem viver entre 7 a 10 anos, mas existem registos que sugerem uma longevidade superior. Em cativeiro podem viver mais de 30 anos. A sua alimentação consiste essencialmente em centopeias, escaravelhos, moscas, borboletas, lesmas, minhocas e mesmo outros anfíbios. Os seus principais predadores são as cobras-de-água, as víboras, alguns mamíferos, como a lontra e o toirão e diversas aves, entre as quais se destaca a águia-calçada, a águia-cobreira e os milhafres-
Zonas agrícolas, zonas de montanha, montados e bosques de caducidófilas, desde o nível do mar até aos 1870 mt de altitude nas Serra da Estrela.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'36.84"N - 8°46'3.60"O)
Espécie 18
LC

Cuco, Cuco-canoro - Cuckoo

Cuculus canorus


ORDEM: Cuculiformes
FAMÍLIA: Cuculidae
GÉNERO: Cuculus
ESPÉCIE: C. canorus
Aspecto geral - 32-36 cm. Versátil na escolha de habitat, pode ser encontrado em todos os tipos de bosques, campos de cultivo, terras alpinas e matos costeiros. Estival (Abril-Setembro), inverna na África tropical. De fácil observação na época de reprodução porque pousa em áreas abertas e tem um chamamento muito familiar. Parasita vários hospedeiros; cada fêmea de cuco especializa-se numa espécie, pondo ovos miméticos.
Identificação - Dimensão média, corpo delgado, cauda longa e arredondada e asa pontiagudas. Voa a velocidade moderada, com batimentos de asas regulares e mantém dorso direito e bico apontado para a frente. Pousa muitas vezes de forma exposta, em fios telefónicos ou vedações, aterrando de maneira um pouco desajeitada. Muitas vezes, pousado, deixa descair as asas, arrebitando um pouco a cauda. O macho apresenta partes superiores, cabeça e peito cinza-azulados e lisos, que se destacam do abdómen branco, com finas listras escuras. Irís, anel orbital, base do bico e patas amarelas.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'33.80"N - 8°45'53.31"O)
Espécie 17
LC

Cartaxo - Common Stonechat

Saxicola torquata



Este macho vigiava o seu ninho, que por acaso encontrei quando fotografava a fêmea, tentando afastar-me do mesmo. Um comportamento muito interesssante de observar.
O ninho é feito no junto ao chão, podendo-se aqui observar a sua entrada. A fêmea refugiou-se no seu interior, deixando ao macho a missão de me afastar da sua proximidade.


Macho

Fêmea
ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Muscicapidae
GÉNERO: Saxicola
ESPÉCIE:
S. torquata
Pequena ave com 11 a 13 cm de comprimento. Reproduz-se em áreas abertas, com vegetação escassa ou rasteira, também em urzais e giestais. Ocorre tanto em zonas de baixa altitude, perto do mar, como em charnecas a maior altitude. Nidifica perto do solo, em giestas ou moitas.
Cabeça totalmente preta (parcialmente coberta de orlas pálidas quando em plumagem de Outono), e uma grande mancha branca nos lados do pescoço. Peito laranja e uropígio castanho, sarapintado de escuro ou amarelo-ferrugíneo e liso.

(Fotografado em15.04.2008 e 2007)
(Localização: 41°30'38.35"N - 8°45'41.95"O)
Espécie 16
LC

Galinha-d'água - Moorhen

Gallinula chloropus


ORDEM: Gruiformes
FAMÍLIA: Rallidae
GÉNERO: Gallinula
ESPÉCIE: G. chloropus
Aspecto geral - 27-31 cm. Reproduz-se normalmente em lagos pequenos, lagoas, charcos e rios cobertos por vegetação densa. Geralmente reservada, é relativamente afoita em determinados locais, podendo ser observada a deambular na relva em espaços abertos ou em prados à beira de água. Reprodutores do Norte migram para Oeste e Sul da Europa, regressando em Março-Abril. Nidifica num ninho coberto, bem escondido entre a vegetação densa.
Identificação - Ave do tamanho de um pombo, escura com cauda relativamente comprida,patas e dedos verdes e grandes e bico vermelho com ponta amarela. Plumagem cinzenta-ardósia (partes superiores com matizes castanhos) com linha branca ao longo dos lados do corpo e lados brancos das coberturas infracaudais. Anda com cauda levantada e a abanar, abanando também a cabeça quando anda.
(Fotografado em 2006)
(Localização: 41°30'38.80"N - 8°45'29.36"O)
Espécie 15
LC

Pato-das-bahamas - White-cheeked pintail

Anas bahamensis


Dados gerais - 46-51 cm. O Pato-das-bahamas, é natural das Américas. A sua distribuição compreende as Bahamas, as Antilhas Maiores e Menores, América do Sul e Ilhas Galápagos.
Demonstra uma certa preferência por lagos de água salobra e mangais. Também é possível a sua observação em lagos de água doce.
A sua postura é de 5 a 10 ovos e a incubação dura 25 dias.
Alimenta-se de sementes, plantas aquáticas e algas. Adapta-se bem em cativeiro.
Este exemplar, concerteza fugido de cativeiro, vive em conjunto com os Patos-reais no Rio Cávado.
(Fotografado em 2006)
(Localização: 41°30'49.42"N - 8°46'13.35"O)
Espécie 14

Guarda-rios - Kingfisher

Alcedo atthis





ORDEM: Coraciiformes
FAMÍLIA: Alcedinidae
GÉNERO: Alcedo
ESPÉCIE: A. atthis
Esta pequena (15 a 15 cm de comprimento) e líndissima ave é residente, migradora de passagem e invernante, sendo oriundas da Europa Ocidental as aves que por cá passam o Inverno.
Habita em cursos de água, lagoas costeiras, pauis, barragens.
Alimenta-se principalmente de peixe, que apanha mergulhando na água a pouca profundidade, a partir de um poiso ou peneirando. De forma menos comum, também se alimenta de moluscos, crustáceos, insectos terrestres e anfíbios.
Normalmente faz uma ou duas posturas com incubação de 19 a 21 dias, de 3 a 5 ovos brancos, entre Abril e Julho. As crias são indefesas e nuas e fazem o seu primeiro voo entre os 23 e os 27 dias.
O ninho é tunel feito num talude na margem do rio.

(Fotografado em 18.11.2007)
(Localização: 41°30'48.58"N - 8°46'6.27"O)
Espécie 13
LC

Carriça - Wren

Troglodytes troglodytes

Capturado para anilhagem
ORDEM: Passeriformes
SUBORDEM: Passeri
FAMÍLIA: Certhiidae
GÉNERO: Troglodytes
ESPÉCIE: Troglodytes troglodytes
Aspecto geral - 9-10 cm. Reproduz-se em matas com densa vegetação arbustiva, em grandes clareiras e matagais densos e, frequentemente, em vegetação ripícola e em jardins; também em ilhas áridas com arbustos e muros. Residente.
Identificação - A dimensão muito pequena realçada pelo pescoço curto e a cauda curta caricata que mantém geralmente erguida, conferem-lhe o aspecto de uma pequena bola. Partes superiores castanhas-arruivadas e partes enferiores brancas-acastanhadas com um fino padrão vermiculoso. Bico longo, pontiagudo e ligeiramente curvo. sexo e grupos etários idênticos.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'0.48"N - 8°46'1.07"O)
Espécie 12
LC

Chapim-real - Great Tit

Parus major

ORDEM: Passeriformes
FAMÍLIA: Paridae
GÉNERO: Parus
ESPÉCIE: P. major
Aspecto geral - 13-15 cm. Reproduz-se em todo o tipo de bosques e próximo do homem, em jardins e parques. Visita comedouros e por isso é bem conhecido. Afoito e por vezes audacioso, poderá comer na mão de uma pessoa. Alimenta-se de insectos e sementes, sebo, sementes de faia, etc. Nidifica em caixas-ninho grandes, cavidades nas árvores, condutas de ar e até mesmo em caixas do correio.
Identificação - O maior dos chapins, facilmente identificado por: partes inferiores amarelas com barra central negra; cabeça preta com reflexos azulados e manchas das faces brancas e grandes; dorso verde-musgo; barra alar branca e estreita nas asas cinzentas azuladas. Patas e bico fortes. Sexos semelhantes, mas o macho tem, em geral, partes inferiores de um amarelo mais forte, com uma barra média preta mais larga (forma uma mancha preta no abdómen), enquanto a fêmea tem, em geral, amarelo relativamente mais pálido e a barra preta mais estreita e geralmente interrompida. O juvenil é como o adulto, mas a mancha das faces é amarelada, sem ter o contorno preto completo, na parte inferior.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'0.48"N - 8°46'1.07"O)

Espécie 11
LC

ANILHAGEM

ANILHAGEM CIENTÍFICA DAS AVES
A anilhagem científica é um método de investigação que se baseia na marcação individual das aves. Qualquer registo de uma ave anilhada, obtido através da sua recaptura e posterior libertação ou quando a ave é encontrada morta, poderá fornecer-nos muita informação acerca da vida dessa ave e, em particular, sobre os seus movimentos.
A análise das deslocações das aves anilhadas permite definir as suas rotas migratórias e as áreas de repouso e paragem, disponibilizando deste modo informação crucial para o planeamento de sistemas integrados de áreas protegidas para a avifauna. Paralelamente, com base na informação recolhida através da recaptura de aves anilhadas, pode obter-se um conjunto de parâmetros populacionais (e.g. taxa de sobrevivência, sucesso reprodutor), essenciais para determinar as causas das variações numéricas das populações de aves.
Durante os seus longos voos, as aves migradoras deslocam-se livremente através das fronteiras políticas dos Estados, devendo por isso ser encaradas como património colectivo da comunidade internacional. A criação de uma rede internacional devidamente coordenada de estações de anilhagem e de Centrais Nacionais de Anilhagem, foi indispensável para uma gestão correcta e eficaz da anilhagem científica na Europa. in "pqt.naturlink.pt/anilhagem.html"



  • As imagens seguintes mostram uma sessão de anilhagem de aves, coordenada pelo biólogo Paulo Mota, do Parque Natural do Litoral Norte, onde participaram alunos do curso de Turimo Ambiental e Rural, da Escola Profissional de Esposende e foi realizada entre Fão e Apúlia. São feitas várias anilhagens ao longo do ano nesta área. As fotos seguintes mostram algumas das fases do processo: limpeza e preparação do terreno, montagem das redes, retirar das redes as aves capturadas para recolha dos dados e devolução à liberdade.
  • Preparação do terreno e montagem das redes

  • Aves capturadas

  • Anilhagem e pesagem

  • Regresso à liberdade

(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'0.48"N - 8°46'1.07"O)

Pato-carolino - Wood Duck

Aix sponsa


ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Aix
ESPÉCIE: A. sponsa
Ave com 43-51 cm de comprimento. Espécie americana, incluída nalgumas colecções de aves aquáticas na Europa, ocasionalmente avistada, foge de cativeiro. Existem registos de acidentais na Islândia. Ligeiramente maior que o seu parente próximo, o Pato-mandarim. O macho é inconfundível: a cabeça e as partes superiores têm coloração azul metalizada e verde; a cabeça tem linhas brancas finas; o mento e a parte superior da garganta são brancos; a parte lateral do pescoço e o peito, ambos de coloração castanha avermelhada escura, Têm pintas brancas. A fêmea assemelha-se muito mais ao Pato-mandarim (fêmea), distinguindo-se por: anel orbital branco mais largo; cabeça mais escura; ausência de estrias pálidas na face; contorno diferente na base do bico; unha escura; pintas pélidas mais finas nos flancos.
Este indivíduo será, concerteza, uma fuga de cativeiro.
(Fotografado em 2005)
(Localização: 41°30'48.30"N - 8°46'11.96"O)
Espécie 10

Pato-real - Mallard

Anas platyrhynchos


ORDEM: Anseriformes
FAMÍLIA: Anatidae
GÉNERO: Anas
ESPÉCIE: A. platyrhynchos
Ave de grande tamanho, comum em Portugal, distribuindo-se por todo o território. À sua população residente, juntam-se muitas outras, no Inverno, oriundas da Europa Central e do Norte.
Habita em barragens, estuários, prados húmidos, pauis, cursos de água, lagoas costeiras.
Faz o ninho no chão no meio da vegetação densa. A sua única postura, feita entre Março e Julho, é de 10 a 12 ovos, cremes, e tem a duração de 27 a 29 dias. As crias são activas e penugentas e efectuam o primeiro voo aos 50-60 dias.
A sua alimentação inclui vegetação, invertebrados terrestres e aquáticos. Às vezes pode também comer anfíbios e peixes.
(Fotografado em 2006)
(Localização: 41°30'48.30"N - 8°46'11.96"O)
Espécie 9
LC

Pilrito-comum; Pilrito-de-peito-preto - Dunlin

Calidris alpina


ORDEM: Charadriiformes
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Calidris
ESPÉCIE: C. alpina
Ave tipo limícola de tamanho médio (16 a 19 cm de comprimento), invernante e migradora de passagem.
Distribui-se sobretudo na faixa litoral, mas também em número bastante inferior, no interior. O estuário do Tejo alberga em algumas ocasiões, mais de 1% da população invernante da costa oeste europeia.
Os estuários, as salinas, terrenos alagados, arrozais e barragens, são os eu habitat.
Alimenta-se sondando as lamas da vasante com o o bico, ou capturando as presas à superfície da água. Pequenos invertebrados, insectos, crstáceos e bibalves, são a base da sua alimentação. Por vezes também se alimenta de pequenos peixes e matéria vegetal.
Entre Maio e Julho faz a sua única postura com 4 ovos esverdeados com manchas castanhas, e a incubação tem a duração de 21 a 22 dias.
As crias, activas e penugentas, fazem o primeiro voo aos 25 dias.
(Fotografado em 07.09.2007)
(Localização: 41°31'26.07"N - 8°47'12.44"O)
Espécie 8
LC

Perna-verde-comum - Greenshank

Tringa nebularia


ORDEM: CICONIIFORMES
FAMÍLIA: Scolopacidae
GÉNERO: Tringa
ESPÉCIE: T. nebularia
Esta ave tipo limícola de tamanho médio (29 a 32 cm de comprimento), é invernate e migradora de passagem. Distribui-se ao longo da faixa costeira, em estuários, terrenos alagados, salinas, arrozais e barragens.
Alimenta-se caminhado e correndo, na maré vasa, sobretudo de insectos e larvas. Os crustáceos, moluscos, anfíbios, pequenos peixes e às vezes pequenos roedores, também fazem parte de sua alimentação.
Faz o seu ninho n~uma cavidade no solo, em terreno aberto. Faz uma postura de 4 ovos castanho-amarelados com manchas castanhas, entre Maio e junho e a incubação tem a duração de 24 a 25 dias. As crias são activas e penugentas e efctuam o primeiro voo entre os 25 e os 30 dias.

(Fotografado em 19.09.2007)
(Localização: 41°30'46.12"N - 8°46'8.33"O)
Espécie 7
VU

Garça-real - Grey Heron

Ardea cinerea



ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Ardeidae
GÉNERO: Ardea
ESPÉCIE: A. cinerea
Ave de grande tamanho (90 a 10cm de comprimento), residente e invernante. A população invernante é maior do que a residente. As colónias mais importantes localizam-se no Alto Alentejo.
Habitam na orla costeira, nos estuários e lagoas costeiras, pauis, arrozais, barragens.
Nidifica em colónias ou isoladamente, e faz o ninho em árvores e às vezes em escarpas. Reproduz-se entre Maio e Junho, faz uma postura de 3 a 5 ovos azul-esverdeados claros, a incubação é de 24 a 26 dias. As crias indefesas e penugentas, fazem o seu primeiro voo entre os 45 e os 55 dias.
Alimenta-se principalmente de peixe mas também de moluscos, crustáceos, insectos e pequenos vertebrados. A alimentação também varia conforme o habita e a altura do ano.
(Fotografado em 19.09.2007)
(Localização: 41°30'42.51"N - 8°46'0.68"O)
Espécie 6
LC

Borrelho-grande-de-coleira - Ringed Plover

Charadrius hiaticula




ORDEM: Ciconiiformes
FAMÍLIA: Charadiidae
GÉNERO: Charadrius
ESPÉCIE: C. hiaticula
Embora seja uma migradora de passagem e invernante, esta ave também pode permanecer durante o período de Verão. As aves que chegam a Portugal, sendo que uma grande percentagem se fixa na Ria Formosa, são oriundas da Europa Ocidental e Setentrional. O seu habitat distribui-se pela orla costeira, estuários, arrozais, terrenos algados e salinas. Alimenta-se de invertebrados durante a maré vasa. Faz o ninho numa pequena depressão no solo, a descoberto, às vezes no meio da vegetação, mas sempre perto da água. Faz 2, às vezes 3, posturas, com 4 ovos castanho-amarelados com manchas castanhas, entre Abril e Julho. A incubação é de 23 a 26 dias, as crias são activas e penugentas e fazem o seu primeiro voo ao fim de 15-25 dias.
(Fotografado em 07.09.2007)
(Localização: 41°31'45.32"N - 8°47'18.38"O)
Espécie 5
LC

Maçarico-das-rochas - Commom Sandpiper

Actitis hypoleucos